Qual deve ser a alternativa ao "Procurador Especial" proposto por alguns sectores políticos ?
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A Assembleia da República deve constituir-se assistente ?
O Partido Socialista propôs que o Parlamento possa constituir-se assistente e, como tal, para além de poder indicar provas e requerer diligências, ter o direito de deduzir uma acusação independente da do Ministério Público e de recorrer de qualquer decisão judicial, mesmo que o Ministério Público o não faça.
Paulo Rangel, Secretário de Estado da justiça no Governo de Santana Lopes, entende que tal direito contraria tradição do sistema jurídico português e subverte o principio da separação dos poderes, podendo eventualmente configura-se como uma pressão política sobre o tribunal.
A instrução deve passar a ser obrigatória nesses casos ?
Uma outra proposta, é aquilo que José Maria Rodrigues da Silva escreveu no Notícias da Manhã [cfr. link]. «Porque não recorrer ao juiz e não Parlamento?». Naturalmente que estaria circunscrito aos crimes tributários e a crimes contra as pessoas de titulares de órgaos de soberania, de titulares dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas e dos membros dos órgãos do poder local, o que se consubstanciaria simplesmente pela alteração do art.º 286.º do Código de Processo Penal.
Haverá outras soluções ?
Designadamente, prever nos deveres do Procurador-Geral da República que, quando estejam em causa crimes contra as pessoas de titulares de órgaos de soberania e de titulares dos órgãos de governo próprio das regiões autónoma, a obrigatoriedade do mesmo avocar em exclusivo para si o inquérito (sem prejuízo da equipa que pretenda formar para esse efeito) ?
A previsão actual é a melhor solução ?
Ou simplesmente tudo deve manter-se como actualmente, sendo toda esta questão simplesmente o resultado de um processo mediático - de Camarate - que já teve decisão pelo órgão de soberania competente - sem que os órgãos de soberania que poderiam eventualmente sujeitar a diferente solução tenham legislado em tempo oportuno, mas que agora pretendem ver prevalecer uma ideia política sobre o regular funcionamento das normas gerais e abstractas, aplicáveis a todos os cidadãos em igualdade de circunstância ?
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