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Chuva na audiência do Apito criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
11-Mar-2008
Image O início da sessão de hoje do julgamento do caso Apito Dourado, a decorrer no Tribunal de Gondomar, foi atrasado devido à queda de chuva dentro da sala de audiências. A mesa do juiz da sala de audiências, onde habitualmente decorre este julgamento, tinha hoje três baldes azuis, “estrategicamente colocados” para suster a água que caía do tecto. Apesar da quantidade de água ser reduzida e pouco visível, o juiz Carneiro da Silva, que preside ao julgamento, apenas comunicou cerca das 10h20 a sua intenção de dar início à sessão. "Porque a queda de água não influencia o início do julgamento, provavelmente devido à diminuição da queda de chuva, dar-se-á início à sessão”, disse o juiz.
PÚBLICO ON-LINE | 11.03.2008
Comentarios (17)add
... : Cidália
Dois comentários que foram postados no artigo do Público e que apesar de não serem da minha autoria, subscrevo-os:

«Num dos países mais avançados do mundo nas tecnologias aplicadas à justiça e líder no choque tecnológico, chove nas salas de audiência. É cómico, mas pelo menos há grandes estádios vazios» (Anónimo, Porto).

«Aposto que o sr. Vital Moreira ficaria indignado se eu dissesse que o Ministério da Justiça tem responsabilidades neste absurdo terceiro-mundista. Por isso eu direi apenas que a chuva é um fenómeno natural e que estão a ser tomadas medidas... Para já, medem-se com baldes. Uma balda» (António, Lisboa).
11.Março.2008
... : LOT
Fantástico!
Um exemplo da credibilidade do MJ e da autoridade reconhecida aos Tribunais. Ai o Sr. PR, que pouco diz sobre a Justiça!
11.Março.2008
... : Credor do Estado
Assim vão as reformas na Justiça: debalde em debalde...
11.Março.2008
... : MarioPinto-no-PraçaCafé-Construções Lda
Parabens ao Dr. Carneiro da Silva...humor na desgraça.
*
chove em muitos tribunais.
Com 6 ou 9 anos.
a areia e o betão em Portugal não têm a qualidade do espanhol, ou do austríaco.
ou será da cambada empreiteira q trabalha para os amigos do Estado?
11.Março.2008
... : BD
Para mim a chuva tem razão, e ai de quem disser mal ou ameaçar a chuva, coisa divina, ou de quem se queixar dela por introdução em lugar vedado ao público, por exemplo. Quem o fizer tem de se haver comigo. Houve consentimento das telhas e, logo, autorização do Ministério da Justiça. A pena vai até 3 meses mas desde já me ofereço para advogado e defensor da chuva, e do sol e do vento também, se for caso disso, ou alguém os denunciar por introdução ilegal noutros Tribunais. Não há crime. A chuva não é autora nem cúmplice. Cobro honorários razoáveis e tenho basta experiência destes casos.
11.Março.2008
... : Sempre na mesma
Que maravilha caros governantes! Ainda vão poupar no orçamento do Ministério da Justiça nas despesas de limpeza e manutenção e na conta da água.. Assim é que é! Também nos poupam a nós como contribuintes nessas despesas...E não querem tudo em suporte electronico? Então aproveitem a onda de tempestades e aniquilem todo o papel desnecessario...Que visionários temos neste Ministério!! Não há Nobel da Justiça?? Que pena..
11.Março.2008
... : Infiel
Metem água por todo o lado.
Mas os senhores não sabem quem é o ministro que ainda está no poder que queria internet e computadores em todas as escolas primárias onde chovia e chove e as crianças tiritavam/tiritam de frio? Eu não sou gago.
11.Março.2008
... : CPM
Não percebo esta gente
Parece ´star num inferno
Co Sócrates Lúcifer
A liderar o Governo

Havendo falta de chuva
Que faz falta às sementeiras
Foi o Primeiro-ministro
Que fez abrir as torneiras

Co tratado de Lisboa
E o discurso que inflama
Até junto de S. Pedro
Fez chegar a sua fama

Estando bem de finanças
O que muito nos apraz
Temos a nossa influência
Não ficamos para trás


E sendo precisa a água
Porque não ter paciência
Qu´ importa que alguma caia
Numa sala de audiências


Ao entrar num tribunal
A água toda se atiça
Está muito habituada
De se meter na justiça

A água da tempestade
É a que faz menos mal
Aquela que a prejudica
É a ministerial

Em três anos de Governo
Sabemos com muita mágoa
Que as reformas que fizeram
Só têm metido água

Não apertem o Governo
Pede logo auditoria
Parecendo ser claro
Que fica o par´cer mais caro
Que reparar a avaria

Além disso bem se vê
Que não sobram os milhões
P´ra fazer o TGV
Destinado a multidões

Auto-estradas, TGV
Para que ninguém nos ganhe
A pobreza e o tribunal
Um e outro que se amanhe

Peço, por isso, o favor
De não dizerem mais nada
Não rebaixem o Governo
Todo ele já é cambada














11.Março.2008
... : BD
Comentário supra: em vez de "basta" experiência (troquei os bês pelos vês e nem sou do Norte) deve ler-se "vastíssima" experiência. A culpa é da chuva. Ah, se a apanho!...
11.Março.2008
... : Um cidadão
Mas isto não é a transparência?
12.Março.2008
... : Mário Rama da Silva
O ridículo a que o governo submete os Tribunais e o funcionamento da Justiça, já nem merece outra resposta que não seja o humor, quanto mais não seja para afastar o espectro de males piores.

Não resisti a competir, modestamente embora, com CPM:

Neste País de portáteis aos milhares
Distribuídos em negócio magistral
P?ra que o primeiro se vá dando ares
Por que caminhos vamos afinal?

Não há dinheiro p´ra comprar as telhas
Mas falam de computadores em todo o lado
E os Tribunais, pensam tais aselhas,
Serão melhores com eles todos molhados?

Oh, que tristeza ter um País assim,
Com um governo que só faz asneira
E em cada medida põe um escarro

De tal forma que tenho cá p´ra mim
Que tudo acabará desta maneira:
Os Tribunais debaixo de um chaparro!

12.Março.2008
... : Legislador
Porque se tem verificado ultimamente que a pluviosidade ocorre com frequência em situações menos convenientes, suscitando até a suspeita que existem forças ocultas que a manipulam para tentar esconder o sucesso das reformas em curso, o Governo decide aprovar um pacote legislativo para defrontar o problema.

Decreto Lei 666/2008 de 12 de Março

Art. 1º Para os efeitos deste diploma, a pluviosidade divide-se em duas espécies:
a) a pluviosidade natural
b) a pluviosidade provocada

Art. 2º - A pluviosidade natural é admitida.

Art. 3º - A pluviosidade provocada fica dependente de autorização a conceder pelo Governo civil respectivo, e deverá respeitar os requisitos constantes de Portaria a publicar no prazo de 30 dias.

O Primeiro Ministro,


O Ministro da tutela,
12.Março.2008
... : Sempre a rir-Regulamentador
Decreto-Regulamentar nº 1123/2008 ( regula o Decreto Lei 666/2008 de 12 de Março )

Art. 1.º A pluviosidade natural é proibida nos edifícios dos tribunais, quando nestes decorram audiências com a presença de orgãos de comunicação social.

A bem da... ups... do regabofe.
12.Março.2008
... : Juno
Aquela chuva era manipulada pelo PCP e os seus sindicatos! Mas não conseguirão demover as políticas deste governo.
As forças da rua não impedirão o funcionamento da justiça, nem que se trate de cem mil gotas de chuva!
Não sabem o que é a democracia, que foi conseguida por uns senhores velhotes cujos nomes gostamos de bradir, mas que preferimos que estejam calados!

12.Março.2008
... : sempre na mesma
Declaração de rectificação nº103.344/08 de 12 de Março da Lei da Pluviosidade Judicial..
Artº2º A pluviosidade natural é admitida se Deus quiser.
nº2 Por Deus entende-se o actual 1º ministro com nome de filosofo e diploma de Engenheiro com especialidade em meter água..
12.Março.2008
... : Um juiz desiludido
Ena pá, Sempre a rir-Regulamentador, tirou-me a idéia. Só ia acrescentar que nesse diploma foi criado (vc não o leu bem e por isso não notou) que a alínea b) daquele artigo cria a Proibição de Chuva nos Edifícios dos Tribunais na Hora!!!! Só chegou tarde foi para o Apito Dourado.
[
12.Março.2008
... : Um juiz à chuva
Meus amigos, desculpem lá. Não é só no Tribunal Judicial de Gondomar que chove. Na vizinha Comarca da Maia também por vezes se vêem por lá uns baldes...!
14.Março.2008
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