 Dois
milhões de euros foi quanto custou aos contribuintes portugueses a participação de Tiago
Monteiro na Fórmula 1 (F1). A falta de alguns dos patrocinadores, obrigou o Estado a disponibilizar directamente o montante
em falta, face aos compromissos assumidos pelos executivos de Santana
Lopes e José Sócrates junto da Jordan.
O
Governo de Sócrates responsabiliza o anterior pelas promessas feitas ao
desportista de “apoio incondicional”, que acabaram por condicionar a
sua actuação neste processo, mas Edmar Monteiro, pai e representante do
atleta, revelou que todos os documentos de garantia foram assinados
livremente pelos actuais responsáveis.
“Todas as garantias
feitas à Jordan [2005] e à Midland [2006] foram apresentadas pelo
actual Governo. Assumiu por escrito e assinou”, garantiu Edmar Monteiro
ao PÚBLICO, revelando ter recebido, logo após a tomada de posse deste
executivo (12 de Março de 2005), o “apoio incondicional a este
projecto, tanto do primeiro-ministro, como do ministro da Presidência
[Pedro Silva Pereira] e do secretário de Estado do Desporto [Laurentino
Dias]”. Este último responsável terá mesmo “assumido a gestão de todo o
processo”, segundo indicou o pai e representante do piloto português.
Os
dois milhões de euros atribuídos pelo Instituto do Desporto de Portugal
(IDP), ao abrigo de um contrato-programa estabelecido entre este
organismo e Edmar Monteiro, na qualidade de representante legal do
piloto, assinado em 1 de Agosto de 2006 (após despacho de Laurentino
Dias de 27 de Julho do mesmo ano), foram creditados na conta do grupo
inglês CSS Stellar, que gere a carreira de Tiago Monteiro desde 2005
(representa também o Chelsea, a selecção inglesa e o antigo piloto de
F1, Juan Pablo Montoya, entre outros).
PÚBLICO | 19.04.2008
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