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Evolução do sistema informático
18-Abr-2008
O Ministério da Justiça admite que "as ferramentas informáticas" que têm sido disponibilizadas na área da Justiça "terão de evoluir para novas plataformas" mas recusa a ideia de que o actual sistema é "obsoleto e pouco aproveitável", conforme um estudo adiantado, ontem, e encomendado pela Procuradoria-Geral da República.

"Este é um processo que fará o seu caminho e que demorará o seu tempo. Segundo o professor (autor do estudo, José Tribolet), demorará, pelo menos, seis anos. Ora, o Sistema de Justiça não pode ficar parado à espera durante seis anos", aponta a Tutela, em comunicado, onde se acrescenta: "Entretanto, há que explorar as virtualidades do sistema CITIUS, que temos vindo a disponibilizar a advogados, solicitadores e juízes e que já tem uma significativa evolução, permitindo explorar em benefício dos utentes e profissionais os meios electrónicos".


O Ministério da Justiça sublinha, assim, que é José Tribolet quem, no estudo, argumenta que seria "gravoso e indesejável que não se utilizasse uma plataforma informática partilhada pelos vários intervenientes nos processos judiciais. "Por isso, é urgente que o Ministério utilize a plataforma desenvolvida para o Sistema Judicial - o CITIUS -, naturalmente adaptada às suas especificidades", conclui o professor, segundo a tutela.


O Ministério de Alberto Costa enaltece, assim, um sistema que trouxe "menos custos, menos deslocações" e tornou os "procedimentos mais simples". "Desde 2005, a utilização crescente das novas tecnologias nos serviços de Justiça tem beneficiado, quer operadores da Justiça, quer os cidadãos e empresas através da utilização dos sistemas informáticos", concluiu-se.
 
JORNAL DE NOTÍCIAS | 18.04.2008
Comentarios (12)add
... : Observador
Este assunto já cheira mal!

Apresentem melhor ou então calem-se!
19.Abril.2008
... : Um Juiz desiludido
O MJ somente considera que o actual sistema não é "obsoleto e pouco aproveitável" porque não «opera» com ele, como eu, que sou operador e desespero com ambos.
20.Abril.2008
... : Mais um Juiz
O sistema e equipamentos são obsolentos; esta conversa é de surdos; não há paciência. Tudo isto gera falta de produtividade, havendo computadores de Magistrados que demoram 30 minutos a abrir. No meu caso, o meu computador, quando fica sistematicamente sobrecarregado (não é dificil, tem uma memória de 128 kb), e demora muito tempo a processar qualquer comando (impressão, abrir e fechar documentos, enfim...), que chega a desesperar, tendo muitas vezes de o desligar para que fique mais rápido. Oa reflexos disto na produtividade são obvios. O custo disto para o Estado são enormes. A produtividade dos tribunais também passa por aqui.
20.Abril.2008
... : Raquel Prata
Caro "Mais um Juiz":
A ASJP aguarda que o colega lhe faça chegar a descrição das concretas condições do seu equipamento informático.
Raquel Prata



20.Abril.2008
... : Juiz Atento
A Raquel Prata (pertence a algum órgão da A(S)JP?) parece que duvida que o sistema e equipamentos são obsoletos...! Isto para não falar noutras situações obsoletas, como o sistema de gravações com cassetes e como o sistema de videoconferência. Mas não convém fazer barulho e incomodar os Srs. do Ministério, não é? Que desilusão.

20.Abril.2008
... : Joel Timóteo Ramos Pereira
Caro Juiz Atento, embora a Colega Dra. Raquel Prata não faça parte de nenhum órgão da ASJP (da lista de órgãos que consta do site), da leitura do fórum interno da ASJP resulta que a mesma é uma das pioneiras na análise e participação para eventual solução, de questões que têm surgido no âmbito da implementação e funcionamento do Citius. Ou seja, é uma das pessoas com mais conhecimento nessa área.

A questão do sistema informático é, no entanto, outra. Nunca foi efectuado um levantamento rigoroso e sério dos equipamentos atribuídos (e suas características), nem outrossim um projecto de informatização sério e perspectivado para o futuro, acabando as coisas por funcionar pela "boa-vontade" de alguns técnicos informáticos, de secretários de justiça ou dos próprios juízes que vão comprando os teclados, ratos, placas de memória, etc.

Neste momento, trabalhando num gabinete partilhado, eu tenho o computador portátil que me foi atribuído há um mês e o meu Colega mantém um computador com 128Kb de ram e 30gb de disco, completamente obsoleto e que demora vários minutos a ficar pronto a funcionar, como aliás sucedia comigo ainda até há um mês atrás. Mas, se este que agora foi atribuído funciona agora razoavelmente, já quando foi entregue estava completamente fora do padrão de um computador para satisfazer as exigências dos programas actuais, não apenas processador de texto, mas também programas de reconhecimento de caracteres (ocr), impressoras com drivers "pesados". A memória de 512Kb facilmente se esgota na partilha simultânea dessas aplicações, razão por que não se compreende os computadores atribuídos, com essa escassa memória, que certamente dentro de pouco tempo estarão obsoletos, face à viragem para o trabalho quase exclusivamente digital que se efectivará através do Citius.

Mas não basta reduzir as questões à optica do utilizador, pois se o tempo dispendido nos pequenos pormenores poderia ser muito melhor utilizado na prática dos actos processuais, há um sério risco de, sem servidores redundantes, backups seguros e permanentes, refrigeração adequada e adequado débito dos backbones das redes, qualquer dia todo o sistema entre em colapso como sucedeu ainda este ano no TAF de Braga que esteve sem o sistema SITAF durante quase um mês sem funcionar, com prejuízo para os cidadãos e para os profissionais forenses que nenhum acto puderam praticar no sistema (porque todos são praticados na forma digital).

Para não suscitar outras questões, estas de segurança, sobre o risco de acesso aos conteúdos, não apenas de pessoas não autorizadas fora da rede, mas também da possibilidade de acesso a conteúdos em segredo de justiça ou com interesse exclusivamente processual, por parte de quem intervém nas várias fases, dentro do sistema, sabendo que este é administrado por órganismos e entidades na dependência de um outro órgão de soberania (o Governo) e não dos Tribunais.
21.Abril.2008
... : Desatento
Caro Juiz Atento ,
O que me parece é que a Dra. R. Prata quer mais informação exacatamente para «fazer barulho e incomodar os Srs. do Ministério».
Não lhe parece ?
22.Abril.2008
... : Oficial de Justiça
Realmente, o autor do estudo tem razão.
As ferramentas informáticas de que dispomos são "obsoletas e pouco aproveitáveis" !!!! Basta fazer a comparação com os sistemas informáticos na área da Justiça de Espanha, França e outros estados da UE, ou então, com o sistema informático da finanças !!!.

Caro Juiz desiludido, eu também era um funcionário desiludido quando apareceu o H@bilus. Hoje, não penso assim.

Segundo sei, existem equipas de desenvolvimento a trabalhar diariamante nos sistemas informáticos existentes (H@bilus e Citius) melhorando-os, conforme as criticas que são (e devem ser) feitas pelos utilizadores. Os sistemas devem ser melhorados? Claro. O sistema H@abilus recebe actualizações, pelo menos uma ou duas vezes por semana.

Esperemos que o governo (este ou outro) não caia na asneira de "reformar" completamente o que está feito, encomendando algum sistema a alguma empresa privada que cobrará algumas dezenas de milhões pelo programa e depois (é assim que estas empresas ganham dinheiro) mais algumas dezenas de milhar de euros por cada actualização que for necessário fazer, em virtude de alterações legislativas ou outros procedimentos que haja necessidade de alterar nos sistemas.




23.Abril.2008
... : outro oficial de justiça...
Vejo muita confiança no sistemas informáticos habillus e citius. Também lhe reconheço, comparativamente com o que temos tido até aqui, grandes virtudes e potencialidades no melhoramento do sistema de justiça.
Mas, meus caros, talvez eu tenha azar de trabalhar no tribunal onde estou... é que com computadores da idade da pedra, que demoram mais de 20 minutos para arancar, com constante falta de memória, com uma lentidão de fazer perder a paciência a qualquer um, não há programas informáticos que nos valham...
25.Abril.2008
... : mais um oficial de justiça
smilies/smiley.gif hoje estou contente, agora tenho um computador com 191 mb de Ram, já consigo trabalhar no habilus
05.Maio.2008
... : Mais um oficial de justiça
De facto é de louvar todo o empenho que existe no aproveitamento de todas as capacidades dos sistemas H@bilus e Citius. Mas talvez seja de pensar:
- Porque não substituir os servidores que existem nos tribunais e que são da responsabilidade do ITIJ? Pois de que adianta ter computadores com mais capacidade de memória RAM, se depois para se aceder ao sistema temos que ligar ao servidor e este sim está oara lá de obsoleto??
Porque não começar por melhorar o principal que é o instrumento de acesso à rede, para depois se chegar ao utilizador?
07.Maio.2008
... : 1 oficial de justiça
A quem interessará a compra de pc's com hardware que passado pouco tempo está absoleto para o software necessário para o bom funcionamento da justiça ?
10.Maio.2008
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