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Pelo menos 16 tribunais em todo o país registaram casos recentes de
violência, segundo dados da Associação Sindical dos Juízes Portugueses
divulgados esta sexta-feira, na sequência das agressões a juízes no
Tribunal de Santa Maria da Feira.
Incêndios provocados intencionalmente, intrusão nos gabinetes dos
juízes, agressões e tentativas de agressões a juízes, a procuradores e
funcionários e advogados armados são episódios relatados pela
Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP).
Casos
recentes de risco ou consumação de violência ocorreram um pouco por
todo país, nomeadamente em tribunais de Almada, Chaves, Ferreira do
Alentejo, Funchal, Lisboa, Loulé, Olhão, Ponta Delgada, Portel, Tavira,
Torres Novas e Vila Nova de Gaia.
A ASJP divulgou também uma
lista dos tribunais que continuam a funcionar em instalações
"inicialmente qualificadas como provisórias" há vários anos, à
semelhança do que acontece com o tribunal de Santa Maria da Feira, que
está a funcionar provisoriamente no Pavilhão dos Bombeiros.
Nos
casos dos tribunais de Oliveira do Bairro (Aveiro) e Sesimbra (Setúbal)
as instalações qualificadas como provisórias perpetuam-se pelo menos há
20 anos. Gondomar e o tribunal de execução de Penas de Lisboa estão em
situação semelhante há mais de uma década.
Segundo a ASJP, há
ainda outros 10 tribunais em instalações provisórias: tribunais do
trabalho de Abrantes e Caldas da Rainha, tribunais de Almeirim,
Amadora, Cabeceiras de Basto, Maia, Nordeste (Açores), Vila Franca do
Campo e os cíveis de Coimbra e Vila Nova de Famalicão.
55 instalações em risco
A
estrutura sindical dos juízes alerta ainda para a existência de 55
outras instalações com "situações graves de riscos de violência",
apontando a falta de celas para presos (que aguardam no átrio com o
público ou em carrinhas celulares) como a principal falha.
Os
dados divulgados pela ASJP integram a segunda parte de uma
"radiografia" à situação dos tribunais portugueses, cujas conclusões
definitivas ainda não foram divulgadas, segundo a fonte ligada à
associação.
Os dados da primeira fase deste estudo, apresentados
em Março de 2007, mostravam que mais de 89% dos tribunais não tinham
policiamento público, quase 88% não tinham segurança privada e mais de
82% não estava equipado com sistemas de videovigilância.
A
esmagadora maioria (96%) das instalações não tinha salas específicas
para interrogatórios de detidos em condições de segurança e pelo menos
metade não tinha sistema de alarme contra intrusão.
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