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29-Jan-2008 |
 Revelou o "Sol" que uma sociedade "off shore" comprou, em 7 de Dezembro
passado (quando já eram conhecidas por alguns "happy few" bem colocados as
conclusões do LNEC sobre Alcochete), uma herdade na zona onde vai ser construído
o novo aeroporto por 250 milhões de euros (6,52 euros o m2). Imagine-se quanto
passou a valer o terreno quando, um mês depois, o Governo divulgou a escolha,
que, pelos vistos, os sócios da tal "off shore" (que, como os encapuzados que
financiaram o estudo da CIP, são anónimos) já conheciam. Evidentemente que nunca
haverá, no caso, prova de coisa nenhuma, muito menos de tráfico de influências.
O bastonário deve, pois, calar-se sobre o assunto, já que, não podendo ordenar
escutas, realizar buscas, interrogar suspeitos ou inquirir testemunhas, não terá
"provas" para apresentar. Também o ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo
Morais, não tinha "provas". Nem o general Garcia dos Santos, que denunciou a
corrupção na JAE, onde, apesar de uma auditoria ter revelado que "voaram" 108
milhões de contos, nunca se descobriram "provas" contra ninguém. Hoje, em
Portugal, só aparecem "provas" quando um Silva qualquer furta uma pasta de
dentes num supermercado. As leis penais e processuais penais aprovadas pela AR
encarregam-se disso.
MANUEL A. PINA | JN | 29.01.2008
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