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Tribunal da Feira muda-se para armazém industrial criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
10-Mai-2008
Os processos e a mobília do Tribunal da Feira estão a ser transferidospara um armazém da zona industrial do Roligo, freguesia deEspargo, arrendado pelo Instituto de Gestão Financeira e Infra-Estruturasda Justiça.

Tudo indica que a instância judicial esteja a funcionar nas instalações provisórias na próxima quarta-feira, situação que se manterá até 31 de Julho, altura em que nova mudança terá de ser feita para o prédio que irá albergar definitivamente o tribunal feirense, a escassos metros do actual Palácio da Justiça, mandado encerrar pelo Ministério da Justiça, devido ao perigo de derrocada.
 
A transferência do armazém para as instalações defi nitivas será feita durante o mês de Agosto, para que, no início da nova época judicial, a 1 de Setembro, os serviços possam funcionar em pleno. Até lá, três salas de audiência funcionarão no auditório da biblioteca municipal, na Junta de Freguesia da Feira e nas instalações dos bombeiros feirenses.
 
A indicação para a transferência chegou no início da semana. "Neste momento, o tribunal está a funcionar de uma forma muito precária, não temos o mínimo de possibilidade de trabalhar. Por outro lado, há quem defenda que a parte do edifício onde estamos também não é segura, no caso de derrocada", afirma a juiz presidente do Tribunal da Feira, Ana Maria Ferreira.
 
Nesta altura, são diariamente adiadas entre 100 e 150 diligências e são os próprios magistrados e funcionários do tribunal que tratam de acondicionar os processos, que estão a ser transportados em viaturas disponibilizadas pela câmara local. Na parte frontal do armazém, haverá duas salas de audiências para os seis juízes dos juízos cíveis e dois juízes do Tribunal do Trabalho. Os funcionários partilharão um amplo espaço que está a ser dividido por estantes, enquanto os magistrados trabalharão no piso superior. Nesse andar, seis juízes terão de partilhar o mesmo gabinete e haverá duas salas para dez pessoas do Ministério Público. "Não sei até que ponto será possível estarmos a trabalhar a 100 por cento, antes de passarmos para as instalações definitivas", sublinha Ana Maria Ferreira.
 
O Palácio da Justiça da Feira foi mandado encerrar pelo Ministério da Justiça por se encontrar em risco de ruir.
 
PÚBLICO | 10.05.2008 
Comentarios (1)add
... : Bluerose
Esta notícia cada vez mais prova o que a muito é evidente: O completo DESLEIXO do Governo em relação a Justiça. Ora outro tribunal a cair aos bocados em que o tecto quase atinge um Juiz, ora uma situação como esta! Isto chega a ser caricato! Quem consegue trabalhar assim? Era o que faltava agora trabalharmos em "fábricas", em condições péssimas, que aparentemente parecem provisórias, mas que se prolongarão certamente por décadas como já é costume.
Será que a justiça não é prioritaria? Ou será necessário chegarmos ao estatuto de criminalidade como se vê em países como o Brasil e a Venezuela para finalmente se fazer alguma coisa.
O que vale é que gosto do que faço, assim como certamente todas as pessoas que trabalham nessas condições indignantes e que acabaram por ser elogiadas pelo Bastonário. Mas até quando esta situação?


09.Junho.2008
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