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Edifício do Tribunal de Arganil periga saúde criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
17-Mar-2008
A Associação Sindical dos Juízes (ASJP) enviou uma queixa à antiga Inspecção-geral do Trabalho - actual Autoridade para as Condições do Trabalho - a denunciar a presença de amianto na estrutura do Tribunal de Arganil, no círculo judicial de Coimbra."As informações obtidas vão no sentido de que o tribunal tem incorporado no seu telhado - por debaixo das telhas visíveis do exterior - chapas de fibrocimento, contendo amianto", revela o documento, assinado pelo presidente da associação que representa os juízes portugueses, António Francisco Martins, enviado recentemente à Autoridade para as Condições do Trabalho.

De acordo com estudos elaborados por peritos da Comissão Europeia (CE), revelados em Julho de 2007, esta substância, o amianto, pode vir a ser responsável por meio milhão de mortes dentro de 15 anos na Europa e de um milhão de mortes, nos próximos 30 anos, por doenças provocadas no aparelho respiratório.

Por essa razão, o material encontra--se proibido de ser utilizado na construção de edifícios no espaço da União Europeia, desde 2005, embora a directiva que o previa só tenha sido transposta para o ordenamento jurídico português, em Julho de 2007.

"É uma questão que nos preocupa muito", explica António Francisco Martins, frisando: "É uma questão de saúde pública que está em causa."

Esta não é a primeira denúncia feita às autoridades em relação à situação e condições de trabalho no Tribunal de Arganil.

Em Dezembro do ano passado, a magistrada judicial do mesmo tribunal enviou uma queixa ao Conselho Superior da Magistratura (CSM) e à Direcção-geral da Administração da Justiça revelando a existência de amianto e ainda as constantes inundações e infiltrações que assolavam a sala de audiências, à semelhança do que aconteceu em Gondomar

Fonte oficial do Ministério da Justiça confirmou a denúncia ao DN e avançou que "foram tomadas providências para resolver as infiltrações". A mesma fonte próxima do ministro da Justiça, Alberto Costa, adiantou que "depois de realizados os procedimentos legais, deverá ocorrer dentro de dias a adjudicação da reparação de clarabóias e caleiras, que vai colmatar a entrada de água no edifício". E deixou claro que "a obra deverá ter início no final do mês"

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 17.03.2008 

Comentarios (2)add
... : Sempre na mesma
Toca a avançar nas acções contra o estado... Mas porque continuam lá a trabalhar? Aqui não se aplicam os diplomas de higiene e saúde no trabalho?Não há fiscalização e não se encerram temporariamente as instalações?? E para que servem as providencias cautelares?? Enfim.. sempre na mesma..
18.Março.2008
... : Paulo Dinis de Oliveira Pereira : http://www.shstonline.com
Por toda essa europa fora, existirão europeus que irão sofrer de mazelas decorrentes da exposição a poeiras de amianto.
De salientar que, o conhecimento toxicinético e toxicológico mais recente, sugere que a exposição passiva a partículas, mesmo que pontual, possa acarretar efeitos no estado de saúde.

Reconheça-se a dificuldade do Estado enquanto "empregador", em solucionar todos estes casos.
O estado de direito certamente assegurará uma justa reparação das eventuais vítimas e seus familiares.
http://www.tsr.ch/tsr/index.html?siteSect=370501&sid=9001359&cKey=1210855236000

05.Junho.2008
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