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O desemprego no nosso País não pára de aumentar, em
termos homólogos (6,5%) e trimestrais (0,9%). A taxa de desemprego foi de 7,9%
no 3.º trimestre, sendo a mesma que se verificou no 2.º trimestre mas aumentou
0,5 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2006. Os desempregados
são agora 444,4 milhares.
Em comparação com o ano
anterior, o desemprego aumentou mais entre os homens e os adultos maiores de 35
anos (mais 15,7%). Destaca-se também o significativo aumento do desemprego
entre os detentores do ensino superior (mais 19,8%), que são agora 64,7
milhares. Apesar de uma ligeira diminuição, o desemprego de longa duração
mantém-se elevado (48,6% do total). A taxa de desemprego feminina aumentou para
os 9,3%.
O aumento da taxa de desemprego verificou-se em todas
as regiões, excepto no Centro e no Alentejo, sendo os maiores acréscimos no
Norte, Lisboa e Algarve, as duas primeiras com as taxas de desemprego mais
elevadas por região (9,5% e 9,2%, respectivamente).
O emprego aumentou 0,3% em
termos homólogos, tendo diminuído 1% na agricultura, silvicultura e pescas. O
emprego por conta de outrem diminuiu 0,3%, ao mesmo tempo que a precariedade
contabilizável aumentou de mais de 1 ponto percentual face ao período homólogo,
atingindo agora mais de 895 milhares e afectando quase 23% dos trabalhadores
por conta de outrem. O emprego a tempo completo diminuiu quase 1%, tendo o
emprego a tempo parcial aumentado mais de 9%.
(...) Por outro lado, o emprego criado continua na sua
maioria a ser precário, mal pago e sem direitos e cresce ainda o trabalho com a
figura por conta própria, que não são mais do que falsos independentes. Estes
últimos trabalhadores são em grande parte por conta de outrem e o mais grave
ainda, é que tem que assumir sozinhos as contribuições para a Segurança Social, tem uma frágil
protecção Social e suportam ainda o IVA.
In Comunicado da CGTP-IN | 20.11.2007
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