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Presidência Portuguesa da União Europeia: Cerimónia de abertura deixa convidados em pé. Mais de uma centena de convidados foram obrigados
a abandonar a sala onde ocorreu o espectáculo porque não tinham lugar marcado,
entre os quais o procurador-geral distrital e o director da PJ do Porto.
«Não se pode dizer que a organização do concerto de abertura da presidência
portuguesa do Conselho da União Europeia tenha estado afinada. O número de
convidados era superior ao de lugares na sala 1 da Casa da Música, no Porto,
pelo que muitos VIP tiveram de ser transferidos para uma segunda sala onde seria
transmitido o concerto. A situação deixou furiosos alguns dos convidados sem
lugar.
O primeiro acto da presidência portuguesa ficou ainda marcado pelo
facto de o primeiro-ministro, José Sócrates, não ter entrado pela porta
principal do edifício, com o objectivo de fugir aos assobios das centenas de
manifestantes que aguardavam as diversas individualidades. Ao contrário de todos
os outros membros do Governo, Sócrates preferiu entrar por uma porta
lateral.
O protocolo desta primeira cerimónia saiu mesmo manchado, porque
os 1238 lugares da sala 1 não foram suficientes e mais de cem convidados foram
obrigados a passar para a sala 2, entre as quais individualidades como o
procurador-geral distrital, Alberto Pinto Nogueira, o director da PJ do Porto,
Vítor Guimarães, e o comandante da PSP do Comando do Porto, Gomes
Pereira.
Não tinham lugar marcado na sala 1 e foram então convidados a
ocupar um lugar numa outra sala para assistirem à transmissão do espectáculo.
Revoltados com a situação, apesar dos esforços do protocolo, entre os convidados
sem lugar, houve mesmo quem abandonasse o evento em desagrado com a situação».
IN CORREIO DA MANHÃ | 02.07.2007
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