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O ministro da justiça Alberto Costa admite estar atento às experiências de outros países europeus, que acabaram com o período de férias judiciais, mas garante que a lei aprovada em 2005 não será para já alterada. Mas acabar com as férias judiciais "seria um erro crasso que agravaria a situação ', diz Rogério Alves.
O Ministro da justiça, Alberto Costa, vai manter o regime de encerramento dos Tribunais durante o mês de Agosto, apesar de estar "atento às experiências" de outros países da Europa que eliminaram o período fixo de férias. Em entrevista ao programa "Diga lá Excelência", no domingo à noite, questionado se excluía eliminar o período fixo de férias judiciais, Alberto Costa assumia que "essa é uma solução que existe noutros países da Europa" que merecia a sua "atenção".
No entanto, contactada pelo DE, fonte oficial do gabinete de Alberto Costa avançou que o regime, para já, "vai ficar como está". Alberto Costa salvaguardou ainda que "não é correcto alterar um regime legal depois de este ter sido aplicado apenas uma vez" (em 2006).
Actualmente, na Europa a questão não é tratada de forma consensual. Países nórdicos, como a Finlândia e a Suécia, e da Europa central, como a Alemanha e a Holanda, não têm um período fixo de encerramento das audiências. No entanto, em Itália, no Luxemburgo, em Espanha e em Inglaterra os tribunais encerram as portas durante, pelo menos, um mês. Em Portugal, os tribunais dispunham, até 2005, de um período de férias de 2 meses. Com a alteração do regime, esse período foi reduzido para metade.
"Em relação ao futuro, estamos abertos a considerar todas as alterações ao sistema para melhorar a vida dos cidadãos e das empresas", assumia ainda ontem o ministro, à margem de um encontro entre a PJ, o fisco e a banca.
O bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, considera que, a verificar-se a eliminação das férias dos tribunais, o Governo cometerá "um erro crasso que agravaria a situação criada com a redução, em 2006, do período de encerramento dos tribunais.
Já António Martins, da Associação Sindical dos Juízes considera que para os juízes "é indiferente porque, com ou sem férias judiciais têm direito aos mesmos dias de férias que um trabalhador normal".
Já Fernando Jorge, do Sindicato dos Funcionários Judiciais mostrou-se satisfeito pelo ministro não ter fechado a porta ao fim das férias judiciais e "tenha finalmente admitido uma proposta feita pelo sindicato".
FÉRIAS JUDICIAIS: NA UNIÃO EUROPEIA NÃO SÃO CONSENSUAIS:

DIÁRIO ECONÓMICO | 13.03.2007
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