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Férias judiciais regressam em polémica criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Ago-2007

Medida governamental sem "sentido" nem "benefícios" para o cidadão. O período de férias judiciais de Verão começou, ontem, no segundo ano em que foi reduzido e fixado a Agosto, medida do Governo que, para o Conselho Superior da Magistratura (CSM), "não traz benefícios" ao cidadão.

As férias judiciais de Verão, tradicionalmente gozadas entre 15 de Julho e 15 de Setembro, foram encurtadas para Agosto, com o novo regime a vigorar pela primeira vez em 2006 e a motivar duras críticas entre magistrados, advogados e funcionários judiciais.

O CSM deu, em Fevereiro, conhecimento ao Governo de uma avaliação feita em vários tribunais do País sobre este assunto e em que revelava: "Para o cidadão comum, e essa é a perspectiva mais relevante, conclui-se que não houve qualquer benefício com esta alteração".

"Quem criou o problema que se convença que, um dia, tem de resolvê-lo"

O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) disse, ontem, à Lusa, que a redução ao mês de Agosto "não faz sentido" e veio introduzir problemas na gestão dos tribunais.

"Quem criou o problema que se convença que, um dia, tem de resolvê-lo", afirmou António Martins, sublinhando que os juízes continuam a garantir o seu trabalho.

O presidente da ASJP explicou que os juízes que estão de turno nos tribunais durante o mês de Agosto têm de tirar férias noutras alturas e, para as gozarem, outros magistrados têm de fazer o seu trabalho.

António Martins lamentou que, antes de mudar as férias judiciais de Verão, o Governo não tenha ouvido os representantes dos magistrados, advogados e funcionários judiciais.

"Se o poder político tiver capacidade de admitir que errou, poderá ser repensado o assunto", disse António Martins, disponibilizando-se para trabalhar numa solução de consenso.

A Ordem dos Advogados (OA) decidiu, em Abril, apresentar formalmente ao Parlamento e ao Governo uma proposta de alteração do período de férias judiciais de Verão.

O Conselho Geral da OA considera que "o actual regime de férias judiciais não se mostra adequado às exigências da boa administração da Justiça e à salvaguarda dos direitos dos cidadãos".

Apesar de continuar a defender a diminuição das férias judiciais de Verão de dois meses para um (Agosto), o ministro da Justiça, Alberto Costa, já admitiu estar aberto a alterações ao sistema.

JORNAL DA MADEIRA | 02.08.2007 

 

ARRANCOU ONTEM O POLÉMICO PERÍODO DAS FÉRIAS JUDICIAIS
Começou ontem o período de férias judiciais de Verão, que acontece pelo segundo ano desde que foi reduzido e fixado no mês de Agosto. O Conselho Superior da Magistratura considera contudo que esta medida governamental "não traz benefícios" ao cidadão.
Embora Agosto seja o mês em que os funcionários da justiça podem tirar férias, parte do pessoal e magistrados foi "obrigado" a escolher um outro período de férias - última quinzena de Julho ou primeira de Setembro -, já que neste mês os serviços de turnos e processos urgentes continuam a ser assegurados pelos tribunais.
Em Fevereiro, o Conselho Superior de Magistratura (CSM) deu a conhecer ao Governo o resultado de uma avaliação realizada a vários tribunais do País sobre este assunto, onde se podia ler que "para o cidadão comum, e essa é a perspectiva mais relevante, conclui-se que não houve qualquer beneficio com esta alteração do regime de férias judiciais".
Em resposta, o ministro da Justiça, Alberto Costa, adiantou em Maio que "em relação ao futuro", o Ministério da justiça está aberto a "considerar todas as alterações orientadas para servir melhor os cidadãos e as empresas" pelo que "futuras alterações são possíveis", embora considere que este é um factor de competitividade e modernização.
NOTÍCIAS DA MANHÃ | 02.08.2007

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