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Um edifício novo vai ser adaptado para acolher nos próximos três
meses os serviços do Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira,
recentemente encerrado devido a deficiências estruturais, revelou hoje
o secretário de Estado adjunto e da Justiça. Conde Rodrigues adiantou à Agência Lusa que, perante três opções
possíveis, o Governo decidiu arrendar um edifício, em fase final de
construção, que será adaptado para receber todos os serviços do Palácio
da Justiça de Santa Maria da Feira. Esta será a solução definitiva para a instalação do Tribunal, caindo por terra o projecto da construção de um novo edifício de raiz.
"Tem uma área suficiente e condições para instalar os gabinetes dos
magistrados, as secretarias judiciais e as oito salas de audiência",
referiu José Conde Rodrigues, que se deslocou hoje a Santa Maria da
Feira para fazer uma avaliação da situação e encontrar uma solução para
o problema.
Segundo Conde Rodrigues, o novo edifício tem a
vantagem de se situar próximo do actual tribunal, sendo "central" e com
todas "as condições" para funcionar como um novo Palácio da Justiça
daquele concelho.
O novo edíficio possui ainda acesso para deficientes e zona de estacionamento.
As
outras duas opções foram abandonadas, uma delas por não ter a dimensão
necessária e a outra por ser "distante da zona urbana".
O novo
edifício que vai albergar o Palácio da Justiça pertence a privados,
estando a ser negociado um contrato de arrendamento a longo prazo, já
que, após as adaptações necessárias, existem "todas as condições" para
que ali funcione de forma permanente.
Segundo Conde Rodrigues,
num curto período de três meses será possível fazer as adaptações
previstas, devendo a mudança ser feita durante as próximas férias
judiciais de Verão (Agosto).
O governante tem agendado ainda para
hoje uma reunião com o presidente da Cãmara Municipal de Santa Maria da
Feira para discutir o futuro do espaço que foi encerrado devido a
problemas estruturais.
RTP / LUSA | 29.04.2008 [20:00]
EDIFÍCIO D. MIGUEL, DOS "PATRÍCIOS", SERÁ A SOLUÇÃO DEFINITIVA
Um autêntico final de tarde de inverno e
a solução encontrada para o Tribunal de Santa Maria da Feira.
Ainda antes da confirmação oficial da decisão, sem grande surpresa passa pelo Edifício D. Miguel, da empresa Patrícios,
o secretário de estado, adjunto, da Justiça garantiu à RTP que havia
sido encontrado o espaço pretendido. Palavras que surgiram uma hora
antes da reunião na Câmara da Feira, com Alfredo Henriques e alguns
vereadores da autarquia e com o presidente da mesa da Assembleia
Municipal, José Manuel Cardoso da Costa.
No espaço de
três meses, segundo o Ministério da Justiça, será possível que o novo
edifício funcione em pleno e será uma solução definitiva. Cai por terra
o desejo de ver construído um novo tribunal de raiz, na cidade. "Sabemos que o espaço foi construído para escritórios, mas será possível fazer a adaptação. Melhor ainda, haverá oito salas de audiência, contra as quatro actuais
e melhores condições nas salas para juízes e funcionários", ressalvou o
secretário de estado adjunto, no final da reunião efectuada no Salão
Nobre da Câmara da Feira, esta terça-feira, ao final da tarde.
Porém, em declarações exclusivas ao Correio da Feira, Valdemar Patrício, proprietário do edifício pretendido, desmente que haja qualquer acordo. "Ainda não me foi apresentada qualquer proposta, por parte do Ministério da Justiça.
Fico a aguardar e até lá não posso dizer muito mais, porque vivo de
factos concretos e não de possibilidades. Pediram para ver o espaço,
visitaram-no, mas não foi efectuada nenhuma proposta", garante.
Alfredo Henriques, presidente da autarquia de Santa Maria da Feira, conhece, há longos anos, Valdemar Patrícia e enfatiza uma ideia.
"Espero que seja possível um entendimento e que todas as partes sejam
razoáveis, ou seja que não se exagere nos valores pretendidos".
Sobre o facto de cair por terra o anseio de um novo tribunal,
construído de raíz na cidade da Feira, o edil feirense não denota
grande preocupação. "Nos dias de hoje, temos que ser razoáveis e, muitas vezes, há que ser realistas. Penso que esta é uma solução muito razoável e desejada pela juíza-presidente e pelos funcionários do tribunal".
Uma questão que resta passa pelo
actual espaço do Tribunal de Santa Maria da Feira. Ficará para quê?
"Vamos estudar com a Câmara da Feira a melhor solução", garantiu o
secretário de estado. Também Alfredo Henriques não deu uma resposta
definitiva sobre o assunto, à saída do encontro com o referido responsável, na cidade fogaceira.
Para
trás ficou a decisão do Ministério da Justiça, em encerrar a comarca da
Feira. O edifício terá sido construído por três empresas distintas, já terão falido todas, o que inviabilizou que houvesse responsáveis pela situação "insustentável que se atingiu".
"Este
edifício, que agora foi concluído, que pensava ser só de habitação, mas
está, também, pensado para escritórios. A nossa preferência, das
pessoas que cá trabalham, vai para esta opção, por razões óbvias, a
proximidade do tribunal, porque sabemos que os advogados têm os
escritórios aqui à volta, porque sabemos que as pessoas estão
habituadas a deslocarem-se para aqui". A decisão ainda não está tomada,
mas é clara a preferência pelo edifício dos "Patrícios", paredes-meias
com a comarca feirense. As palavras da juíza-presidente do Tribunal da
Feira são claras. Era muito fácil fazer o transporte de tudo o que
o tribunal tem para o edifício que já se encontra construído. Era a
solução ideal para nós", acrescenta Ana Maria Ferreira. (...).
CORREIO DA FEIRA | 29.04.2008
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