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Tribunais com e-mails errados criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Jun-2008
Os endereços electrónicos dos Tribunais no portal do Ministério da Justiça estão desactualizados, o que tem originado uma onda de protestos junto da Ordem dos Advogados. Os profissionais queixam-se que os seus requerimentos não estão a chegar aos processos: «A lei criou a possibilidade de envio de requerimentos por e-mail, mas o problema é que não estamos a ser informados da alteração dos endereços», afirmou ao SOL o advogado José Miguel Amaral. «Enviei um requerimento para o 2º Juízo do Tribunal de Família de Lisboa, cujo endereço no site tribunaisnet era: correio[at]lisboa.tfm2juizo.inj.pt. Foi devolvido porque agora é outro: lisboa.tfm[at]tribunais.org.pt»

António Marinho, bastonário da Ordem, disse que já teve conhecimento do problema e considerou a situação «inaceitável», deixando um conselho: «Os advogados devem recorrer e invocar o justo impedimento».

A Direcção-Geral da Administração da Justiça e o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça, informaram o SOL que os endereços electrónicos estão a ser alterados, mas que os antigos ainda funcionam e que reencaminham as mensagens. A sua actualização estará concluída dentro de meses, asseguram.

Quanto ao caso reportado por José Amaral, as duas entidades explicam que se tratou de uma «rejeição automática da mensagem, devido ao seu conteúdo, efectuada pelo sistema de protecção e de segurança». E acrescentam: «Dado tratar-se de uma mensagem confidencial, não é possível determinar a causa da rejeição da entrega».
 
SOL | 31.05.2008 
Comentarios (15)add
... : Viperina
Isto da informática é uma delícia! .... Ora são endereços de e-mail errados; ora são injunções através do citius que não aceitam mais que um requerente ( injugente), ora são incapacidades do servidor, devido ao numeroso número de utilizadores, para poder enviar uma peça no último dia de prazo, sem podermos auferir da redução da taxa de justiça. E quantos mais casos não haverá?
02.Junho.2008
... : A. Marinho Pinto
É evidente que isto é culpa exclusiva dos juízes. Do alto da sua cultura vetusta e dos seus rituais do século passado, perdem o seu tempo a mandar as pessoas levantar e sentar, e a escrever tratados de mais de 100 folhas para decidir um processo sumaríssimo, em vez de terem a humildade de estudar as novas tecnologias, como os himailes, e o funcionamento dos tribunais ónelaine. E depois, quando as coisas correm mal, mostram a sua falta de caracter e tentam atribuir as culpas aos srs. Funcionários Judiciais, e, pior ainda, ao Ilustríssimo Ministro da Justiça (crrraac ! ui ! a vénia lá me deu cabo de mais um disco).
Ponham os juízes a aprender informática, para ver se fazem algo de útil.
arrogantes...
pois...
onde é que eu ia ?
02.Junho.2008
... : citiado : http://citiado
Realmente Viperina, tem toda a razão. São uns incompetentes e criminosos, deviam ser todos despedidos, ou melhor .. presos.
Devemos ser o único país do mundo com problemas de servidores que ás vezes não respondem como queremos ( a culpa nunca é do nosso computador, é sempre do raio do servidor que é lento), e de todos esses problemas destas modernices. E ainda por cima sempre no último dia do prazo... sim que nós deixamos para o último dia para ver se nesse dia o servidor não estará por acaso bloqueado... até porque se não for assim não há assunto nem razão de queixa.. e normalmente no último dia é o dia menos arriscado..
Ainda este ano deixei a minha declaração de IRS para o último dia para ver o que acontecia.. eu sou assim... gosto da adrenalina e do risco.É tão excitante, não é ?! às vezes corre mal, mas sempre podemos dizer que a culpa é do servidor... pagamos a taxa por inteiro ou fazemos queixa ao juiz, e pronto, não morre ninguém...

Abaixo com os computadores e com os fazes, antigamente é que era bom... e barato. Prisão com eles, esses malvados.
03.Junho.2008
... : citiado : http://citiado
Adorei o neologismo ««injungente»...
e a contra-parte, será o «injunjado» ? «injuntado» ? «injuado» ?
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03.Junho.2008
... : Viperina
Injungido
04.Junho.2008
... : Viperina
Citado
Que saiba o último dia de prazo, ainda é dia de prazo e ao contrário do que sucede com o IRS não é um fim de prazo comum para milhares de pessoas. Acho que está a fazer alguma confusão. Na utilização do Citius, o primeiro dia de prazo para uma pessoa pode significar o último de outra. Também concordo que se deverá ter cautela, mas por vezes não há outra alternativa, como compreenderá.
04.Junho.2008
... : citiado : http://citiado
Cara Viperina, claro que compreendo o seu ponto de vista. Só quiz deixar bem claro que o problema que relata é próprio deste tipo de sistemas e nenhum, nem o mais evoluído tecnológicamente, estará algum dia imune. Podem falar de sistemas redundantes e outras coisas tais, mas a única segurança mesmo é não deixar para o último dia.
Imagine que eu deixava (porque não deixei) para o último dia a minha declaração de IRS e o sistema falhava. Sò se tivesse havido um apagão geral a nível nacional é que as Finanças me prolongavam o prazo. E acho que é mesmo assim que deve ser.
Obrigado pelos neologismos e aceite um conselho deste seu humilde admirador: não confie muito nos sistemas informáticos; use e abuse deles, mas não se deixe controlar por ele.

04.Junho.2008
... : Gajo atento a mandar "bitaites"
Injungente e injungido... eheh Estamos sempre a aprender! Para mim também são neologismos. Faz sentido recorrer àquelas palavras em detrimento das expressões "requerente" e "requerido"? Não me parece.
04.Junho.2008
... : Viperina
Gajo, também nunca achei que fossem expressões muito bonitas, pelo que não as uso e por isso coloquei entre parentesis. Porém, existem e são usadas por muitos. Daí a minha surpresa nestes posts que ora respondo. Agora lhe garanto que não fui eu que criei tais expressões e por mim poderá usar as expressões que bem entender.
05.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
Estes nomes... estes dialectos... As pessoas que se exprimem assim não devem ler livros, é o que é.
05.Junho.2008
... : Viperina
Foi-me transmitido por um conceituado professor de processo civil que até faz uns livritos da cadeira, anotou um dos melhores CPC, etc etc. Agora se me pergunta se os lê, aí já não lhe posso responder.
05.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
Eu referia-me a livros a sério e não a anotações de CPC ou a livritos de cadeira, como diz. É difícil entender, eu sei. Mas Viperina não tem culpa, pelos vistos. Esse conceituado professor que refere, sim, se disse isso, ou se inventou mais termos ilegíveis, pseudo-esotéricos e que soam mal, a juntar aos que já há (infelizmente) tem.
05.Junho.2008
... : citiado
Qualquer dia vemos alguem a apreciar a «injuridicidade» de determinada dívida de algum injungido demandado pelo injungente. E se a moda pega desatamos todos a dizer «já que eles injungem eu também quero injungir» e «se tu injungires alguém, ou melhor, se vós injungirdes alguém eles injungirão de volta e desatamos todos a injungirmo-nos uns aos outros, e até o padreco, que muito tem ungido, vai querer agora injungir. E pode, porque quem é injungido por um também pode ser injungido por outro. Vai ser uma curtição, digo, uma injungição daquelas.
E por aqui me fico porque já se me enteramelha a língua e a pena.

05.Junho.2008
... : Gajo atento a mandar "bitaites"
Só para dizer duas coisitas: 1.ª para agradecer ao Citiado o seu último comentário, pois há já vários dias que não me ria tanto sozinho como me ri agora. 2.ª para dizer que, embora me divertisse a olhar para as respectivas gravatas (durante as aulas teóricas) e para as extensas notas de rodapé dos seus livritos de Proc. Civil (nas quais era colocado o mais importante), nunca fui grande admirador do Prof. Lebre de Freitas, isto para o caso de ser ele a "mente brilhante" que falou à Dr.ª Viperina naqueles termos tão eloquentes. Aliás, não é (também) a ele que devemos a actual tramitação da acção executiva e, por conseguinte, a respectiva celeridade (ou falta dela)???
06.Junho.2008
... : Viperina
Parece que gostaram mesmo do meu nick.
A conversa começa pelo problema da alteração dos endereços de e-mail e onde já vai.... Realmente, se confirma, o ditado popular de que as palavras são como as cerejas. E quando, aqui falo tenho o dom de multiplicar as cerejas, ao que parece.....
Apenas no meu primeiro comentário coloquei entre parêntesis ( injugente) porque sei que este termo é usado. Já o ouvi usar por vastas vezes, embora não o use. Assim e por forma a não semear mais uma cerejas com base, sei lá, talvez, desta vez, na falta de rigor terminológico...... o referi. Apenas para depois não virem dizer que ? Viperina , não é Requerente é Injugente?. Pois, acredito que surgisse algum comentário no género, tantas são as cerejas que semeio por este site. O que não é de todo mau, basta atentar para o comentário do Citiado, que já permitiu dar umas risadas.

06.Junho.2008
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