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O aumento
da visibilidade policial no interior dos tribunais e a ligação destes
espaços às centrais de alarmes das forças de segurança são propostas do
estudo destinado a melhorar a segurança nos tribunais, para prevenir incidentes durante os julgamentos.
No documento
refere-se que o reforço do ambiente de segurança nos tribunais passa
também por reuniões periódicas entre o juiz presidente, o magistrado
que coordena o Ministério do Público no tribunal e os responsáveis das
forças de segurança.
Para o grupo de trabalho que elaborou o estudo, os tribunais “devem
estar dotados de estruturas de segurança activa e passiva, para criar
uma sensação de autoridade que desincentive a ocorrência de
incidentes”. Para o efeito, é proposta a reactivação de “pelo menos a
carreira de auxiliar de segurança”, a par da “existência de segurança
privada ou com a presença policial efectiva que garante o controlo de
acessos ao interior e no interior dos tribunais”.
O grupo de trabalho prevê ainda a aprovação de um Manual de Utilização,
Manutenção e Segurança dos Tribunais “a adoptar e adaptar em cada
tribunal”. No âmbito do futuro mapa judiciário, o estudo propõe a
elaboração de planos de segurança em colaboração com bombeiros e
protecção civil, cabendo ainda a cada tribunal verificar junto da
protecção civil se os planos municipais de emergência estão
actualizados, com conhecimento de todas as instalações, suas
características e vulnerabilidades. Nas futuras instalações de
tribunais é sugerido a elaboração de normas comuns que contemplem a
localização e acessibilidades dos edifícios a utilizar com recurso a
entidades qualificadas para o efeito, como o Laboratório Nacional de
Engenharia Civil e o Conselho Superior de Obras Públicas.
O relatório, entregue no final de Abril aos Ministérios da Justiça e da
Administração Interna, revela que segundo dados recolhidos em 2004,
acerca de sistemas e dispositivos segurança/operacionais, foi apurado
que “cerca de 50 por cento dos tribunais inquiridos dispõem de sistemas
de detecção de intrusão e de incêndio”, sendo que “do total dos
sistemas instalados cerca de 80 por cento estão operacionais”. “Os
meios de combate a incêndios e a sinalética deveriam estar em valores
próximos dos 100 por cento. No entanto, se os meios de intervenção
disponíveis em 75 por cento dos tribunais são minimamente
satisfatórios, apenas 115 tribunais inquiridos dispõem de sinalização
de segurança”, refere o documento.
O grupo de trabalho, constituído em Outubro de 2007 e coordenado por um
representante do Conselho Superior da Magistratura, integrou
representantes do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e
Fiscais, Procuradoria-Geral da República, Gabinete Coordenador de
Segurança, GNR, PSP e Direcção-Geral da Administração da Justiça. Esta
iniciativa do Governo surgiu depois de reclamações dos juízes,
funcionários judiciais e do Ministério Público, a exigirem mais
segurança, nomeadamente mais policiamento e controlo de entradas nos
tribunais.
JUSTIÇA E CIDADANIA | 01.07.2008
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