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A proposta de Luis Filipe Menezes para acabar com o Tribunal Constitucional tem o
apoio da Associação Sindical dos Juízes. O programa que sustenta a
actual direcção defende, aliás, também, a extinção do Supremo
Administrativo, concentrando tudo no STJ.
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) também defende,
como agora o PSD, a extinção do Tribunal Constitucional (TC).
António
Martins, o seu presidente, explicou ao DN que essa proposta constava no
programa em que sustentou a sua eleição, há dois anos. Salientou, no
entanto, que só comenta a proposta do novo líder do PSD - que o próprio
voltou a sublinhar no discurso final do congresso, anteontem, "em
abstracto", visto não conhecer os pormenores concretos da proposta."Não
é nada que não tenha sentido", diz o magistrado, acrescentando que as
suas cautelas têm a ver com o facto de não saber ainda se Menezes
avançou a proposta "só por uma questão de agenda mediática" ou se "é
uma ideia com substrato".
Segundo António Martins, o programa da
Associação Sindical dos Juízes Portugueses vai mesmo mais longe:
extingue não só o Tribunal Constitucional como também o Supremo
Tribunal Administrativo. E incorpora ambos em secções próprias do
Supremo Tribunal de Justiça, reforçando-lhe as competências e os meios.
"É assim em muitos países", diz, explicando que a sua aversão ao
Tribunal Constitucional resulta da sua forma de designação "política"
(dez dos seus treze juízes são designados pela Assembleia da República,
o que implica sempre um acordo PS-PSD na elaboração da lista).
Recentemente, António Martins criticou ao DN o papel pouco activo do TC
no combate ao financiamento ilegal dos partidos. "Passam multas
pequenas e fica tudo na mesma", disse.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 16.10.2007
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