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Novo mapa judiciário até ao fim do mês criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
05-Dez-2007

O Ministério da Justiça vai enviar para a Assembleia da República a proposta de revisão do mapa judiciário antes do fim do mês. A garantia foi dada ao JN por fonte do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues, que hoje termina uma visita ao Canadá, onde falou, genericamente, das opções já tomadas sobre a matéria.
A aposta parece ir no sentido da sugestão feita pelo Observatório da Justiça, que recomenda o fim da actual divisão em 231 comarcas e a sua substituição por 32 circunscrições, acompanhando a divisão territorial desenhada pelas NUT III.
As figuras do gestor e do presidente do tribunal são propostas igualmente acolhidas pelo governo. Conde Rodrigues garantiu à Lusa que nenhum dos actuais tribunais será encerrado, mas readaptado. A sua transformação em casas de justiça, onde será possível obter informações e tratar de algumas burocracias é uma das hipóteses.
A divisão do país judiciário de acordo com as NUT III foi já bastante criticada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), devido à excessiva dimensão de algumas dessas regiões.
Entretanto, ontem, dia em que o Ministério da Justiça anunciou a criação de quatro novos julgados de paz, António Martins, presidente da ASJP, defendeu que estes meios alternativos de resolução de conflitos não oferecem as mesmas " garantias" que os tribunais tradicionais. Isto porque os juízes de paz dependem da Assembleia da República e não do Conselho Superior da Magistratura. "Os julgados de paz podem ser importantes, mas não são a solução mágica do sistema", disse à Antena 1, salientando que esta solução deveria ser "uma alternativa real e não uma imposição".
O investimento financeiro nos meios alternativos de justiça, como são os julgados de paz, foi também questionado pelo responsável da Associação Sindical dos Juízes, que disse não compreender como é que há dinheiro para investir em novas estruturas, e falta outro tanto, para apoiar os tribunais tradicionais.
JORNAL DE NOTÍCIAS | 05.12.2007

Comentarios (3)add
... : Grande Manitu
Afinal onde é que estão os condes que ninguém controla?
05.Dezembro.2007
... : Tony
No Canadá...
Só lá é que compreenderam o que são super-tribunais.
Porque por aqui é sempre a descer ao 3.º mundo enquanto eles compram viaturas de luxo, nomeiam os boys e girls para os jobs e até criam novos jobs para garantir que nenhum dos boys and girls fique no desemprego. Pelo menos mais 35 lugares desses já estão garantidos para os seus «administradores»
05.Dezembro.2007
... : Observador
Tony:
E com uma alta probabilidade de, tratando-se de boys and girls, esfolarem umas massas valentes, assim com que a furar várias vezes o tecto salarial..... smilies/grin.gif smilies/grin.gif smilies/grin.gif
06.Dezembro.2007
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