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Juízes da Feira mantêm actos judiciais criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Jul-2008
A suspensão de actos judiciais no Tribunal de Santa Maria da Feira vai continuar até que sejam criadas condições de segurança. No entanto, essa suspensão, de acordo com uma nota divulgada pela Associação Sindical de Juízes Portugueses, não contempla os processos urgentes.
Os processos que envolvam arguidos presos, providências cautelares, insolvências, protecção e promoção de menores, expropriações, acidentes de trabalho e doenças profissionais continuam a desenvolver-se com normalidade". Para além disso, os juizes mantêm a posição de realizar julgamentos e diligências de tribunal colectivo desde que se possam realizar nas salas de audiências dos tribunais mais próximos".
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 02.07.2008


Encerramento não afecta processos urgentes 

Cerca de 100 diligências estão diariamente a ser dadas sem efeito no provisório Tribunal de Santa Maria da Feira, instalado temporariamente num armazém industrial, mas nenhum processo urgente foi afectado pela situação, revelou a juíza-presidente, Ana Maria Ferreira. 

A magistrada garantiu à Agência Lusa não ter conhecimento de processos urgentes afectados pelas actuais condições de funcionamento do tribunal, designadamente prisões preventivas que possam atingir o seu prazo máximo, com a consequente restituição à liberdade dos arguidos. “Não tenho conhecimento de nenhum processo que esteja a ser afectado de forma grave por força deste encerramento”, disse Ana Maria Ferreira. 

s serviços judiciais funcionam nestas condições após o Ministério da Justiça decretar o encerramento do Palácio da Justiça a 24 de Abril, na sequência das deficiências estruturais detectadas no equipamento. “Há cerca de 100 diligência que estão a ser dadas sem efeito entre julgamentos e inquirições. Não estou a falar apenas só nos juízes, estou a falar de juízes e magistrados do Ministério Público”, explicou a juíza-presidente, que nos últimos dois meses tem recebido no tribunal-armazém algumas das principais figuras da Justiça portuguesa.  

Noronha do Nascimento (presidente do Conselho Superior da Magistratura), António Martins (presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses) ou Marinho Pinto (bastonário da Ordem dos Advogados) vieram foram manifestar solidariedade aos magistrados, reprovando as condições de funcionamento dos serviços judiciais em Santa Maria da Feira. 

“Vamos ter o esforço de reagendar tudo aquilo que ficou por fazer neste período”, afirmou, sublinhando que o tempo de recuperação do serviço pendente “pode implicar outras formas de trabalhar, nomeadamente optar por despachar menos processos, mas mais diligências”.  “Em Setembro vamos reunir e, se calhar, teremos de mudar a forma como até agora íamos fazendo o nosso serviço”, disse Ana Maria Ferreira.

LUSA | 02.07.2008

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