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As novas regras introduzidas pelos Códigos Penal e do Processo Penal permitiram o aumento da aplicação de penas alternativas à prisão preventiva, nomeadamente através do recurso à vigilância electrónica, afirmou ontem o ministro da justiça. Segundo Alberto Costa, este mesmo sistema será alvo de expansão, para o que está destinada uma verba na ordem dos sete milhões de euros.
Segundo um documento divulgado ontem pelo gabinete do ministro, entre a data de entrada em vigor da reforma penal e o dia 29 de Fevereiro de 2008 foram aplicadas 76 penas de prisão em regime de permanência na habitação.
Por outro lado, os casos de prisão preventiva sofreram um decréscimo com a introdução das alterações nos Códigos Penal e do Processo Penal. Assim, a 15 de Abril deste ano a taxa de presos preventivos era de 18,9%, enquanto que em 2007 esse valor chegava a 20% cem 2006 cifrava-se nos 23%.
"As novas normas influenciaram a realidade no sentido de uma redução limitada da taxa de reclusão e na percentagem de presos preventivos", afirmou o governante, à saída de uma reunião com os deputados da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde foi dar explicações sobre o sistema informático na justiça.
Segundo o documento já referido, em 2007, de um total de 11.587 reclusos, 9.260 foram condenados. Destes, 2.327 estavam em prisão preventiva. Já no que diz respeito ao ano anterior, o sistema prisional português contava com um conjunto de 12.636 reclusos, dos quais 9.715 foram condenados. Um total de 2.921 eram presos preventivos.
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