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PSD rejeita mapa judiciário criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
20-Fev-2008
A proposta do Governo de revisão do mapa judiciário “mimetiza uma política de abandono do território, deixando parte substancial sem presença dos serviços públicos”, acusou Menezes.

O PSD anunciou ontem que não vai "aprovar e acompanhar a proposta do Governo" sobre a revisão do mapa judiciário. Luís Filipe Menezes quebra assim o acordo político-parlamentar para a justiça assinado em 2006 entre PS e PSD, cumprindo a ameaça feita no último sábado após uma reunião com os autarcas social-democratas, em Pombal. O mapa judiciário e a revisão do estatuto dos magistrados são os pontos do pacto que ficam por aprovar, depois dos partidos já terem chegado a acordo sobre sete matérias legislativas. Menezes denuncia o que chama de "política de abandono do território", para justificar este desentendimento com o Governo.
 
Ao que o Diário Económico apurou, a decisão do líder social-democrata acontece um dia antes da reunião final com o ministro da justiça para a aprovação da revisão do mapa judiciário. Ontem, o Governo estranhava a posição assumida pelo PSD ao renunciar a um acordo "em que nada está fechado" e lembrava que na reunião da semana passada entre os deputados da bancada laranja e o ministro Alberto Costa, em que o PSD apresentou as suas propostas de alteração, o Executivo demonstrou abertura para as analisar. Hoje ministro e PSD estariam reunidos para "acertar os pormenores" de uma proposta que chegou às mãos do PSD a 20 de Dezembro. Na semana passada, um dos deputados do PSD presentes no primeiro encontro com o responsável da pasta garantiu ao Diário Económico, que "o Governo mostrou abertura para ponderar os nossos pedidos". As críticas do PSD incidiam sobre os poderes dados aos presidentes dos tribunais e a localização de algumas comarcas.
 
A decisão de Luís Filipe Menezes de quebrar o acordo antes da reunião, surge depois do líder ter ouvido as críticas dos autarcas social-democratas. E o argumento utilizado está em linha com o do presidente da Associação Nacional de Municípios, que tinha já rejeitado o novo mapa por considerar ser "um projecto que acentua a desertificação do País".
 
A reconfiguração do mapa dos tribunais portugueses prevê que as actuais 230 comarcas passem a estar concentradas em 35 tribunais regionais. No entanto, o Governo já garantiu que esta reforma "não implica encerramento de tribunais" e "respeita integralmente" o Pacto para a justiça. Do lado do PSD há uma proposta alternativa, anunciada ontem por Menezes, "que implica não tocar nas 230 comarcas que existem". Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada do PS considerou "lamentável" a possibilidade de o PSD vir a romper o pacto para a justiça com argumentos alegadamente "falsos".

DIÁRIO ECONÓMICO | 20.02.2008
 
 

 
PSD DEIXA CAIR MAPA JUDICIÁRIO E FURA PACTO DA JUSTIÇA
 
O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou ontem que será "impossível" apoiar o novo mapa judiciário proposto pelo Governo, furando assim o pacto para a justiça assinado com o PS em 2006. E anunciou que de futuro "só dará acordo a matérias que venham ao encontro das propostas sociais-democratas", deixando claro que na nova lei autárquica devem prevalecer não só as posições dos grandes partidos, mas também as dos mais pequenos e da Associação Nacional de Municípios.

Ontem, no final da comissão política do partido, Menezes considerou que "o PSD não pode acompanhar as propostas do Governo" para a reorganização dos tribunais que têm vindo a ser negociadas com o executivo de José Sócrates e que prevêem a conversão das 230 comarcas em 35 circunscrições.

"O mapa mimetiza uma política de abandono do território" já seguida pelo Governo com o encerramento de vários serviços públicos, defendeu Menezes. "Depois da saúde, das forças de segurança, da educação, só restam os tribunais", frisou, considerando que esta seria "a última machadada na esperança de inverter um processo de abandono do interior do país". Em alternativa, o PSD propõe um modelo de organização que prevê a manutenção das 230 comarcas, disse o líder do PSD sem concretizar.

Menezes fez questão de frisar que a decisão não significa o fim do pacto para a justiça, assinado pelo anterior líder do partido, Marques Mendes, mas assumido pela actual direcção. "O acordo incide sobre nove diplomas, seis dos quais já estão aprovados", afirmou na comissão nacional. "Mas o que está para diante está para diante."

A reacção do PS não se fez esperar. "É lamentável que o PSD venha ameaçar romper o acordo, com argumentos que são falsos, que não são verdadeiros", afirmou o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Ricardo Rodrigues, citado pela Lusa. "Garanto que nenhum tribunal fecha, todos vão continuar a funcionar. É uma garantia absoluta."

Menezes fez questão de deixar ontem outro claro recado aos socialistas: "No futuro só daremos acordo a matérias que venham ao encontro das nossas propostas em todas as áreas", afirmou. "As balizas são o bom senso", frisou aos jornalistas.

É o caso da sensível lei eleitoral autárquica, já aprovada na generalidade pelo PSD, ao abrigo de um acordo com os socialistas, mas que continua a ser negociada na especialidade. No domingo, Menezes ameaçou quebrar este acordo, devido à perda de poder de voto dos presidentes de junta na assembleia municipal. "O PSD aprovou a lei na generalidade, mas por isso é que há debate na especialidade", afirmou o líder do PSD, sem esclarecer porque ameaça agora pôr em causa matéria que o partido já aprovou. "A nossa ideia é tentar encontrar consensos entre os dois maiores partidos, mas também junto dos partidos mais pequenos e ANMP."

Ontem de manhã, o líder da bancada do PSD, Santana Lopes, que na véspera se tinha mostrado "surpreendido" com as posições de Menezes, reafirmava não ter ainda falado com o líder do partido sobre esta questão. Ontem, depois da reunião, Menezes frisou que estão em sintonia.

PÚBLICO | 20.02.2008
Comentarios (31)add
... : Um juiz
O Governo está aqui no bom caminho.
As declarações de Menezes fazem sentido para aqueles que não percebem que o mapa judiciário não é feito para povoar o interior.
Está em causa a boa e eficiente administração da justiça, não se podendo ceder à sua instrumentalização por outras políticas sociais, por mais meritórias que sejam.
20.Fevereiro.2008
... : Um advogado
Inteiramente de acordo com o comentário anterior.
20.Fevereiro.2008
... : Barrabás

O sistema das actuais comarcas não tem nada de errado.
Mostrem o que está de errado com o actual sistema.
O problema gerador da mudança terá a ver com razões económicas, não com as comarcas.
Mas se é isso, então é isso que deve ser dito.

As comarcas mais pequenas serviam para o juiz ganhar experiência tendo algum tempo para estudar e pensar nas questões, por forma a não ter de voltar a pensar nelas, salvo para as aperfeiçoar.

Isto tinha muito valor . Acabando, vamos ter juízes mais mal preparados e desanimados logo no incio da carreira.
Se acabarem com o sistema actual haja ponderação por forma a que os juízes até aos 5 ou 7 anos de carreira tenham poucos processos e alguns dias por ano para estudar.

Depois, pensem nas partes e testemunhas e não as obriguem a deslocar-se dezenas ou centenas de quilómetros ( ida e volta ).
Sai muito caro para quem tem de pagar os transportes, dias de trabalho perdidos pelas testemunhas e almoços.
Não se obrigue uma pessoa a ir de Lagoaça ( Freixo de Espada à Cinta ) a Mirandela, Bragança, Vila Real; ou de Martinlongo a Faro, ou ainda pior.

Os julgamentos devem continuar a realizar-se o mais próximo dos locais onde os conflitos de interesses existem.
Aliás, há julgamentos que devem ser feitos no local da questão.
Mas estes casos parecem interessar pouco a quem manda, pois não há meios de gravação da prova vocacionados para os julgamentos no local.
Este pequeno pormenor mostra bem os meios que são colocados ao serviço dos tribunais.
Se o juiz queiser fazer um julgamento no local não dispõe de meios de gravação adequados.

O que é q


21.Fevereiro.2008
... : Mário Rama da Silva
O encerramento de comarcas por razões puramente economicistas irá causar graves problemas. Como bem notou Barrabás as pequenas comarcas continuavam a desempenhar um importante papel na formação inicial dos Juízes, permitindo uma aquisição de experiência diversificada com um tempo próprio para estudar, ponderar e decidir.
A garantia de que não haverá encerramento de comarcas, dada pelo PS, vale o que vale a palavra do PS e do seu governo. É apenas mais um "jamais" e, ao contrário da Ota,pode não haver emenda.
Por outro lado, com o afastamento dos Tribunais, agora geográfico pois no restante já o governo anda esmerado, o acesso à Justiça vai ser negado a quem não tiver posses para suportar as deslocações próprias, do advogado e das testemunhas.
Estatisticamente, o governo conseguirá, numa primeira fase, diminuir os litígios, alternativa que afastará por mais uns tempos a óbvia necessidade da contingentação e a consequente adequação dos quadros de Juízes ao movimento processual.
Mas o cidadão que deixa de ir a Tribunal para resolver os seus problemas tende a resolvê-los pelas suas próprias mãos, à sacholada ou à caçadeira.
Amenizando a discussão do tema e aproveitando o comentário vindo "do interior", já notaram que o Diário da República já se asemelha a uma gazeta cinegética, com uma enorme quantidade de espaço ocupada com as portarias relativas às zonas de caça? Nâo fiz os cálculos mas a percentagem deve andar perto dos 50 por cento.
21.Fevereiro.2008
... : berlim
Apetece mesmo desistir. Ou trabalhar das 9 h às 17 h 5 dias por semana e mais nada!

21.Fevereiro.2008
... : oxalá
«Isto tinha muito valor . Acabando, vamos ter juízes mais mal preparados e desanimados logo no incio da carreira.
Se acabarem com o sistema actual haja ponderação por forma a que os juízes até aos 5 ou 7 anos de carreira tenham poucos processos e alguns dias por ano para estudar.»

Mas quem é que lhe disse que isso acontece agora?
Eu tenho 7 anos de serviço (pese embora continue a receber como se tivesse 3, mas isso é outra história...)
O meu estágio foi encurtado de 1 ano para 5 MESES.
Quando acabou fui colocada como auxiliar numa comarca que só era, de acordo com as estatísticas oficiais, a 2ª PIOR do país - tinha a meu cargo cerca de 8.000 processos, de competência GENÉRICA. Foi a "prenda" que recebi por ter acabado o CEJ no 10 primeiros lugares!

Só depois de lá sofrer quase 1 ano é que me deixaram ir para ingresso, onde adorei estar e aprendi imenso. Mas quando mes estava a habituar, tive que voltar a sair, só se está em comarcas pequenas UM ano.

Voltei para a dita 2ª comarca pior do país, que ainda estava pior. Mais 3 anos...

Desmotivados e cansados logo no início da carreira?
Claro, evidente!
Vai piorar? Claro!

Mas não é por causa de acabarem as comarcas de ingresso, pois essas já eram letra de forma, uma coisa que se fazia o mínimo de tempo possível, porque a lei obrigava, e que já estava completamente subvertida, pois as comarcas pequenas, com pouco serviço, já estavam todas "agregadas", ou obrigavam a "acumulações" impostas, pelo que além do serviço de 2 ou mesmo de 3 comarca, ainda temos que suportar as deslocações, que no interior bem se sabe como são.

Nesse aspecto, a reforma vai simplesmente por em letra de lei aquilo que já existe, com a total conivência do CSM.

E como prémio por logo no 1º ano de serviço "ganharmos" a colocação num Tribunal afundado, a que sobrevivemos com mérito reconhecido, o Sr. Inspector diz e escreve que merecemos o Bom com Distinção, mas não pode ser, porque é a 1ª inspecção, somos muito novos...

Muito novos para ter as notas que merecemos, e muito novos para receber o ordenado que a lei prevê, mas não para trabalhar nos piores Tribunais, com mais processos, de que os mais velhos, e bem, fogem como o diabo da cruz.

Essa é a realidade. Ao contrário do que devia acontecer, os juízes mais inexperientes são atirados aos leões, aos tribunais afundados, e os mais velhos "apanham" os lugarzinhos simpáticos que ainda vai havendo.

A bem da boa administração da justiça.


21.Fevereiro.2008
... : juromenha
Aqui em cabeças-de-temulhe, a gente teria de deslocar cera de 35 kms para ir ter com o senhor delegado ou o senhor juiz.
De acordo com o mapa judiciário, ficaríamos a 76 kms...Nun à direito...Jáa nos tiraram o posto de saúde...o senhor delegado ou o senhor juiz é que não!
*
Comentário: só neste país de vistas pequeninas é que se dá relevância a isto! Choldra...
21.Fevereiro.2008
... : coleguinha
A bem da boa administração da justiça, trabalhe...e deixe lá as coisas que só a si lhe dizem respeito. É a diferença entre função e emprego.
21.Fevereiro.2008
... : Cidália
Pois é, juromenha, para si, acredito que não faz diferença deslocar-se 30 km ou 70 km.

Deve ter um bom carro, provavelmente até subsidiado, declara o salário mínimo e tem todos os subsídios e mais alguns que aqueles que declaram tudo o que recebem não têm mas contribuem.

Mas para o cidadão que vive a 30 km, servido por estradas degradadas e perigosas, faz uma grande diferença, logo quando precisa fazer valer um direito ou quando é notificado para comparecer sob pena de, faltando, ter que pagar uma multa de quase 180 euros.

É, juromenha, só neste país de privilegiados como você, que pensam que têm vistas largas, é que não se dá importância a isto. Choldra ?... quem o diz ... (e complete, se sabe o ditado popular, se do povo fizer parte).
21.Fevereiro.2008
... : oxalá
coleguinha:

não sei quem é, meu não é de certeza.
se for juiz, que não acredito, deve estar num desses bons lugares, porque senão não dizia o que diz.
e não admito seja a quem for que me mande trabalhar, muito menos quem eu não conheço nem reconheço, pois faço e sempre fiz muito mais do que me é exigido.

tenha ao menos boa educação, que eu não tratei mal ninguém, e o seu nível está visto
21.Fevereiro.2008
... : Advogado do Diabo
Por que receais, gente incrédula?
Então não está prevista, ainda para este ano, a total desmaterialização dos processos e o uso generalizado da videoconferência?

Se a anunciada reforma do mapa judiciário peca é por defeito, não por excesso! Receio até que ela seja sintoma de que o Ministro da Justiça, ele próprio, se terá esquecido, momentaneamente, dos espaventosos anúncios que tem feito em matéria de informatização.

É que, meus caros e empedernidos Velhos do Restelo, se os processos em papel se irão, habilmente, citiamente volatilizar, para sempre transubstanciados em bytes e bits, e se os actores dos happenings judiciários, vulgo julgamentos, passarão a interagir, sob a batuta virtual do juiz, por meio de câmaras digitais acopladas a computadores, com emprego do protocolo VOIP, deixando as deixas uns aos outros (passe o pleonasmo) pelos invisíveis interstícios do ciberespaço, então não percebo para que servirão os tribunais e as suas faraónicas salas de audiências.

O que eu proponho é, diabolicamente, muito mais simples: em vez de criar megacomarcas, o que há é que exterminá-las a todas, reconverter os tribunais em unidades de cuidados continuados ou paliativos para magistrados incapacitados e criar uma única comarca digital, acessível a partir de www.albertuscostas.domusjustitae.blogspot.com.

Parece que já os estou a ver, juízes, procuradores, advogados, assistentes, arguidos, solicitadores, réus, exequentes, executados, embargantes, embargados, requerentes, requeridos, testemunhas, ofendidos, interdicendos, inabilitandos, pretensos progenitores, insolventes, recorrentes, recorridos, intervenientes, peritos, intérpretes, escrivães, contínuos e todos os demais protagonistas da comédia judiciária (sem esquecer - já me esquecia! - os simples mirones), comodamente alapados à frente dos seus PC, a adiar, a sanear processos, a adiar, a dar acusações, perdão, a arquivar inquéritos, a adiar, a arrazoar, a adiar, a mentir, a adiar, a alegar, a adiar, a perorar, a adiar, a transpirar, a adiar, a protestar para a acta, a dormitar, a escrevinhar, a indeferir, a anular, a reenviar, a deduzir, a prolatar, a prolatar, a prolatar (como eu gosto desta palavra!)


21.Fevereiro.2008
... : Cara colega Oxalá
Revejo-me em tudo o que disse, porque assim também sucedeu no meu caso. Tem toda a razão: o sistema está prevertido. Os juízes mais velhos e mais experientes estão, na grande maioria dos casos, nos tribunais com menos volume de serviço. Além disso, estão em tribunais de competência especializada, o que pelo menos não obriga a uma tão grande dispersão de conhecimentos, exigida aos que estão colocados na genérica. Isso é assim agora e já assim o era há 10 anos atrás. Infelizmente, nada ou quase nada mudou desde então. Tirando a bolsa de juízes - que trouxe alguma "folga" ao sistema de substituições - a classificação dos tribunais não mudou e nada se fez para que mudasse.
Mas eu ainda acredito que as coisas podem mudar. Assim o queiramos nós. Não desista de acreditar também.

22.Fevereiro.2008
... : o sistema actual é bom
Basta comparar as pendências e as entradas em comarcas fáceis do interior, como Bragança, com as colocações difíceis, como as varas cíveis de Lisboa e Porto...
As pautas de distribuição estão disponíveis online.
Vá-se lá saber porquê,mas quem defende as comarquinhas do interior é quem trabalha nas comarcas difíceis das grandes cidades.
22.Fevereiro.2008
... : António
O acesso à justiçá, a todos os cidadãos está consagrado na CRP.
Se fecharem comarcas, os cidadãos que ali residem não vão recorrer à justiça, devido aos enormes custos que daí decorrem.
Uma coisa eu tenho certa as pendências irão baixar.
Porque não uma única comarca no páis com dede em MIRANDA DO DOURO, só dista pouco mais de 300 Km em linha recta de Lisboa.
Pois ali, os cidadãos tem melhores transportes para se deslocarem a esta COMARCA.
Pois se no interior há menos processos, os juízes tê menos trabalho..os juizes de Lisboa concorram a essas comarcas. Deixam é de ter Hospitais, infantários, teatros, exposições, centros comerciais, aeroportos e etc..
22.Fevereiro.2008
... : Conio
«Cara colega Oxalá», é verdade o que diz: eu vou a caminho dos 23 anos e stou num TT. Mas atenção, acredite ou não, nos anos 80 era como agora - eu estive em Lagos, ao tempo objecto de uma ... sindincância. E um dos primeiros processos que julguei foi de um Escrivão... por corrupção!! E só depois fui para Castelo de Paiva, de onde voltei ... para Lagos! Como vê, a História sempre se repete.
22.Fevereiro.2008
... : juromenha
1º: a mentalidade do consumo público está bem visível. cfr. cidália.
2º os recursos são escassos. coisas q certa mentalidade ligada ao estado-de-bem-estar nunca percebeu.
3ºSó perceberão agora qd lhes toca no bolso: não há reformas para pessoas com 30 anos presentemente....calcule e veja. A realidade é só uma, e não aquilo que queremos que ela seja.
4º O gasto público em manter uma secção judicial, um procurador-adjunto e um juíz é incomportável, qd tais recursos poderão ser canalizados em processos com impacto económico e social.
5º se cidália é magistrada, faço-lhe o seguinte desafio:
------já pensou quantos euros se gasta em processos sem importância alguma (execuções de 600 Euros, injúria, furto da mochila)? Olhe bem mais além...
-----o debate sério na saúde é diferente do da justiça, e aí estou mais próximo de si...a justiça são interesses , quantitativamente padronizados, e assim carentes de uma quantificação da gestão. E gestão é algo que este país n~´ao tem, pois só se gere o q não é nosso, e o q não é nosso, não está no cérebro português.
----concentrar recursos no q interessa: no resto confie nas forças da sociedade: é mais dinâmica do pensa.
24.Fevereiro.2008
... : Tony
Pois é, juromenha, mas para um juiz, um cidadão que queixa executar uma dívida de 600 euros tem a mesma dignidade daquele que tem 600.000 euros para cobrar.
Isso é algo que os que têm uma mentalidade economicista nunca perceberão: nem tudo se reduz à economia. Para um cidadão pobre, 600 euros valem mais que os 600.000 euros de uma multinacional. E o Juiz deve tratá-los com idêntica dignidade, pois todos os cidadãos têm direito à justiça e não apenas aqueles que vivem para e pela economia.

A quantificação padronizada e de gestão não se compadece com direitos fundamentais e de cidadania, meu caro juromenha. Estes devem prevalecer sobre qualquer conceito económico, mesmo que sejam economicamente dispendiosos. Mas é para isso que serve o Estado e não apenas para segregar os cidadãos mais carenciados, como o tem feito com estas políticas de balizar tudo por baixo e numa perspectiva exclusivamente economicista.
24.Fevereiro.2008
... : coleguinha
"bons lugares" diz tudo o que pensa...
Há 15 anos atrás, não havia auxiliares nas comarcas de ingresso (as do interior)...Agora há. E bem sabemos que por vezes são factos imputáveis a gravidez (agora doença, outrora estado)...mas não só.
"bons lugares" é fazer pouco porque há pouco.
Olhe mais para o céu...porque a sua ambição é desmedida, bem percebo numa geração de empregos. E se não houvesse inspecções ? Trabalharia o mesmo que não ponho em causa ?
24.Fevereiro.2008
... : coleguinha
o sistema actual é bom: conclusivo e pouco certeiro.
*
A questão é de eficiência de meios. Aqui ao lado (Espanha), há tribunais a 240 kms...
24.Fevereiro.2008
... : juromenha
Que bonito!
*
Eu concordo consigo.
*
Mas não é assim: a natureza faz escolhas, sintetiza...
E nós, humanos?
Apelamos a quê? Aos 350 Euros da Miquelina de Vila de Rei?
É obvio que sou economicista! E? Algum anátema...diga em concreto com respeito ao tema.
Mentalidades como à sua, eivada de chavões, ainda por concretizar _(nada lhe garante que uma justiça economicista...realize mais eficientemente os fins que adere: basta que a miquelina aguarde por maior nº de caloteiros...em vez de pagar taxa de justiça e aguardar 6 anos....
24.Fevereiro.2008
... : Marcos
Aos comentadores que trazem Espanha como exemplo é melhor arrepiarem caminho pois lá, ao contrário do nosso país, os secretarios judiciais tramitam o processo civil até ao julgamento, limitando-se o juiz á sua tarefa (se querem importar modelos, terão que o fazer na sua globalidade)...
Quanto ao mapa judiciário não percebo a contestação pois, se analisarem bem o projecto, nada fecha ou muda, apenas se-lhes atribuiu novas designações, enfim...mais valia acabarem com as reformas
25.Fevereiro.2008
... : Júlio César
Está tudo louco ou quê? Então os camaradas andam à bulha uns com os outros em vez de se unirem num momento tão importante como este? O que interessa é saber se a reforma avança ou não e quais as suas consequências e não se eu comecei em Alguidares-de-Baixo e tu em Alguidares-de-Cima, se eu eu tenho vinte anos de serviço e tu um ou dois ou se eu tenho 1.000 processos e tu 5.000. Parem de olhar para os luminosos umbigos, se faz favor. Ils sont fous, ces gaullois!
25.Fevereiro.2008
... : Quixote
concordo c juromenha.
quanto ao arrepiar caminho: basta dizer que se copie o modelo, agora não se responda com argumento x^y x/y, ie o que tem a ver a tramitação com o pedaço de terra ?
*
Por mim, tomamos Espanha através das NUTs

25.Fevereiro.2008
... : Paulina de Vasconcelos
O povo unido jamais será vencido

25.Fevereiro.2008
... : Becas da Silva Faria
A reforma vai para a gaveta
Festejemos essa tão boa nova
Tanta tinta gasta com a caneta
E lá vai a reforma p' rá cova

Já não fecham tribunais pequenos
Acabou-se o Juiz Presidente matreiro
Andavam com a febre dos fenos
O Menezes é que é pá porreiro
25.Fevereiro.2008
... : Martinha Heliodório
Becas à Presidência. Força, fadista! smilies/grin.gif
26.Fevereiro.2008
... : Marcos
A tramitação tem muito que ver com o pedaço de terra.
Coubesse ao juiz português apenas a tarefa do julgamento na 1ª instância (pois é aí que a questão se coloca) e, como em Espanha, onde se formam 100 juizes por ano(e não existem bolsas), seriam concerteza necessários menos juizes podendo estes abranger uma mais vasta área territorial.
A tramitação, ou melhor dizendo, é intrinseca de qualquer reforma na organização judicial do território, apenas um profundo desconhecimento da realidade judicial espanhola, nomeadamnete dos papéis desempenhaos pelos secretarios judiciais e pela fiscalia do estado, pode sustentar a cópia de um modelo que, integrado nos processos portugueses levaria á ruptura de um sistema moribundo.
É por ideias destas, sem visão de integração, que o nosso país tem sofridos as "reformas" que sofre e está onde está...

27.Fevereiro.2008
... : BD
O título do texto é: "PSD rejeita mapa judiciário". E a mim parece-me o seguinte: Deve ser coisa que dá votos; deve ser coisa que, entre todas as outras reformas feitas ao abrigo do Pacto de Justiça dá votos nas urnas. Ontem ouvi o Sr. Filipe Meneses, ou alguém do seu partido, ou alguém por ele, já não sei, dizer que estão a ponderar entrar numa manifestação qualquer a favor dos professores, ou em solidariedade com eles e contra o Governo. Pensei para mim: Deve ser outra coisa que dá votos. Estar contra o novo Mapa Judiciário e participar nas manifestações de rua dever ser uma coisa mesmo porreira para dar uns votos.
27.Fevereiro.2008
Toda a gente fala mas alguém conhece o novo mapa judiciário
27.Fevereiro.2008
... : Nivea
claro q conhece...é olhar, com dois olhos, dois ouvidos e uma boca. A proporção da verborreia humana ao nível da matéria.
29.Fevereiro.2008
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