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2156 processos parados há um mês. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga continua inoperativo um mês depois de ter sido registada uma avaria no seu sistema informático. «Na semana anterior informaram-nos que o pro blema ficaria resolvido segunda-feira, mas ontem chegou nova informação segundo a qual a resolução do problema ficava adiada por mais uma semana».
Com a gestão do Tribunal bloqueada, por estar inoperativo o acesso ao Sistema Informático dos Tribunais Administrativos e Fiscais (SITAF), os funcionários desesperam por, pelo menos, duas razões: por um lado, assistem ao acumular de serviço, já que os papéis que vão chegando ficam depositados na secção central, sem possibilidade de os movimentar para os respectivos processos; e, por outro, ouvem de quem ali se desloca em serviço críticas que seguramente deviam ser dirigidas às entidades competentes. E há 2 156 processos parados!
A aplicação informática nos tribunais através do SITAF, faculta o envio e recepção de peças processuais e documentos por via electrónica, a tramitação informática dos processos e o acesso aos mesmos via Internet, proporcionando uma celeridade e flebilidade maiores no andamento dos processos instaurados. A consulta efectua-se em terminal informático que as secretarias judiciais dispõem.
Um advogado de Caminha perdeu ontem, praticamente, a sua manhã de trabalho, ao deslocar-se ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. Com o acesso ao sistema informático inoperativo, deixou de haver a possibilidade de se saber o estado em que se encontra um determinado processo que até pode estar na posse de um dos oito juízes ou de um dos seus cinco procuradores. Há processos que não podem subir para as instâncias superiores e vice-versa.
Para os contribuintes, os prejuízos são vários: ficam à espera, por mais tempo, da fase final de um processo. E lembremos que é nestes tribunais que os contribuintes se defendem da execução das decisões provenientes das Finanças e os municípios tomam posição contra decisões governamentais. Foi no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga que Barcelos apresentou a providência cautelar contra o encerramento da sua Maternidade; e também ali que medida idêntica foi apresentada no ano passado contra a expropriação de terrenos necessários à construção do IC 1 até Caminha.
CORREIO DO MINHO | 09.05.2007
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