header image
Início seta Sistema Político seta 6000 portugueses "na hora"
6000 portugueses "na hora" criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
28-Nov-2007

Seis mil imigrantes obtiveram a nacionalidade portuguesa este ano, um número que é já quatro vezes superior à média dos anos anteriores. É a consequência da nova lei da nacionalidade que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro e que tem já 25 mil processos abertos até Outubro deste ano.

A informação foi avançada pelo alto-comissário para a Imigração e Diálogo Cultural, Rui Marques, ontem, na apresentação de um estudo da OCDE, "Integração dos Imigrantes no Mercado de trabalho em Portugal". E um dos problemas detectados é a dificuldade dos filhos dos imigrantes em se integrarem no sistema de ensino nacional, começando logo pela sua sub-representação na educação pré-escolar.Rui Marques entende que a aquisição da nacionalidade portuguesa contribui para uma maior integração da 29 geração, já que a nova lei tornou mais fácil a naturalização, sobretudo para quem nasce em Portugal. E muitos dos novos portugueses são menores. "A questão da nacionalidade cria condições para uma maior igualdade formal, o que não é pouca coisa. No limite máximo do ensino básico, todas as crianças que nascem em Portugal são portuguesas", disse.

Mercado laboral
Os imigrantes têm uma maior taxa de actividade que os nacionais, mas também são os mais atingidos pelo desemprego. Outro dos problemas é desadequação dos empregos às habilitações de uns (é o caso de 80% dos imigrantes da Europa de Leste) e a falta de qualificação e formação de outros (em especial, entre os caboverdianos). Além de que os estrangeiros ganham entre dez a vinte por cento menos que a média dos nacionais, "que já de si possuem salários baixos", salientaram Martine Durand, Thomas Liebig e George Lemaitre, os especialistas da OCDE responsáveis pelo estudo. Mas este é um quadro que se repete nos outros países em que fizeram o mesmo tipo de análise: Austrália, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha e Suécia.
Para alterar a situação, os técnicos recomendam a agilização e harmonização no reconhecimento das habilitações, a aposta no ensino da língua portuguesa e uma maior fiscalização para combater a imigração ilegal e a economia formal. 

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 28.11.2007 

Comentarios (0)add
Escreva o seu Comentario

Este post foi bloqueado. Impossivel adicionar comentarios.


busy
 
< Item anterior   Item seguinte >
Sondagem