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A fachada e a cobertura do Palácio da Justiça de Lisboa começaram a ser reabilitados, dando início à segunda fase das obras iniciadas há mais de um ano devido à existência de amianto no edifício, anunciou ontem o Governo.
Em Dezembro de 2005, iniciou-se a remoção dos isolamentos em amianto das tubagens de água quente na cave, um trabalho que custou 700 mil euros e demorou um ano a concluir. O processo foi acompanhado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, não se tendo detectado índices anormais de amianto, uma substância cujo uso é actualmente proibido na construção, embora tenha sido muito utilizado, principalmente na década de 60.
"O tribunal tem sido alvo de constantes medições pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge para garantir a qualidade do ar", disse à agência Lusa o secretário de Estado-adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues.
Depois de concluída a primeira fase da empreitada em Dezembro de 2006, iniciaram-se agora os trabalhos de reformulação da cobertura e tratamento de fachadas, incluindo aparafusamento e substituição de pedras em risco de derrocada. Conde Rodrigues adiantou que as obras não têm afectado o normal funcionamento dos serviços.
Empreitada de 1,1 milhões
Na presente empreitada - orçada em cerca de 1,1 milhões de euros e que estará concluída em Julho - vão ser também retiradas as placas em fibrocimento existentes na parte exterior da cobertura.
Conde Rodrigues revelou ainda à Lusa que irá arrancar este mês uma obra que consiste na construção de instalações sanitárias para pessoas com mobilidade reduzida, que estará concluída em Maio e representa um investimento de 45 mil euros.
"Esta é a primeira intervenção de fundo desde que o edifício foi construído em 1971", adiantou o governante, esclarecendo que, no total, a obra ficará orçada em cerca de dois milhões de euros.
JORNAL DE NOTÍCIAS | 05.02.2007
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