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Gestor do Tribunal não deve ser nomeado pelo Governo |
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14-Fev-2008 |
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A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) não quer o gestor
de tribunal -figura prevista no novo mapa judiciário -nomeado pelo
poder político, conforme está previsto na proposta do Executivo, mas
sim pelo Conselho Superior da Magistratura.
Esta e outras propostas
estão previstas no documento que a ASJP entregou na terça-feira ao
Ministro da Justiça, depois de Alberto Costa ter dado o prazo até
amanhã para o fazer.
"Em lugar da anunciada nomeação pelo Conselho Superior da Magistratura
prevê-se agora que o administrador seja nomeado pelo Ministro da
Justiça, sob proposta da Direcção-geral da Administração da Justiça". E
este, segundo o documento, consiste num "retrocesso relativamente ao
que estava previsto no Pacto de Justiça".
O documento alerta para a
inconstitucionalidade da proposta no ponto da "reafectação dos juízes
concedida pelo juiz presidente". O documento avisa que poderá estar em
causa a violação do artigo 216ª da Constituição da República Português,
que prevê a inamovibilidade dos magistrados judiciais.
"Fizemos
várias propostas e sugestões de melhoramento no que respeita à
reorganização judiciária e ao modelo de gestão dos tribunais na figura
do juiz presidente", disse o presidente da ASJP, António Martins, ao
DN, manifestando a esperança que "o Ministério tenha abertura
suficiente para analisar as razões dessas propostas".
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 14.02.2008
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