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Tribunal S.M.Feira - Em busca de alternativa criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
24-Abr-2008

As instalações do Tribunal de Santa Maria da Feira foram encerradas no dia de ontem.
Os processos mais urgentes, designadamente com arguidos presos, não deixarão de ser julgados, na construção lateral-esquerda do rés do chão do edifíco ("módulo" afecto até à data aos serviços do Ministério Público).
Esta quinta-feira, da parte de tarde, todos os julgamentos foram cancelados
e várias são as possibilidades, no concelho, em análise.
A que ganha mais consistência é o edifício, de escritórios, mesmo em frente às escadarias do Tribunal feirense, designado "Edifício dos Patrícios". Solução que é defendida pela Juiz-Presidente da Comarca.
No entanto, a última palavra cabe ao Ministério da Justiça, que irá avaliar os custos de cada uma das alternativas. As outras duas são o Europarque, cujo custo rondará os 10 mil euros por dia, e IDIT (Instituto do Desenvolvimento e Inovação Tecnológica), mas que não reúne as condições necessárias.

 

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Alternativa preferida pela Juiz-Presidente do Tribunal:
  "Edifício Patrícios", situado em frente às escadarias do Tribunal de S.M.Feira

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Outra Alternativa: Europarque. Custo: 10.000 euros por dia




O Ministério da Justiça ordenou ontem o encerramento do Tribunal de Santa Maria da Feira, alegando questões de segurança depois de um relatório técnico que apontou para «perigo iminente» de ruir. Uma solução que «salvaguardou a vida de todos os que ali trabalham» ou ali vão, segundo a juíza-presidente, Ana Maria Ferreira

Na próxima semana será conhecido o novo local onde ficarão as instalações provisórias do Tribunal de Santa Maria da Feira.

Depois da informação da juíza, anteontem, afirmando que a partir de quinta-feira os cerca de 130 funcionários e magistrados não voltariam a entrar nas instalações, ontem o Ministério da Justiça mandou encerrar as instalações, ordenando de imediato que fosse encontrado um local alternativo para alojar os serviços ainda que provisoriamente.
 
Ontem à tarde, responsáveis do Tribunal e do Ministério foram ver três locais, mas Ana Maria Ferreira tem preferência por um prédio de escritórios recém-acabado e que fica do outro lado da estrada. No entanto, a última palavra cabe ao Ministério da Justiça, que irá avaliar os custos de cada uma das alternativas. As outras duas são o Europarque, cujo custo rondará os 10 mil euros por dia, e IDIT (Instituto do Desenvolvimento e Inovação Tecnológica), mas que não reúne as condições necessárias.
 
Nos próximos dias, o Tribunal vai funcionar no módulo do Ministério Público, que não está afectado, assegurando assim os julgamentos urgentes como os processos de falência e processos com arguidos em prisão preventiva.
 
Paulo Almeida, do Sindicato dos Funcionários Judiciais, recorda que este problema já tem vários anos e já não era surpresa para ninguém ver vidros a partir, caixilhos a ceder e portas a não abrirem, por causa da estrutura construída em terreno pantanoso e que apresenta enormes fissuras.
 
O Tribunal de Santa Maria da Feira foi inaugurado em 1991 pelo então ministro da Justiça, Laborinho Lúcio. Orçado em cerca dois milhões de euros, o edifício está localizado em pleno centro da cidade, num terreno onde outrora foram campos de cultivo. A primeira fase da construção - estrutura de pedreiro - foi assegurada por um empreiteiro que entretanto faliu, sendo os acabamentos da responsabilidade da autarquia, após um acordo celebrado com a tutela e que pôs fim ao impasse então criado.
 
Para o presidente da Câmara Municipal, Alfredo Henriques, esta decisão de «encerramento imediato» do Ministério da Justiça «peca por tardia». Segundo o autarca, «três diferentes ministros da Justiça visitaram as instalações e eram recorrentes as chamadas de atenção para a falta de condições do edifício».  O autarca, que já há já algum tempo se disponibilizou para ceder um terreno para a construção de raiz de um novo palácio da justiça, lamenta que a decisão de encerrar as actuais instalações só tenha ocorrido agora, obrigando a procurar uma alternativa provisória em três ou quatro dias. «Só quando alguém disse que o tribunal podia ruir é que se tomou esta decisão, após anos a fio a alertar os governantes para o problema», acrescentou Alfredo Henriques.
 
Foto do Edifício Patrícios: Jornal Correio da Feira
Texto: CORREIO DA FEIRA e  FRANCISCO MANUEL - DIÁRIO DE AVEIRO | 25.04.2008
Comentarios (2)add
... : R.P.
Acho que é uma boa alternativa. As pessoas sabem onde é o lugar do Tribunal e é fácil para elas deslocar-se ao edifício ao lado. As que tiverem andado distraídas (há sempre muitas...) demoram dois minutos a pé para chegar ao novo local.
Estando situado no centro da cidade, continua a ser servida dos mesmos transportes públicos, sendo mais fácil a deslocação de advogados, testemunhas, etc. do que se fosse para junto do Europarque, cuja principal vantagem seria a de haver mais lugares para estacionamento, mas que não é servido pela mesma rede de transportes públicos.
O que é preciso é começar a instalação o mais depressa possível para não haver
Também é importante que na "migração", seja dado a conhecer, com rapidez, os novos números de telefone e fax para expedição das peças processuais, pois parece-me que os prazos processuais continuam a correr !
Nota: Parabéns à In Verbis e ao Senhor Doutor Juiz pela informação aqui dada, sempre "em cima" do acontecimento ! Era de um "gabinete de imprensa" assim que os tribunais precisavam! (desculpe, pois sei que este não é um gabinete de imprensa, mas está a funcionar como tal).
25.Abril.2008
... : x
acho muito bem que mude de lugar para a segurança das pessoas, mas o presidente não se esqueça de pagar primeiro os ordenados em atraso aos funcionarios que á 2 meses não recebem . Pois de certo com esta mudança não vai ter para pagar a quem tem direito.
29.Abril.2008
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