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O Conselho Superior da Magistratura (CSM) já enviou o relatório
sobre o reforço da segurança nos tribunais para os Ministérios da
Justiça e da Administração Interna, disse hoje à Lusa fonte ligada ao
processo. O Ministério da Administração Interna (MAI) emitiu segunda-feira ao
fim do dia uma nota a indicar que aguardava ainda que lhe fosse "dado
conhecimento" do relatório.
Em Outubro de 2007 foi constituído, por despacho dos secretários de
Estado adjuntos da Administração Interna e da Justiça, um grupo de
trabalho para analisar a segurança dos tribunais, cuja coordenação
ficou a cargo de um representante do CSM.
O relatório seguiu hoje de manhã para os serviços dos Ministérios
tutelados por Alberto Costa (Justiça) e Rui Pereira (Administração
Interna).
O documento apresenta uma série de sugestões para reforçar a
segurança nos tribunais portugueses, segundo a mesma fonte ligada ao
processo.
O grupo de trabalho, agora extinto, foi composto por representantes
do CSM, Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais,
Procuradoria-Geral da República, Gabinete Coordenador de Segurança,
GNR, PSP e Direcção-Geral da Administração da Justiça.
A iniciativa do Governo surgiu depois de reclamações dos juízes,
funcionários judiciais e do Ministério Público, a exigirem mais
segurança, nomeadamente mais policiamento e controlo de entradas nos
tribunais.
Antes da constituição deste grupo, a Associação Sindical dos Juízes
Portugueses (ASJP) apresentou um relatório preliminar com base num
inquérito sobre a organização, funcionalidade e segurança nos tribunais
judiciais de primeira instância, que indicava algumas deficiências
nesta área.
Esse relatório refere que, apesar dos tribunais se situarem próximos
da Polícia, não têm "qualquer sistema específico de segurança pública
ou privada", "não estão equipados para detectar a entrada de armas,
explosivos ou outros materiais perigosos" e "não têm sistema de alarme
ou vídeo-vigilância contra intrusão eficazes", além de não registarem a
"entrada de pessoas fora do horário de trabalho".
O documento indica ainda que os "tribunais não têm suficientes
sistemas de detecção e extinção automática de incêndios, sobretudo nos
arquivos de processos e documentação", apesar de existirem extintores.
LUSA | 29.04.2008
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