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Aumento do desemprego criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
20-Nov-2007

ImageO desemprego no nosso País não pára de aumentar, em termos homólogos (6,5%) e trimestrais (0,9%). A taxa de desemprego foi de 7,9% no 3.º trimestre, sendo a mesma que se verificou no 2.º trimestre mas aumentou 0,5 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2006. Os desempregados são agora 444,4 milhares. 
Em comparação com o ano anterior, o desemprego aumentou mais entre os homens e os adultos maiores de 35 anos (mais 15,7%). Destaca-se também o significativo aumento do desemprego entre os detentores do ensino superior (mais 19,8%), que são agora 64,7 milhares. Apesar de uma ligeira diminuição, o desemprego de longa duração mantém-se elevado (48,6% do total). A taxa de desemprego feminina aumentou para os 9,3%.
O aumento da taxa de desemprego verificou-se em todas as regiões, excepto no Centro e no Alentejo, sendo os maiores acréscimos no Norte, Lisboa e Algarve, as duas primeiras com as taxas de desemprego mais elevadas por região (9,5% e 9,2%, respectivamente).

O emprego aumentou 0,3% em termos homólogos, tendo diminuído 1% na agricultura, silvicultura e pescas. O emprego por conta de outrem diminuiu 0,3%, ao mesmo tempo que a precariedade contabilizável aumentou de mais de 1 ponto percentual face ao período homólogo, atingindo agora mais de 895 milhares e afectando quase 23% dos trabalhadores por conta de outrem. O emprego a tempo completo diminuiu quase 1%, tendo o emprego a tempo parcial aumentado mais de 9%.
(...) Por outro lado, o emprego criado continua na sua maioria a ser precário, mal pago e sem direitos e cresce ainda o trabalho com a figura por conta própria, que não são mais do que falsos independentes. Estes últimos trabalhadores são em grande parte por conta de outrem e o mais grave ainda, é que tem que assumir sozinhos as contribuições  para a Segurança Social, tem uma frágil protecção Social e suportam ainda o IVA.

In Comunicado da CGTP-IN | 20.11.2007

Comentarios (8)add
... : Mendes de Bragança
O professor Moreira diz o contrário. Mas alguém o leva a sério?
Ora vejam o que ele escreveu no seu blogue Causa Nossa

O "objectivo"
Penso que os governos -- ou os partidos candidatos a serem-no -- não se devem comprometer com objectivos quantificados sobre variáveis que no fundamental não controlam, como é o caso da criação de emprego, que depende essencialmente do crescimento da economia. Mas a verdade é que o Governo está em boas condições para preencher o objectivo de criação de 150 000 postos de trabalho durante a legislatura, pois já foram criados mais de 100 000 até agora, a quase dois anos do termo do mandato.
Se a taxa de desemprego, agora estabilizada depois de uma subida contínua, começar a diminuir, Sócrates pode celebrar mais um sucesso.
[Publicado por Vital Moreira] [18.11.07] [Permanent Link]

20.Novembro.2007
... : Antígona
É verdade que o Governo diz que foram criados 100.000 postos.
Está bem. É verdade...
Mas perderam-se 200.000.
É só fazerem as contas e verão o saldo.
Que interessa serem criados 150.000 postos e nesse período perderem-se 300.000 ? ... O saldo continua negativo.

Para já não falar daqueles que estão desempregados, mas que foram excluídos das listas dos centros de emprego, por ter passado o prazo em que recebem subsídio de desemprego ou das várias formações. Essa cifra negra ninguém a conhece, mas toda a gente sabe que existe.
20.Novembro.2007
... : jurista portugues
A verdade é que os números não são credíveis.
Donde vieram 1500 trabalhadores portugueses que estão actualmente a trabalhar na ruínas das Torres Gémeas? E os 100.000 trabalhadores da construção civil que labutam em Espanha? E os cerca de 10.000 portugueses que mensalmente vão viver para Londres? E os que vão para Angola, para o Brasil, para a Alemanha, para a Austrália, para o Canadá e para os USA? E o milhão e meio de portugueses em França?
Se calhar vieram todos do Vietname?!
As inverdades apesar de repetidas, não se transformam em verdades, por esse facto.
Mais dia, menos dia, este Estado, podengo, borolento e habilidoso, vai administrar-se a ele mesmo.
Deixa de haver administrados para ficarem só os administradores.
É como a novela ficcional da sustentabilidade da segurança social.
V.G.leitura ao sitio da OCDE.






21.Novembro.2007
... : descontente
Não sejam pessimistas caros bloguistas...
Então não vêem que o País está a melhorar a olhos vistos?
O Manuel Pinho já veio dizer que a "crise acabou".
O "Ministro da Justiça" aproveitou logo para renovar o parque automóvel.
Afinal já foram criados 100.000 empregos.
Os Tribunais vão ser descongestionados.
A fantochada segue dentro de momentos...
21.Novembro.2007
... : Mário Rama da Silva
Caro descontente

Gostei dessa do "segue dentrode momentos". Na verdade este governo faz tantos intervalos para publicidade como os canais de televisão.
22.Novembro.2007
... : descontente
Caro Mário Rama da Silva,
Se pelo menos o Governo fizesse tantos intervalos para publicidade como os canais de TV, não fazia tantas asneiras.
smilies/wink.gif
22.Novembro.2007
... : Grande Manitu
A culpa de desemprego não é apenas do governo (que é, sem dúvida, incompetente e formado por pessoas medíocres).
A sociedade civil e o sector económico são igualmente responsáveis pela estagnação do país e pelo crescimento do desemprego.
Este não é um país de empresários empreendedores e criativos, capazes de gerar riqueza e emprego. É o país do empresário da fuga ao fisco, das falências fraudulentas, dos contratos a prazo e dos recibos verdes.
22.Novembro.2007
... : Pedro Almeida : http://mercadotrabalho.net/
Mas vejamos, o Governo tem neste momento uma elevada percentagem de serviços de auxilio a criação de empresas online. É fácil criar uma empresa e temos acesso a toda a informação que nos permite ter sucesso no futuro. O desemprego não desaperece assim de um momento para o outro. Sejamos optimistas e informemo-nos.

http://mercadotrabalho.net/
08.Dezembro.2007
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