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As baldas dos Deputados criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
04-Mai-2007

Os deputados baldaram-se ao debate sobre o acesso à Justiça. Dos 230 deputados, só 30 estavam no hemiciclo. «Parecia a escolinha... O vice-presidente da Assembleia da República, António Filipe, viu-se ontem obrigado a mandar tocar a campainha a chamar os meninos, perdão, os deputados».

Na tarde de ontem, poucos foram os deputados que quiseram ouvir os argumentos sobre a proposta de lei do Governo para facilitar o acesso à Justiça. No fim da discussão, só estavam dentro da sala do plenário o secretário de Estado João Tiago Silveira, 36 parlamentares... e algumas moscas.
Pelas 19h30, estava Helena Pinto do Bloco de Esquerda a falar quando a campainha se ouviu nos corredores para chamar os senhores deputados à sala. Havia falta de quórum e António Filipe, deputado do PCP e vice-presidente da Assembleia da República - que ontem estava a presidir os trabalhos em substituição de Jaime Gama - foi obrigado a intervir.
Às 19h40 o número de parlamentares já passava os 40, mas ainda não era suficiente. Para uma reunião plenária continuar têm de estar, no mínimo, 46 deputados, dos 230 que lá têm lugar.
Por volta das 20h00 o quórum compôs-se, mas ficou pelos 47 deputados. Valeu o esforço de cada grupo parlamentar, que, depois do aviso de António Filipe, começou a chamar os seus deputados.
Estiveram em falta deputados como Alberto Martins, o líder da bancada parlamentar socialista, Paulo Portas, do CDS-PP, Telmo Correia, do mesmo partido - que apareceu enquanto soavam as campainhas - e Marques Mendes, o líder do PSD. Entre muitos outros, claro.
Em discussão, e já depois das votações, que normalmente são às quintas-feiras por volta das 18h00, estava uma proposta de lei que pretende alterar o regime de acesso ao direito e aos tribunais. O objectivo é "permitir o alargamento da concessão de protecção jurídica", como se pode ler no documento.

O que eles discutiam
A proposta de lei para alterar o regime de acesso à Justiça prevê uma revisão dos critérios de apreciação da insuficiência para efeitos de protecção jurídica e de contabilização do número de elementos do agregado familiar.
Pretende-se abrir também caminho para "a introdução de novas regras relativas à admissão dos profissionais forenses ao sistema de acesso ao direito, nomeação de patrono e de defensor (oficioso) e pagamento da respectiva compensação".
"Prevê-se a regulamentação, designadamente, do modelo de recrutamento e selecção dos profissionais forenses que assegure a qualidade dos serviços prestados, da participação de advogados, advogados estagiários e solicitadores no sistema de acesso ao direito e da possibilidade da nomeação dos profissionais forenses ser realizada para lotes de processos e de diligências avulsas", lê-se na proposta.

SÓNIA TRIGUEIRÃO | 24 HORAS | 04.05.2007

Comentarios (11)add
... : Eça de Queirós Alternativo
Coitados, certamente teriam mais que fazer do que perder tempo com um assunto de somenos importância.
Afinal de contas, o sitema de justiça é ou não para destruir ?
Estabeleça-se o voto por procuração e o assunto fica resolvido.
07.Maio.2007
... : bjadvog
temos de compreender esta ausência generalizada. Dada a hora do debate os deputados ficaram divididos entre a discussão sob o tema da justiça e a floribella ou o episódio 700.000 dos morangos com açucar. É triste. Está eplicado porque ganha o Salazar o concurso de personalidade portuguesa....
Não há valores na classe que deveria dar o exemplo.
08.Maio.2007
... : Eça de Queirós Alternativo
«Não há valores na classe que deveria dar o exemplo.»
Não há ?
Ai há, há !
Que valores !
Que exemplo !
Vou mas é para Bristol com o João da Ega e o Craft; ou então para a Granja com o Ramalho.


08.Maio.2007
... : Marcolina
E pensar que aqueles que trabalham (sim, trabalham) nos tribunais é que são apelidados de priviegiados! Senhores Deputados, Vossas Exclências envergonham a nação!

10.Maio.2007
... : Carol
Só lá estavam 30??!!!
Provavelmente não foi só nesse dia!!! Será sistemático e o que andam eles a fazer??!! a tratar das suas vidinhas!!!E o ordenado não na mesma ao fim do mês?? Como são eles considerados funcionários públicos??? Seria uma óptima idéia começar a redução por eles já que um deles ganha tanto como dez funcionários públicos seria uma boa economia para os cofres do Estado!!! Fora com eles!!!!
16.Maio.2007
... : Carol
Fora com a maior parte deles só dão prejuízo ao país!!!

16.Maio.2007
... : joaquina
Numa altura em que a nossa legislação mais de 60% são directivas comunitárias para que precisamos de tantos deputados!?! Sócrates devia de começar a diminuir o funcionalismo público pela classe política porque essa classe é que está a pôr o país na miséria!!!
16.Maio.2007
... : Cancioneira Geral
Sugiro que a redução comece pelo Sócrates e pela sua corte...
21.Maio.2007
... : Leo
Porque será que esta vergonha nacional «na forma continuada» não é noticiada nos telejornais?
Deve ser por este brilhante serviço à «res publica» que o PS, perdão o Sócrates ( os outros não passam de «verbos de encher» não quer reduzir o número de deputados!
Sempre dão jeito para distribuir pelos acólitos!

21.Maio.2007
... : AMR
Caro LEO tem toda a razão quando diz o PS. Sabia que quer dizer "Partido do Sócrates"? Os outros (do mesmo partido) são todos miragem....
Estamos numa " ditadura encapuçada".
Vêm os nossos "governantes"(?) mandar apertar o cinto enquanto aquela ... (dificil encontrar o nome para os definir) ... "gente", gozar com a cara dos Portugueses.
E ainda por cima têm subsídios de reintegração quando acabam o mandato na Assembleia da República. A pena de prisão, vê-se mesmo, deve ser grande.
24.Maio.2007
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