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A propósito da recente entrevista do Dr. Laborinho Lúcio, na qual foram tecidos comentários ao sistema de justiça português, encontra-se no sítio do Fórum Permanente Justiça Independente, um artigo onde se manifesta surpresa sobre "a simplicidade com que um membro do CSM se permite publicamente fazer comentários a decisões judiciais ainda não transitadas em julgado, portanto pendentes". Por outro lado, «retoma a sua "velha bandeira" do Conselho Único, retirando da sua composição elementos eleitos pelos seus pares, tornando-o um órgão eminentemente político-partidário».
No citado artigo enuncia-se que «sendo o CSM a entidade pública com competência para o exercício do poder disciplinar sobre os juízes, bem como quem aprecia do mérito dos mesmos, não compreendemos como um seu membro se permite tecer considerações que recaem necessariamente sobre a actuação de juízes no exercício das suas funções, as quais poderão vier a ser alvo de apreciação (disciplinar ou de mérito) por parte desse mesmo Conselho, de que o Senhor Dr. Laborinho Lúcio faz parte. Afigura-se-nos que tal postura se apresenta, no mínimo, como imprudente, fragilizando a autoridade de quem julga e a credibilidade da instituição Tribunais. Podemos mesmo questionar se tal atitude não representa por si só uma interferência na própria independência dos juízes, na medida em que pode condicionar a sua actuação: se hoje um membro comenta negativamente esta decisão, amanhã outros o poderão fazer quanto a outras... »
Por outro lado, a propósito do Conselho Único, o autor do artigo referencia que «Esquece (embora não ignore) o Senhor Dr. Laborinho Lúcio existir Recomendação do Conselho da Europa que vai no sentido dos Conselhos Superiores da Magistratura deverem ser integrados por maioria de Juízes, ou, na pior das hipóteses, pelo mesmo número de elementos que os membros designados pelo poder político, sendo que a razão de ser de tal recomendação assenta na necessidade de garantir ao cidadão aquilo que o Senhor Dr. Laborinho Lúcio nesta mesma entrevista antes apregoou - uma Justiça independente, alicerçada em juízes independentes, isentos e imparciais. Esquece ainda o senhor Dr. Laborinho Lúcio que a actual composição do CSM já é maioritariamente constituída por elementos designados pelo poder político e que as ineficiências de tal entidade ficam a dever-se em grande medida à inércia governativa que sempre criou obstáculos à sua modernização designadamente não viabilizando a criação duma nova e moderna organização interna».
O texto integral do artigo, encontra-se publicado no sítio Justiça Independente, para cuja ligação se passa a remeter:
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