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A Cotec
Portugal, agência de inovação promovida pela Presidência da República e
liderada por Artur Santos Silva, vai apresentar ao Governo 50 medidas de
combate à economia informal e, paralelamente um outro trabalho que, concertadamente com o Ministério da Justiça visa "fazer
uma nova engenharia das operações" nas justiça.
A ideia para projecto nasceu a partir de uma sugestão de Miguel Cadilhe, membro
do conselho consultivo da Cotec, que acabou por ficar responsável pela condução
estratégica do trabalho.
Para se chegar ao conjunto de medidas que vão ser apresentadas ao Governo, a
Cotec envolveu o centro regional do Porto da Universidade Católica, que fez um
retrato da economia informal. A equipa, do lado académico, foi liderada por
Alberto Castro e contou igualmente com Vasco Rodrigues como responsável.
Ao identificar que a economia informal representa 25% do PB, os peritos
partiram para o estabelecimento de medidas de combate. "Identificámos uma
série de medidas práticas e não apenas o nervo teórico da informalidade",
precisou Artur Santos Silva ao Jornal de Negócios.
Em paralelo, a Cotec desencadeou um outro trabalho, que incide sobre o sector
da Justiça. O projecto conta com o envolvimento da McKinscy, consultora que
regista envolvimentos passados com a Cotec.
"Está tudo acertado com o Ministério da Justiça. Trata-se de tentar fazer
uma nova engenharia das operações. Não incide sobre a macro-estrutura do
sistema de justiça em termos políticos, porque esse problema não é
connosco", indica Artur Santos Silva. "Procura-se é dar uma
contribuição e dizer como é que o sistema de Justiça pode melhorar se houver
uma reengenharia das operações. Ou seja, o que é que pode ser feito na máquina
da Justiça sem pôr em causa os pilares onde ela assenta e a estrutura de
poder", conclui o presidente da Cotec.
JORNAL DE NEGÓCIOS | 05.06.2008
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