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Julgado de Paz tem mais procura criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
31-Mar-2008
Alheio ao rebuliço causado pelo novo mapa judiciário, o Julgado de Paz da Trofa continua a laborar na pacatez de uma procura limitada: entraram apenas 89 processos em 2007. Ainda assim, no segundo ano de vida deste tribunal de pequenos casos - as velas apagaram-se no passado dia 7 - comemora-se um aumento da confiança dos trofenses: mais 26 acções deram entrada com vista a uma resolução por acordo. "Correu bem", conclui a única juíza titular deste julgado.


Mas há ainda trabalho a fazer no campo da divulgação. "É tudo muito gradual", reconhece Ângela Cerdeira. Sublinha, contudo, que "há mais procura. As pessoas já conseguem ver o Julgado de Paz como um tribunal que lhes dá garantias". Acredita, portanto, que "a mensagem está a passar".

Prova disso foi o aparecimento de "muitas acções" relativas a condomínios, "sobretudo dívidas. No primeiro ano, não tínhamos", recorda a magistrada. Litígios sobre acidentes rodoviários provocados por obras ou falta de sinalização das mesmas também registaram crescimento."Se a experiência dos utentes for satisfatória, acaba por trazer outras pessoas", explica, fazendo fé na eficácia do passa-palavra na difusão destas "instituições recentes". O predicado justifica, pois, que "demore algum tempo a implementar-se [os Julgados de Paz] e a ganhar a confiança das pessoas no valor das decisões". "É natural", remata Ângela Cerdeira.

Sob alçada destes tribunais estão ainda incumprimentos de contratos, obras mal executadas, defeitos em imóveis, conflitos de consumo e pequenos crimes como injúrias, difamação e ofensas corporais simples.

Fruto de um reduzido número de processos num e noutro lado, a magistrada acumula o juizado na Trofa com o Julgado de Paz do concelho minhoto de Terras do Bouro. E tem "colaborações pontuais no Porto", um dos Julgados "mais complicados".

JORNAL DE NOTÍCIAS | 31.03.2008 

Comentarios (4)add
... : Dalila Gama Gonçalves
Parabéns, pelo sucesso atingido e por, os cidadãos de Trofa acreditarem numa nova visão de Justiça: Justiça de próximidade!!!
31.Março.2008
... : Um Juiz desiludido de novo
Parabéns Trofenses, pelo aniversário. Ai, não posso deixar escapar, nunca soube o que era um Tribunal com 89 processos. Nem em Castelo de Paiva, qd por lá passei nos idos de 80! Mas enfim, a justiça de proximidade vale a pena, é mais rápida, etc., etc.
31.Março.2008
... : Shangri-La
«Justiça de proximidade»
Proximidade de quê, em quê, em relação a quê em contraposição a quê?
A outra justiça é de «afastamento», de «lonjura».
Já agora proponho «justiça afectiva».
Já não sabemos o que havemos de fazer com as palavras.
Ou se calhar, alguns sabem bem o que fazer: manipular, corromper, prostituir.

01.Abril.2008
... : Ricardo Vitorino : http://www.ricardovitorino.com
Para quem não tenha a menor pista do que seja a "Justiça de Proximidade", essa coisa tão complicada de entender, pode começar por ler a intervenção de Maria Judite Matias, Juíza de Paz Coordenadora do Julgado de Paz de Oliveira do Bairro, de 2003, disponível aqui:
http://www.conselhodosjulgadosdepaz.com.pt/Intervencoes/JPaz-ConferenciaOrdemAdvogados-MJM.pdf
Último parágrafo da pág. 4, com continuação na página seguinte. Não custa nada tentar perceber, pelo menos. Apesar da Justiça tradicional ser a melhor, a verdadeira, a única, a original, etc.
03.Abril.2008
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