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Os nove funcionários da Secretaria Judicial do Tribunal de Portalegre ainda estão em estado de choque após o tiro disparado do interior daquele espaço para o pátio da entrada principal por um indivíduo que, sem motivos aparentes, invadiu a secretaria ameaçando todos com uma arma.
O homem, de 32 anos, natural de Arronches, está envolvido em vários processos-crime, tendo-se deslocado ao Tribunal de Portalegre para resolver um caso relacionado com penhoras e arrestos. Segundo uma fonte do tribunal, "algo correu mal nesse processo e o homem cometeu esta loucura".
A mesma fonte disse ao DN que "a secretaria estava a abrir, após a hora de almoço, quando o indivíduo entrou naquele espaço e começou de imediato a falar num tom exaltado; logo de seguida ameaçou os funcionárlos e durante o sequestro, que durou cerca de 20 minutos, chegou mesmo a falar em banho de sangue. Estávamos apavorados! revela.
Enquanto os funcionários da secretaria judicial passavam por momentos de aflição, foi Impedida a entrada de outros funcionários e magistrados no tribunal. Isto após o indivíduo ter encerrado as portas que dão acesso à comarca. "A polícia actuou de imediato e conseguiu deter o homem, que possuía uma pistola de alarme", afirmaram ao DN outras testemunhas oculares.
Acesso sem revista
"Durante a operação, que decorreu com eficácia, não houve qualquer dano ou ferimentos nos intervenientes", revela, por sua vez, Joaquim Simão, subintendente da PSP.
À margem desta situação, os funcionários da Comarca de Portalegre receiam que no futuro a sua integridade fisica esteja em risco. "A não ser nos casos de julgamentos inediáticos, não existe, no dia-a-dia, revista às pessoas que entram e saem do nibunal, nem detectores de metais. Isto passa-se aqui e em vários outros tribunais de província", avançam.
O homem foi ontem presente a primeiro interrogatório judicial e vai aguardar julgamento em preventiva no estabelecimento prisional de Elvas.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 08.02.2007
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