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Tiro disparado no Tribunal de Portalegre criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
08-Fev-2007

ImageOs nove funcionários da Secretaria Judicial do Tribunal de Portalegre ainda estão em estado de choque após o tiro disparado do interior daquele espaço para o pátio da entrada principal por um indivíduo que, sem motivos aparentes, invadiu a secretaria ameaçando todos com uma arma.

O homem, de 32 anos, natural de Arronches, está envolvido em vários processos-crime, tendo-se deslocado ao Tribunal de Portalegre para resolver um caso relacionado com penhoras e arrestos. Segundo uma fonte do tribunal, "algo correu mal nesse processo e o homem cometeu esta loucura".

A mesma fonte disse ao DN que "a secretaria estava a abrir, após a hora de almoço, quando o indivíduo entrou naquele espaço e começou de imediato a falar num tom exaltado; logo de seguida ameaçou os funcionárlos e durante o sequestro, que durou cerca de 20 minutos, chegou mesmo a falar em banho de sangue. Estávamos apavorados! revela.

Enquanto os funcionários da secretaria judicial passavam por momentos de aflição, foi Impedida a entrada de outros funcionários e magistrados no tribunal. Isto após o indivíduo ter encerrado as portas que dão acesso à comarca. "A polícia actuou de imediato e conseguiu deter o homem, que possuía uma pistola de alarme", afirmaram ao DN outras testemunhas oculares.

Acesso sem revista
"Durante a operação, que decorreu com eficácia, não houve qualquer dano ou ferimentos nos intervenientes", revela, por sua vez, Joaquim Simão, subintendente da PSP.
À margem desta situação, os funcionários da Comarca de Portalegre receiam que no futuro a sua integridade fisica esteja em risco. "A não ser nos casos de julgamentos inediáticos, não existe, no dia-a-dia, revista às pessoas que entram e saem do nibunal, nem detectores de metais. Isto passa-se aqui e em vários outros tribunais de província", avançam.
O homem foi ontem presente a primeiro interrogatório judicial e vai aguardar julgamento em preventiva no estabelecimento prisional de Elvas.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 08.02.2007

Comentarios (5)add
... : mfr
Alguém está espantado???!!!
Perguntar-se-ão: "mas os tribunais não são órgãos de soberania?? Não há controlo à entrada dos tribunais?"
Meus senhores, esta é a pura realidade!!! smilies/angry.gif smilies/angry.gif
09.Fevereiro.2007
... : Kali
Mas então nós (funcionários judiciais) fomos excluídos dos Serviços Sociais do MJ porque não era uma profissão de risco, porque não lidavamos com presos, etc, etc... Não entendo, esta situação ocorrida no Tribunal de Portalegre deve ser invenção dos jornalistas, ou então é um guião de algum novo filme.
Há coisas que não entendo, mas devo ser eu que sou compreensão lenta, os Tribunais são locais aonde se decide o futuro de muitas pessoas, em que as pessoas vão "contrariadas", não têm qualquer controlo de entradas, mas por exemplo há uns tempos fui a uma delegação regional de saude tive de deixar o BI não portaria, fui à segurança social lá estava um securita, mais exemplos podia dar, mas nos tribunais por esse Portugal fora nem um porteiro existe quanto mais um elemento de segurança.

09.Fevereiro.2007
... : carlos santos
Só quando morrer alguém...mas tem mesmo de morrer, é que os outros ditos poderes soberanos se vão preocupar com esses malandros que trabalham nos tribunais...se calhar ainda vão dizer que o infortúnio aconteceu em consequência de forte surto emotivo do assasino que tinha queixas da Justiça.
Actualmente, vale mais ser ladrão, vigarista ou devedor...pois todos estes tem uma panóplia de direitos - e mais alguns - do que o comum do mortal do cidadão honesto, ordeiro e pacato.
Um cidadão cada vez mais descrente nesta jovem democracia.
09.Fevereiro.2007
... : CLeopatra : http://Cleopatramoon
Engraçado, no Tribunal de Loures, há uns dois anos, aconteceu o mesmo.
Só que o segurança ainda ficou com as calças queimadas.
O tiro pretendeu ser mais directo.
Não é caso único infelizmente.
10.Fevereiro.2007
... : Marcos
A verdade é que situações como esta são mais comuns do que pode parecer e apenas podem espantar por não existirem com maior gravidade.
O que é certo é que também por aqui passa um pouco da independência dos Tribunais.
Recentemente em Espanha tive a oportunidade de constatar não só a extraordinária segurança existente em qualquer tribunal (todos com seguranças a tempo inteiro e com o detetctores de metais idênticos aos existentes nos aeroportos) mas também a existente na escuela judicial de Barcelona.
É evidente que o estado espanhol se debate com particulares problemas de segurança dos magistrados, inclusive existe um subsídio de risco para quem trabalhe na área penal. Contudo, daí não se retira que entre nós uma qualquer repartição pública necessite de maior segurança do que um tribunal.
11.Fevereiro.2007
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