|
COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
«O
edifício onde se encontra instalado o Palácio da Justiça de Santa Maria
da Feira, cuja construção terminou em 1991, apresenta graves
deficiências estruturais, as quais se encontram diagnosticadas como
sendo consequência de deficiente fundação em face da natureza do solo,
e de erros de concepção e de execução.
Porém,
o Palácio da Justiça tem ali funcionado em condições de segurança
permanentemente atestadas, dado que as deficiências estruturais
detectadas têm vindo a ser acompanhadas e monitorizadas de forma
permanente pelo Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da
Justiça e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, tendo até aqui
as perícias efectuadas apontado para a inexistência de risco que
exigisse a interdição de utilização do edifício.
Contudo,
dada a natureza e extensão das deficiências, a recuperação do edifício
mostrou-se inviável, pelo que o Ministério da Justiça optou pela
criação de um Campus de Justiça, cujo procedimento concursal se
encontra já em marcha.
No
decurso da última semana, novas perícias registaram uma alteração dos
valores observados, a que não terá sido alheia a elevada pluviosidade
recentemente verificada.
Em
face da alteração agora registada, não obstante não estar prevista
qualquer evolução iminente, o Ministério da Justiça decidiu tomar, por
princípio de precaução, medidas de emergência que se consubstanciam no
seguinte:
- Encerramento
imediato das instalações do Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira,
mantendo-se abertos, unicamente, os serviços do Ministério Público, que
funcionam em módulo destacado, sendo aí assegurado todo o serviço
urgente.
- Imediata redução da carga existente no edifício, por remoção dos arquivos.
- Obtenção
imediata de instalações alternativas para funcionamento transitório dos
Tribunais da Comarca e do Trabalho de Santa Maria da Feira.
Neste
contexto, o Ministério da Justiça concentra actualmente esforços no
sentido de já no início da próxima semana se encontrar em funcionamento
o serviço de atendimento ao público dos Tribunais da Comarca e do
Trabalho de Santa Maria da Feira, e de com a máxima brevidade repor em
pleno funcionamento aqueles tribunais.
À
população e à comunidade jurídica da comarca de Santa Maria da Feira
solicita-se a melhor compreensão e cooperação nesta situação
transitória.
Gabinete de Imprensa-Ministério da Justiça»
Ministério da Justiça ordena "encerramento imediato" do Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira
O Ministério da Justiça ordenou hoje o "encerramento imediato" do
Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira na sequência das
deficiências estruturais detectadas no edifício, apesar de considerar
que não se prevê qualquer agravamento iminente.
Apesar do encerramento imediato das instalações, o ministério
decidiu manter em funcionamento naquele local os serviços do Ministério
Público, que estão localizados num módulo destacado, sendo ali
assegurado todo o serviço urgente.
O encerramento do Palácio da Justiça foi anunciado através de um
comunicado lido, no local, por Helena Ribeiro, responsável da
Direcção-Geral da Administração da Justiça.
Na sequência desta decisão, foi ainda anunciada uma imediata redução
da carga existente no edifício, por remoção dos arquivos, bem como a
procura imediata de instalações alternativas para o funcionamento
transitório dos tribunais de Comarca e do Trabalho de Santa Maria da
Feira.
"O Ministério da Justiça concentra esforços no sentido de, já no
início da próxima semana, se encontrar em funcionamento o serviço de
atendimento ao público dos tribunais da Comarca e do Trabalho de Santa
Maria da Feira e de, com a máxima brevidade, repor em pleno
funcionamento aqueles tribunais", refere o comunicado lido por Helena
Ribeiro.
A decisão do Ministério da Justiça foi despoletada pela posição da
juíza presidente do Tribunal de Santa Maria da Feira, Ana Maria
Ferreira, que anunciou o encerramento do edifício na próxima semana
devido ao risco de ruir.
A juíza presidente reuniu quarta-feira todos os elementos do
tribunal, tendo ficado decidido dar dez dias ao Instituto de Gestão
Financeira e de Infra-estruturas da Justiça (IGFPJ) para garantir a
segurança ou arranjar alternativa.
Os 130 trabalhadores do tribunal, incluindo magistrados, receiam que o edifício possa ruir a qualquer momento.
O edifício onde funciona o Palácio da Justiça foi visitado esta
manhã por técnicos e responsáveis do Instituto de Gestão Financeira e
de Infra-estruturas da Justiça e da Direcção-Geral da Administração da
Justiça, bem como do Ministério da Justiça.
No comunicado agora divulgado, o Ministério da Justiça recorda que o
edifício onde se encontra instalado o Palácio da Justiça de Santa Maria
da Feira, cuja construção terminou em 1991, "apresenta graves
deficiências estruturais", que se admite serem consequência de
"deficiente fundação em face da natureza do solo e de erros de
concepção e de execução".
O ministério salienta, no entanto, que "o Palácio da Justiça tem ali
funcionado em condições de segurança permanentemente atestadas, dado
que as deficiências estruturais detectadas têm vindo a ser acompanhadas
e monitorizadas de forma permanente".
Nesse sentido, acrescenta que "as perícias efectuadas apontam para a
inexistência de risco que exigisse a interdição de utilização do
edifício", apesar de admitir que, "dada a natureza e extensão das
deficiências, a recuperação do edifício mostrou-se inviável".
A situação agravou-se, no entanto, na última semana, quando "novas
perícias registaram uma alteração dos valores observados, a que não
terá sido alheia a elevada pluviosidade recentemente verificada".
Na sequência desta alteração, "não obstante não estar prevista
qualquer evolução iminente", o Ministério da Justiça decidiu, como
medida de precaução, encerrar o Palácio da Justiça de Santa Maria da
Feira.
LUSA | 24.10.2008
Juíza Presidente surpreendida pela positiva
A juíza-presidente do Tribunal de Santa
Maria da Feira, Ana Maria Ferreira, não esperava uma decisão tão rápida
por parte do Ministério da Justiça que ordenou hoje o "encerramento
imediato" do Palácio da Justiça."A nossa posição foi comunicada às entidades responsáveis ontem por
volta das 21:15, pelo que não estávamos à espera de uma decisão tão
rápida", disse à Agência Lusa a juíza-presidente.
A magistrada reuniu quarta-feira todos os elementos do tribunal tendo
decidido dar dez dias ao Instituto de Gestão Financeira e de
Infraestruturas da Justiça (IGFPJ) para "garantir a segurança ou
arranjar alternativa" do edifício em risco de ruir."Confesso que me surpreendeu pela positiva a decisão do Ministério da
Justiça, no sentido de ter sido acautelada a segurança das pessoas",
frisou."A nossa única exigência sempre foi podermos entrar no nosso local de
trabalho com segurança e, por isso, estamos satisfeitos com a decisão",
disse Ana Maria Ferreira, sublinhando que "nunca houve garantia formal
que inexistisse perigo".
Entretanto, foi criada uma equipa constituída por cerca de 20 elementos
de várias secções do tribunal que assegurará o serviço urgente e o
turno do próximo sábado.
Responsáveis da Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ),
IGFPJ e o chefe de gabinete do secretário de Estado da Justiça
iniciaram esta manhã visitas a possíveis locais para a instalação
provisória do tribunal. A Lusa apurou que - embora sem ter sido ainda celebrado qualquer acordo
- os serviços irão ficar instalados a partir da próxima semana no
Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (IDIT), próximo do
Europarque.
O Ministério da Justiça ordenou hoje o "encerramento imediato" do
Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira na sequência das
deficiências estruturais detectadas no edifício, apesar de considerar
que não se prevê qualquer agravamento iminente.Apesar do encerramento imediato das instalações, o ministério decidiu
manter em funcionamento naquele local os serviços do Ministério
Público, que estão localizados num módulo destacado, sendo ali
assegurado todo o serviço urgente.O encerramento do Palácio da Justiça foi anunciado através de um
comunicado lido, no local, por Helena Ribeiro, responsável da DGAJ.Na sequência desta decisão, foi ainda anunciada uma imediata redução da
carga existente no edifício, por remoção dos arquivos, bem como a
procura imediata de instalações alternativas para o funcionamento
transitório dos tribunais de Comarca e do Trabalho de Santa Maria da
Feira.
A decisão do Ministério da Justiça resultou da posição da juíza
presidente do tribunal que anunciou o encerramento do edifício na
próxima semana devido ao risco de ruir.
JORNAL DE NOTÍCIAS | 24.04.2008
Comentarios () |
|
|
|
|
|