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Está mesmo tudo esclarecido ?
Afinal, José Sócrates possui dois certificados de licenciatura na Universidade Independente.
Um que atesta que concluiu a licenciatura em 08 de Agosto de 1996 e outro em que a data da conclusão é de 08 de Setembro do mesmo ano.
Mais, num tem equivalência em 24 cadeiras e noutro em 27 cadeiras...
SÓCRATES TEM DOIS CERTIFICADOS DE LICENCIATURA DIFERENTES !
José Sócrates possui dois certificados de licenciatura na Universidade Independente (UnI). Um, publicado nos jornais, diz que o primeiro-ministro acabou a licenciatura a 8 de Setembro de 1996. Esta é a data que Sócrates referiu na entrevista à RTP. O outro, que consta no ficheiro pessoal de Sócrates na Câmara Municipal da Covilhã (CMC), foi emitido em 26 de Agosto de 1996 e atesta que o chefe do Executivo acabou a licenciatura em 8 de Agosto do mesmo ano.
As diferenças entre ambos não se ficam por aqui. O certificado que se encontra na CMC atesta que o primeiro-ministro teve equivalências a 24 cadeiras e que realizou sete na UnI. São elas Inglês Técnico, Computação Numérica, Análise de estruturas, Betão Armado e pré-Esforçado, Investigação Operacional, Estruturas Operacionais e Projecto e Dissertação.
No segundo certificado, o chefe do Executivo teve equivalências a 27 cadeiras e fez cinco durante o ano lectivo na Independente. Às cadeiras de Computação Numérica e Investigação Operacional Sócrates terá tido equivalência, ao contrário do que atesta o primeiro certificado.
Em entrevista à RTP, o primeiro-ministro reiterou ter tirado apenas cinco cadeiras na Universidade Independente, no ano lectivo de 1995/1996.
TVI ON-LINE
UM EXEMPLO PARA TODOS OS PORTUGUESES, PARA OS ESTUDANTES EM PARTICULAR
«Está tudo esclarecido. O PM frequentou as aulas na Universidade Independente, pagou as propinas, estudou, fez exames. Nessa época remota o funcionamento dessa instituição era "absolutamente impecável" (sic).
Embora se verificassem certas singularidades: notas dadas pelos professores em período de férias (Agosto), concessão de equivalências sem exibição pelo aluno dos títulos invocados, diplomas passados aos domingos, aulas ministradas pelo (magnífico, como todos eles) reitor (por falta de professores ou excesso de tempo livre do mesmo?)...
Mas a culpa não era evidentemente dos alunos. E concretamente aquele aluno fez (e bem) o seu trabalho, aliás em regime pós-laboral, sacrificando assim o seu tempo livre e o merecido descanso das labutas político-governativas: foi a (algumas) aulas (embora não tenha sido avistado por todos os colegas), estudou, fez exames, ficou aprovado em todas as 5 cadeiras (ou bancos, ou "mochos", não sei) que frequentou, sendo de salientar que 4 delas foram regidas pelo mesmo professor, o que indicia tratar-se de um mestre fora-de-série, o que naturalmente acresceria o grau de exigência em relação aos alunos, o mesmo raciocínio sendo válido para a cadeira (banco, etc.) ministrada (magnificamente) pelo próprio reitor.
Tudo isto fez o referido aluno com sacrifício e pertinácia, com o único objectivo de se valorizar.
É um exemplo para todos os portugueses. É um orgulho para todos nós. E os estudantes que ponham os olhos neste exemplo e cultivem as virtudes que dele se retiram.
E universidades assim é que se precisam. Universidades que não ponham problemas burocráticos aos alunos na inscrição e nas equivalências, que lhes arranjem planos especiais de licenciatura, que não fechem nas férias e aos domingos, que aproveitem ao máximo a sua massa cinzenta (vulgo corpo docente), evitando contratar massivamente docentes, com a consequente baixa de qualidade do ensino e aproveitando as próprias (e magníficas) capacidades dos reitores. A ordem de fecho da Universidade Independente é um acto gritante de injustiça e um dano irreparável no nosso mundo universitário».
EDUARDO MAIA COSTA | BLOG SINE DIE
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