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Comunicações na Justiça valem 15 milhões criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
11-Jun-2007

ImageO Ministério da Justiça, através do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ) lançou um concurso para fornecimento de comunicações.O contrato é de 36 meses e o valor máximo a pagar são 15,4 milhões.A adjudicação está dividida em nove lotes.O objectivo é o fornecimento de Internet e de redes privadas de alto débito em vários departamento da Justiça.

A Oni defende que o Estado pouparia 40% do que gasta anualmente em comunicações se adjudicasse aos operadores alternativos à PT. O primeiro concurso para o fornecimento de telecomunicações abrangeu o ministério da Economia, mas nunca saiu do papel.

Passados três anos sobre o concurso para o Ministério da Economia, que nunca foi posto em prática, é a vez de o Ministério da justiça avançar com um concurso, no valor de 15,4 milhões de euros para o fornecimento de Internet e redes privadas de alto débito.
Ao que o Diário Económico apurou, a forma como foi desenhado o concurso já mereceu elogios por parte de alguns operadores alternativos à Portugal Telecom (PT). O concurso está divido em nove lotes e separado por regiões: Lisboa/Porto - alto débito; Lisboa/Porto (cidade); arredores de Lisboa/Porto; Continente Alto débito; Continente urbano; resto do continente e regiões autónomas. De acordo com fonte de um dos operadores, a repartição da adjudicação aumenta as possibilidades de sucesso dos fornecedores de menor dimensão. "Se o concurso for global (como já aconteceu) só a PT é que tem a possibilidade de oferecer todos os serviços a um preço mais apelativo", diz a fonte.
O concurso foi lançado há cerca de 15 dias e as propostas dos vários operadores foram abertas na semana passada. O preço é um dos factores de selecção dos candidatos, mas não é a condição determinante das escolhas. Se o preço oferecido fosse o único factor de escolha a PT apenas teria sucesso no lote 7 que engloba o fornecimento dos serviços às Regiões Autónomas. Além disso se, ao contrário do que acontece, todas as escolhas dependessem unicamente do preço, o valor total da adjudicação rondava os 5,5 milhões de euros, muito abaixo dos 15,4 milhões orçamentados pelo ministério. Ao longo dos anos os operadores alternativos têm lutado contra o domínio da PT nas comunicações do Estado, alegado que conseguiriam, em muitos casos, oferecer serviços com grandes poupanças face às ofertas da operadora histórica. A Oni já revelou que a preços actuais
e partindo de um estudo realizado em 2004 pela AT Kearney - o Estado pouparia cerca de 40% dos 250 milhões de euros que vale este mercado, se abrisse mais concursos. Tendo por base o mesmo documento, a despesa do ministério da justiça em comunicações superara os 20 milhões de euros. Além da PT, concorreram à totalidade dos lotes da Justiça a Novis e a Oni. A Colt e a Via Net Work também estão na corrida, mas não para a totalidade das adjudicações.

A espera de mais concursos públicos
Os operadores alternativos fornecem serviços a vários organismos públicos, mas em termos globais o último concurso a ser lançado foi para o Ministério da Economia em 2004, mas nunca foi posto em prática. Na ocasião, o vencedor foi a Oni mas a PT contestou o resultado e até hoje não houve uma decisão do tribunal. Mais recentemente a Oni perdeu o direito a prestar o serviço 112 do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), tal como tinha contratado em Dezembro de 2006. Em causa esteve uma falha de ligação nas centrais de emergência de Lisboa, Porto e Viseu, a 15 de Janeiro de2007. Na ocasião, e segundo o Correio da Manhã, a Oni assumiu a culpa pelo sucedido, em relatório enviado INEM, justificando-se com "uma falha ocorrida na unidade central de um comutador de voz". Desde então os operadores continuam a aguardar por concursos mais concursos na Administração Pública que no seu entender são uma das alavancas a sobrevivência no futuro. Garantem que há poucos e quando há são feitos à medida da PT. A operadora histórica defende-se com a sua capacidade e experiência global nos serviços prestados, que lhe permite garantir serviços como o 112.

DIÁRIO ECONÓMICO | 11.06.2007 

Comentarios (1)add
... : Afonso
Logo a Oni, se for tão boa a fornecer serviço de internet, bem como outros baseados na internet ao MJ como foi a fornecer aos privados, vamos ter tudo entupido.
Não esquecer que a Oni retirou das lojas, há pouco tempo, todos os Kit's de acesso à Internet via ADSL para o mercado residencial por incapacidade de resposta aos inumeros problemas da sua rede e também devido ao agressivo traffic shapping deixou de ter clientes para que a sua rede fosse rentável.
12.Junho.2007
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