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Sistema informático obsoleto e pouco aproveitável criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
17-Abr-2008
“Gravíssima”, é como o professor José Tribolet classifica a actual situação do sistema informático da Justiça. Num estudo encomendado pela Procuradoria Geral da República (PGR), a que o JN teve acesso, o professor de Sistemas de Informação do Instituto Superior Técnico diz, mesmo, que o que encontrou "ultrapassa em muito a visão negativa que, como qualquer cidadão", tinha do estado das coisas. E defende a instituição, "ao mais alto nível", de um "programa de Mudança do Sistema de Justiça", governado, no topo, pelo primeiro-ministro, secundado pelo ministro da Justiça e pelas magistraturas judicial e do Ministério Público.

"Na verdade, as restrições postas pelas 'soluções informáticas’ que actualmente suportam o funcionamento do Sistema da Justiça implicam, entre outras coisas, a impossibilidade prática do seu exercício tempestivo, em condições de normalidade e regularidade", afirma o professor, garantindo que, "presentemente, o exercício da Justiça é fonte activa de injustiça".Esse programa terá de começar por definir a arquitectura das várias instituições da Justiça, um processo de longo prazo, que necessitará de seis anos para estar concluído. Seguem-se as arquitecturas organizacionais e tecnológicas. Para Tribolet, o sistema deve comunicar entre si, mas respeitar as características próprias de cada uma das instituições. "Nenhuma das componentes explícitas da arquitectura institucional deve ser concebida, implementada e operada exclusivamente na óptica de servir apenas para um dado agente, uma dada funcionalidade ou um dado organismo do sistema", sublinha.
Centrando-se, depois, no Ministério Público (MP) e respondendo directamente às questões que lhe foram colocadas pela PGR, Tribolet afirma que os actuais sistemas não servem esta magistratura, dadas as suas características, a sua estrutura hierarquizada e o dinamismo dos processos quando se encontram na fase em que são por si tutelados.
O professor catedrático também rejeita a hipótese desses sistemas poderem evoluir (do "H@bilus" para o "citius", como tem feito o Ministério da Justiça). Tribolet preconiza, antes, novo sistema. "É nececessário reconhecer que o H@bilus não foi desenhado para suportar funcionalmente os processos do MP e, que tal suporte não se resume a uma mera adição de funcionalidades, mas sim à definição de um sistema que, de raiz, esteja desenhado com este objectivo em mente", escreve. Mas não preconiza a desactivação pura e simples das soluções informáticas existentes: devem continuar a ser utilizadas para responder pontualmente e suprir as necessidades básicas do MP enquanto se prepara o novo sistema.

Propostas

Arquitectura institucional
Tribolet defende, em primeiro lugar, a definição de uma "arquitectura institucional" que explicite, através de modelos comuns, o entendimento que os diversos actores têm do sistema. m sistema onde se revejam e que realmente traduza "o que acontece".

Limpeza da informação
Em dois anos será possível constituir um Repositório Não Operacional de Informação. Um instrumento que Tribolet considera essencial para recolher, validar e limpar informação, eliminando erros e lacunas.

Medidas de apoio às famílias
Os actuais suportes, nomeadamente o H@bilus, apesar de inadequados, não são para deitar fora, mas para reestruturar, acrescentando-se-lhes funcionalidades que permitam realizar as acções fundamentais dos agentes da justiça enquanto o programa nacional não está operacional. Um processo que levará, pelo menos, três anos.

JORNAL DE NOTÍCIAS | 17.04.2008 

 

Comentarios (13)add
... : Um Juiz desiludido
Toda a gente que cá anda já sabia o que o Prof Tribolet verificou. Agora, dada a craveira cientifica do memso, pode ser que comecem a perceber porque é que as coisas não funcionam... e o pior está para vir, quando formos «obrigados» (seremos?) a usar o Citius. Eu, por agora, não uso. É que aquilo nem um explorador tem... como querem que organize os meus documentos? E se o Word é bom e existem equivalente gratuitos na net ao alcance de um clique, porque carga de água vou ser obrigado a usar uma coisa ultrapassada?.
17.Abril.2008
... : haja paciência
Talvez também não tivesse sido dispenciendo que o Sr. Tribolet fizesse menção ao estado vergonhoso dos equipamentos informáticos existentes, bem como o magnífico assomo de inteligência que denota a aquisição de portáteis já obsoletos para serem entregues aos magistrados e que a curto prazo não irão conseguir responder ao peso das aplicações informáticas, como, hoje em dia, qualquer criança de 6 anos sabe. 512 de RAM ??!!? portáteis comprados ao custo de !!?? 75 euros ??!!
Seja como for, concerteza que, com o profundo conhecimento que o Ministério da Justiça revela quanto à real situação das condições de trabalho existentes nos Tribunais, os seus "peritos" já acautelaram essa situação e previram a necessidade de futuros upgrades de equipamento.
Já não há paciência para tanta propaganda...

17.Abril.2008
... : Unnamed Felling
No meio de tanta propaganda de um lado e de outro, pergunto porque é que está tudo mal? O prof. Tribolet viu o programa? Que sugestões tem? Pode ajudar a melhorar? Que opções ofereçe?.
Chega de perguntas, eu como advogado estou a gostar do novo citius ou habilus como lhe queiram chamar..
17.Abril.2008
... : oanonimo
Medidas de apoio às famílias ??? Sò 3 anos ???
Reestruturar o H@abilus ??? Aquela coisa «rudimentar» ?!!! Nãããã !!!
Dê-se já de imediato a chave do cofre ao Prof Tribolet ou a alguma empresa indicada por ele e a coisa resolve-se facilmente. O que não faltam são crâneos a querer meter a mão na massa, assim mesmo sem aspas.
Não faltam exemplos nos últimos 20 anos de empresas contratadas a peso de ouro para definir e desenvolver essa coisa chamada «arquitectura institucional» e o resultado está à vista (ou não está, porque nalguns casos foi apenas dinheiro deitado fora). E muitos magistrados participaram nesses projectos, já que eles eram os conhecedores das regras do negócio.
Quem fez e quanto custou a aplicação que o DIAP de Lisboa utiliza ? Quem participou no seu desenvolvimento ? O que acha o professor Tribolet dessa aplicação ? È rudimentar ? É avançada ? Pode ser reestruturada ?? Pode ser componente dessa arquitectura global ?
E o que querem os senhores juízes ? Processadores de texto ??? Explorer do Windows ?

17.Abril.2008
... : Observador
Porque é que será que o Prof. Tribolet, o INESC e a LINK, que são todos o mesmo, quando tiveram oportunidade de fazer alguma coisa de jeito na justiça não o fizeram? E vem agora propor-se a ganhar mais uns milhões?

São exemplos do tabalho do INESC, LINK e Prof. Tribolet o Sistema de Custas, que todos conhecemos e um célebre sistema de informação para o Tribunal do Trabalho de Lisboa, que foi desenvolvido durante anos e anos, só alguns conheceram, e nem sequer chegou a funcionar (apesar de ser pago).

17.Abril.2008
... : Ai Ai
Se o computador portátil for igual ao Dell que estava na sala de formação citius aquilo é lixo informático, já desactualizado, e aquele ecrã vai dar cabo dos nossos olhinhos smilies/angry.gif
18.Abril.2008
... : Incrédulo
Como é que é possível o PGR, à revelia de tudo e de todos, fazer um contrato, que é o que parece, com o Prof. José Tribolet para desenvolvimento de sistemas de informação para o MP e Tribunais em geral?
Será que a AR, o PR, o PM, estão a deixar passar em claro esta atitude gravíssima de quem tem a responsabilidade e competência para dirigir a investigação criminal em Portugal?
18.Abril.2008
... : Trabalhador
Enfim.
Não sabem o que querem, mas criticam.
Isto é mesmo á portuguesa.
smilies/grin.gif
18.Abril.2008
... : Zézé
Engraçado é ver o comentário de alguns senhores magistrados que, como habitualmente é a regra (os que menos fazem são os que mais criticam), logo dispararam farpas contra o Habilus/Citius e os portáteis. O problema é serem obrigados a trabalhar de igual modo que todos os outros e as asneiras que fazem ficarem logo expostas aos olhos de todos, e como os portáteis são "fraquinhos" já não servem para levar para os filhinhos jogarem no PC do pápá. Quanto ao Prof Tribolet, gostava de ter visto o seu nome na ficha técnica do sistema informático «obsoleto» que ele não criou e oara o qual não deu qualquer contribuição. É fácil criticar o que está feito, mas parece mais difícil criar melhor - E SEM LUCROS.
19.Abril.2008
... : Ai Ai
O Zézé importa-se de desenvolver melhor essa parte do lucro para a gente perceber melhor ?
19.Abril.2008
... : Tribunais, MPs, especialistas na matéria, etc.
Aguarda-se, ansiosamente, pela maravilha tecnológica anunciada, mas todos desejamos que, no mínimo, tenha o mesmo desempenho, fiabilidade e disponibilidade do obsoleto H@bilus:
- Idade: 8 anos
- Utilizadores: Cerca de 15.000
- Disponibilidade: 24 horas por dia
- Processos geridos: mais de 14 milhões
- Actos processuais: mais de 500 milhões
- Transacções electrónicas diárias entre tribunais, entre tribunais e organismos externos e entre tribunais e portal web: mais de 350.000

19.Abril.2008
... : Observador
Este assunto já cheira mal!

Apresentem melhor ou então calem-se!
19.Abril.2008
... : Brigitte Bardot
Que o H@bilus não é perfeito, que o equipamento informático é obsoleto, que há quem "coma à pala" das "inovações", tudo isso e mto mais é verdade, contudo já era altura dos cidadãos acordarem e darem um "BASTA", pois se tudo isso acontece, acontece com a nossa conivência, com o nosso silêncio e encolher de ombros, a espera que um D.Sebastião venha desancar essa cambada de cães infiéis...
13.Maio.2008
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