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Citius: experiência do primeiro dia
08-Abr-2008
Image«Há anos que defendo que a solução de uma boa parte dos problemas da justiça passa pela informatização dos serviços judiciários.
Há anos que escrevo sobre isso e que vou adiantando pistas a que ninguém tem dado atenção, apesar de estamos perante evidências do tipo das que gostava o Senhor de La Palisse.
Entrou ontem em funcionamento pleno o «Citius», que é uma tentativa de reciclagem de um programa que já nasceu velho, o «Habilus».
Entrou em funcionamento? Não, não entrou, porque, pura e simplesmente não funciona.
Perdi todo o dia a tentar o usar o programa, sem conseguir fazer uma única operação. (...)

O site da propaganda do Ministério da Justiça aproveitou para mais uma operação de propaganda:«A partir de hoje, 7 de Abril, o Ministério da Justiça (MJ), no âmbito do projecto "CITIUS - Desmaterialização dos processos nos tribunais judiciais" disponibiliza em todo o território nacional, abrangendo mais de 300 tribunais, a aplicação informática (http://citius.tribunaisnet.mj.pt) que permite a entrega em tribunal de peças processuais e de documentos por via electrónica com assinatura digital, dispensando-se o envio de cópias em papel.
Esta nova forma de entrega electrónica de peças processuais reduz os custos em correio e em deslocações. Facilita o trabalho aos cerca de 19.000 mandatários judiciais com acesso à aplicação e, consequentemente, melhora o serviço prestado pelos serviços de Justiça aos cidadãos. A partir de Setembro deste ano, permitirá, igualmente, uma redução de custas de 25% a 50%. Durante o período experimental de cerca de 2 meses, na comarca de Sintra, mais de 2.050 peças processuais foram entregues por via electrónica (no caso da entrada de acções judiciais, representa já 51% dos processos entrados no período).Nestes 2 meses foram efectuadas cerca de uma dezena de sessões de formação, em vários pontos do país, em cooperação com faculdades de direito e delegações e conselhos distritais da Ordem dos Advogados, estando planeadas para o mês de Abril e primeira quinzena de Maio mais 15 acções de formação.
Em conjunto com a desmaterialização do procedimento de injunção (iniciado no passado dia 5 de Março e já com cerca de 92% de entregas efectuadas por via electrónica o que corresponde a 23.688 procedimentos de injunção entregues por via electrónica) esta nova iniciativa do MJ constitui mais uma fase da desmaterialização dos processos, desenvolvida com vista a dar resposta às necessidades dos utilizadores e a melhorar os níveis de eficiência do sistema de justiça.»

Propaganda pura e mentira...
Para além de não ter conseguido enviar um único requerimento, fui assustado com uma série de «movimentações». Todavia nenhuma delas contém os despachos ou peças completas, limitando-se a arquivar pdf's da folha de capeamento do correio que foi enviado hoje.
Esta gente não tem a noção do ridículo...
Pode ser um excelente negócio montar uma equipa especializada que estude a possibilidade de propor acções de massa contra o Estado para ressarcimento dos prejuizos causados pelo não funcionamento do sistema informático.
Para além das perdas de tempo, um sistema informático imperfeito como este provoca um enorme sofrimento aos utentes, que não podem deixar de ser ressarcidos. (...)
 
«São quase cinco da manhã em Fortaleza e 9 da manhã em Lisboa...
Consegui colocar três pequenos requerimentos no Citius, aproveitando o descanso dos meus colegas.
Sinto-me um herói... porque consegui resistir...
... e porque analisei meticulosamente o sistema e concluí que ele é, de facto, muito mau. »

DR. MIGUEL REIS | BLOGUE FALÊNCIA DA JUSTIÇA | 07.04 e 08.04.2008

 

Comentarios (19)add
... : solidária
A prática dos actos dos magistrados através do Citius será apenas obrigatória a partir de 30 de Junho. Com o propósito de quando chegasse o dia tal prática já me ser habitual, assim como à secção de processos, já utilizo o sistema.
A conclusão que retiro é que demoro cerca do dobro do tempo a despachar processos. A coisa nem é complicada, mas a quantidade de clics e mais clics que implica, é de chorar. E chorar no verdadeiro sentido da palavra já que para visualizar o nº do processo que pretendo despachar, tenho que o detectar no quadrado colocado no canto superior direito do computador, que ocupa cerca de 1/6 do ecran, o que se torna tarefa esforçada para os olhos.

08.Abril.2008
... : LMJ
Defeito pessoal decerto, mas nunca gostei muito das maravilhas informáticas pré anunciadas como a solução de um problema que tem pouco de informático e muito mais de estrutural.

Sou avesso, por isso, ao populismo fácil do anúncio "com o Citius é que vai ser".

Não obstante considerar que a medida seria, no actual quadro e no actual estado de evolução das coisas, positiva. Se funcionasse...

Não sou, acho mesmo que não sou, nenhum info-excluído. Não serei o "às" da "coisa", também é verdade.
Mas... que raio: tendo tentado - e juro mesmo que tentei com afinco - dar entrada de uns simples requerimentos executivos (dos mais simples que há), vejo a maldita aplicação empancar no primeiro requerimento.

E pior: depois de empancar, bloqueia! De tal maneira que só a cruz salvadora é a solução (Diz quem acredita que na Cruz está a salvação). Toca a clicar na cruz e começar de novo.

Com um senão: na "nova sessão", fica o maldito requerimento em criação, sem que eu lhe possa aceder. Não abre. Pura e simplesmente...

Toca de fazer "novo requerimento".

Volta a acontecer o mesmo! Empanca, bloqueia, fica inacessível mesmo depois do "truque" de "ir à cruz"...

Resultado: DESISTI! Ontem...

Amanhã volto a tentar.

Pode ter-se dado o caso do Ministério da Justiça ter querido, ontem, dar a notícia de amanhã!

Cumprimentos,



08.Abril.2008
... : julius
No futuro teremos as doenças profissionais dos juízes relacionadas com o indicador de tanto clicar e com os olhos de tanto olhar para os números minúsculos no canto do écran. Qual seguro profissional! Seguro de saúde e já para pagar aos ortopedistas e oftalmologistas.
08.Abril.2008
... : Anónimo
LMJ:

Os requerimentos executivos são dos poucos cujo tipo de entrega electrónica não foi alterada.

A sua entrega é feita hoje como era ontem e como é desde há mais de um ano atrás.

Portanto julgo algo mais deve ter falhado nas sua tentativas...


08.Abril.2008
... : Isabel
Cara Solidária, se estamos a falar do mesmo programa e da conclusão para despacho, no meu ecran tenho que dar 3 clics para a abrir (um clic duplo para abrir o processo e outro para abrir a conclusão), depois, se o despacho não for um texto automático, porque se assim for dispenso o teclado, carregar em tantas teclas, quantas as letrinhas que o despacho tem que ter e de seguida dar um clic para devolver o depacho à secretaria e outro para confirmar a versão final e assinatura do mesmo. Parece-me que os clics estão reduzidos ao mínimo.
08.Abril.2008
... : LMJ
Caro anónimo,

Bem sei que quanto a requerimentos executivos não mais foi feito que a mera "importação" do que já existia no HABILUS e a igualdade de procedimentos talvez não seja com os de há um ano atrás... mas até mais!!!!

E requerimentos desses, fiz e faço às dezenas. Se nada mudou... (nem que sejam os parâmetros informáticos de processamento da informação que lá colocamos), então o mal deve ser mesmo meu... Mas custa-me aceitar, justamente porque não sou info-excluído, porque já fiz dezenas, e era suposto que aquilo fosse "canja"...
Mas não é, e hoje (há uns minutinhos apenas - são 22.15) tornou a não ser!

O que se lamenta é que, por um qualquer motivo, o erro persiste (eu persistirei ainda mais que o erro, que os meus clientes não têm culpa!)...

Não obstante - e porque essa não é a discussão de fundo - continuo a ter a mesmíssima opinião em relação ao CITIUS: aplaudo a iniciativa, que é boa. Apupo o momento e a forma, sobretudo esta última.

Se o anónimo anda pelos Tribunais, vá tomando nota daquilo por que passa quem está no terreno e deixe aqui o fruto desse "trabalho"...quando confrontar Juízes, Funcionários e Advogados com o "citius no terreno"!!!!

É que... sabe caro anónimo: é capaz de ter faltado aos que pensam estas coisas todas (e serão seguramente mentes muito brilhantes e pensadoras, digo-o sem qualquer ironia) ter estado ao lado de uns quantos Senhores Juízes, no escritório de outros tantos Advogados e, já agora dava jeito, ter passado uns dias numas quantas secretarias judiciais.

Se o fizeram, não parece. Fizeram mal.
Se não fizeram... nota-se!

Vamos deixar passar mais uns tempos!

Cumprimentos,

LMJ
08.Abril.2008
... : Calvin
Sinto-me «desprogramado» no meio de tanta «programação» smilies/angry.gif
08.Abril.2008
... : Mendes de Bragança
Antigamente também se fazia justiça e era tudo à mão.
08.Abril.2008
... : Um Juiz desiludido de novo
O Citius que está instalado no maravilhoso portugal xinês que me distribuíram tem funcionado bem. bro, encerro (para o manter minimamente actualizado) e volto a trabalhar como sempre, no Windows e no Ofice (Word e Excel). Como sempre é como quem diz, desde há mais de 20 anos. E não me digam que sou do contra, pois há mais ou menos quatro meses (depois d efazer o «curs^» do Citius) que expliquei a uma Senhora do MJ, mt simpática por sinal, que sem colocarem na coisa um género de «explorer» nunca usarei o animal. A menos que seja isentado de responsabilidade pelo atraso que, estou 100% seguro, passará a haver no meu Tribunal....
08.Abril.2008
... : Ao Juiz desiludido
E para que é que serviria um explorador no animal? Para aceder aos nossos documentos? e os documentos seriam abertos aonde? normalmente no word ou no processador do citabilus?
08.Abril.2008
... : Anónimo
Caro Colega LMJ:

Parece que ficou melindrado pelo meu comentário. Peço desculpa se fui mal entendido. Estava apenas a tentar ajudar...

Concordo totalmente consigo quanto às opiniões que deixou aqui sobre o Citius. E penso que bem mais que aos Advogados, vai ser aos Magistrados que vai custar a adaptação ao sistema.

Quanto às execuções nunca tive problemas como o que relatou. Nem com o H@bilus antes, nem com o Citius agora.

Mas não vou deitar foguetes antes da festa... É que nestas coisas da informática o computador manda mais que nós..
09.Abril.2008
... : Marcos
E se os magníficos computadores que o Estado está a fornecer aos juizes por uma mero acaso avariarem... quid juris?
Não que esteja a por em causa a sua ínsita qualidade.

09.Abril.2008
... : integral
Marcos, os magníficos computadores que o Estado está a fornecer aos juízes têm 512 mb de ram e empancam logo na actualização do citius/habilus.
A resolução gráfica é de tal ordem inoperacional que é necessário uma lupa para trabalhar com os programas mais básicos e para trabalhar com o citius é necessário um microscópio para ver os botões e os menus.
A resolução gráfica pode ser alterada mas fica tudo distorcido.
Coisas que se tivesse sido optado por uma outra marca menos conhecida, ter-se-ia adquirido computadores com o dobro ou triplo da capacidade, a menor preço e com melhor operacionalidade. Mas como se trata de esbanjar dinheiro dos contribuintes e de depois acusar os juízes de não quererem trabalhar (mas não é por não quererem, mas sim por não poderem, nestas condições), então está tudo bem.
Ah. Hoje ainda não consegui entrar no citius. Está a actualizar. Já lá vão duas horas sem poder despachar nada no citius. Depois a culpa será minha, obviamente.
09.Abril.2008
... : Administrador In Verbis
Comentador «Integral»
Deparei-me com o mesmo problema quanto ao tamanho dos caracteres e botões nos vários programas instalados no computador fornecido, mas esse problema tem solução.
Para aumentar a resolução gráfica / visualização dos caracteres, no Painel de Controle do Windows, seleccione «Visualização», premindo a seguir no separador «Definições» e dentro deste, no botão «Avançadas».
Depois, onde consta «Definição de Valor», seleccione «Tamanho grande (120pp»), premindo depois «OK».
Terá que reiniciar o computador, mas a partir desse momento todos os programas estarão configurados para uma visualização mais fácil e sem necessidade de lupas ou microscópios. Espero ter ajudado.

09.Abril.2008
... : Barracuda
Meus caros cocomentadores: se os arrependidos se salvassem eu iria para o céu dos que não creem no milagre da informática para resolver os problemas do funcionamento dos tribunais. Este nosso governo está sentado numa bola de saltos e por isso não pisa o chão da realidade. Senta-se na bola e dá saltos. Não caminha nem depressa nem devagar para a melhoria do sistema. Vivi uma experiência de início de informatização num organismo onde tudo se escrevia à máquina (não foi há meio século, acreditem) e pensava eu que a informática nascente podia dar uma ajuda para as sbstituir e, além disso, à medida que progredisse a capacidade de memória dos servidores e PCs, dispensar frequentes deslocações a arquivos para consulta de elementos. Bati-me, com oposição quase de 99 por cento de todos aqueles que como eu deveriam adaptar-se ao sistema. Não sei se me cabe o mérito de convencer os decididores se ao invés foi o poder da negociata de quem viu na informatização em projecto um filão para vender máquinas e programas. Provavelmente, pois a informatização acabou por vingar. Não a prevista por mim mas a mais conveniente para os fornecedores e sociedades de manutenção. Acabou por engolir todos os serviços. Numa primeira fase foram chamados os "curiosos" com formação na casa. Pouco depois, todavia, os recursos humanos da prata da casa revelaram-se insuficientes e inadequados, o monstro engordou e cresceu como um tumor canceroso.Hoje arrependo-me de ter falado em informatização e verifico, sem espanto aliás, que muitos dos que vociferavam cobras e lagartos contra a minha iniciativa são hoje fervorosos defensores do tudo por computador, viram a sua carreira melhorada pela sua insaciável defesa do progresso da informatização e quando lhes lembro o seu ponto de partida (mauzinho e língua de víbora) bem... bem.. mudam de conversa e falam de progresso... Ora eu estou certo de que um dia destes o sistema será de tal modo oneroso, inseguro quanto à privacidade dos dados tratados por essa via, vulnerável em caso de catástrofe ou atentado e consumidor de energia e recursos em horas infindáveis de formação devido a constantes alterações e incompatibilidades de sistemos de operação e máquinas que o monstro vai ter de sofrer cura de emagrecimento e reduzido ao mínimo necessário e suportável em termos materiaos e humanos. O nosso governo reage como um novo rico deslumbrado com as novas tecnologias, como o mendigo numa rua do Porto com um telemóvel da última geração a chamar para o virem recolher, finda a jornada, o que aconteceu minutos depois. Já me tinha levado uns euritos. A partir daí, nem mais um cêntimo. É que eu tenho um telelé com 10 anos e serve plenemente para o seu fim útil. Fazer e receber chamadas. Se eu pudesse fazer o mesmo ao governo, mandá-lo ao T0TTA, e fosse seguido por outros que n se conformam em andar a trabalhar para dar 60 por cento ao fisco em taxas e impostos vários, o governo arrumava o balão de saltar e punha os pés na terra. Assim vai cantando e rindo... a empenhar duas ou três gerações futuras e dando aos próximos no regabofe a desculpa de que não foram eles quem decidiu hipotecar o nosso futuro. Assim iremos na nossa sacripanta rambóia.
10.Abril.2008
... : optimista (ou otimista?)
Boa tarde a todos os colegas de "forum",
Permito-me relatar a minha experiência: tinha uma acção sumária a apresentar em Sintra e usei (obrigatoriamente) o Citius. Fiquei meio "grego" de passar os 12 documentos de texto e 2 fotografias pelo scaner e os colocar num só ficheiro. Quando finalmente consegui este tinha mais de 3 mb e foi recusado.
Tive de enviar a capa, o articulado, o comprovativo da taxa de justiça e as procurações pelo Citius, e os documentos por e.mail.
Correu tudo muito bem, incluindo a leitura da assinatura digital, sobre a qual tinha alguns receios.

Quando tentei enviar os documentos por e.mail este foi recusado porque o receptor não tinha capacidade disponível para receber o anexo.
Tive então de dividir o ficheiro em 3 partes e enviar 3 e.mails com 3 anexos para fazer a apresentação integral da acção.

Foi a minha primeira experiência e não estou certo de que tenha scaneado bem os documentos ( do ponto de vista do formato), mas se 12 documentos de texto ultrapassam em muito os 3 mb disponíveis, que dizer de processos com 20 ou 30 docs de fotos e texto ?
Como sou optimista, espero que os responsáveis vejam este forum, aprendam e corrijam...


10.Abril.2008
... : LABOR
Isto é giro não só porque se aprendem umas coisas mas tb porque se dizem umas graças. Solidária falou em 30-6: então não estava anunciado 1 de Janeiro para todos os tribunais ou estou enganado?
Marcos: se os PC dos juízes avariarem não é feita justiça, é uma injustiça.
O pior é que dantes a tinta e as canetas eram inesgotáveis, enquanto que agora o risco está nas avarias do programa e na eventual falta de energia.
Mas sejamos claros sobre a razão de tudo isto. Há uma contínua busca de soluções em vista de determinados objectivos. Obstar à morosidade e obter economia. Quanto à morosidade processual, não vejo, para já, que haja ganhos. Quanto à economia ela será manifesta do lado dos tribunais: não há deslocações, os tribunais gastarão menos, pois o gasto de material (luz, papel, etc) é reduzido ou assegurado por quem trabalha em casa. Aliás, parece que a tendência é para pôr o pessoal do Estado a trabalhar em casa.
De resto, acho que o novo nome de programa está bem visto. Primeiro, porque Habilus era homem primitivo (os criadores ou mentores não tiveram coragem para o designar de sapiens, não sabemos se por modéstia se por reconhecimento). Segundo, porque citius apela aos jogos olímpicos (certo? citius, altius, fortius...). Só tem "um" defeito: é que citius tem o sentido de mais veloz. Ora, pelos comentários se vê que não conjuga bem, para já. Ou será que citius é antecipação da reforma ortográfica e subsitui a palavra sítios. Ou cite-os?
Que acham do Manual do dito? E anunciam-se alterações ao mesmo...
12.Abril.2008
... : AS
Bom, depois de uma tentiva falhada no envio de um requerimento para Sintra, ainda na fase "experimental", anterior ao lançamento do CITIUS no dia 7 de Abril, tenho conseguido enviar os requerimentos sem problemas de maior.
E devo mesmo dizer que, apesar da necessidade de converter os documentos para PDF e da necessidade de controlar o tamanho dos ficheiros e de, por isso e por vezes, ter preciso alterar as definições do scanner, prefiro mil vezes esta nova forma de envio, do que estar, 15 minutos antes da meia-noite do último dia do prazo, a tentar enviar e-mails para os Tribunais (que às vezes os não recebem ou não conseguem abrir) ou a tentar enviar faxes para aparelhos muitas vezes desligados, ou ligados a telefone, apenas para no dia seguinte ter de fazer cópias de tudo e enviar originais, duplicados e cópias de segurança, por carta registada, de novo para o Tribunal.
Para um advogado, o sistema -- embora exija uma alteração no modo de funcionamento habitual e uma aprendizagem de novos métodos ou conhecimentos técnicos -- tem inegáveis vantagens.

16.Abril.2008
... : Raquel Prata
Solidária:
Para minorar este problema:
"já que para visualizar o nº do processo que pretendo despachar, tenho que o detectar no quadrado colocado no canto superior direito do computador, que ocupa cerca de 1/6 do ecran, o que se torna tarefa esforçada para os olhos.",
costumo, em vez de andar à procura do nº. do processo na Pasta dos Processos Conclusos, inseri-lo no espaço em branco situado no canto superior esquerdo, e clicar "Enter".


Quanto ao tamanho dos caracteres a que se referiu o comentador Integral, e no seguimento da muito útil sugestão do caro Administrador, eu, que já fui operada à miopia, tenho seleccionado o tamanho "Muito grande". Perde-se em configuração, e não se conseguem visualizar as janelas do Módulo "Consultas" (ficam fora do écran), mas poupa-se um bocado os olhos.


19.Abril.2008
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