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Estado criminógeno e o silêncio cúmplice da OA
08-Fev-2010
ORLANDO MAÇARICO - «A comunicação social, de forma persistente e quase impiedosa, ainda assim louvável, tem dado notícia da ominosa conduta, prima facie, de “gente respeitável e com elevado estatuto social” no desempenho de cargos políticos ...».

Sem esperança de qualquer metanóia dos protagonistas, a “letargia social” que nos anestesia é quase legitimadora.

Há, contudo, corporações públicas sectoriais que, pelas funções que desempenham, pelos fins que perseguem e pela respeitabilidade que devem merecer, não podem caminhar para o silêncio.

A Ordem é, seguramente, uma de entre elas.

Se um Estado criminógeno convida à delinquência, uma Ordem silente convida à sua aceitação.

As condutas noticiadas são subsumíveis em ilícitos que põem em causa a realização do estado de direito.

Ilícitos que legitimam qualquer cidadão a intervir no processo na qualidade de assistente.

A Ordem, enquanto estatutariamente defensora do Estado de Direito, não pode deixar nas mãos do cidadão comum aquilo que é uma sua atribuição hierática.

A deliquescência da Ordem e a detergência do Bastonário são contra dever estatutário de denúncia, enquanto corolário de uma ética prática.

Em remate, adaptando de Arendt: Como pode a Ordem, uma vez que vive numa pólis degradada por um Estado criminógeno, viver numa condição apolítica?!

Orlando Maçarico»

ORLANDO MAÇARICO (ADVOGADO) | ARTIGO REMETIDO PARA INVERBIS | 08.02.2010

Comentarios (9)add
... : piscis
...artº remetido in verbis- o. maçarico.

estado criminógeno.
oa silente.
cidadãos a intervir como assistentes.
assistentes contra quem?-o estado?
o estado não são os assistentes?
o senhor prof.doutor castanheira neves fez pouco pelo assistente
maçarico.
parabéns excelência ganhou um pombo correio.
já sei já sei não vai ser publicado.
08.Fevereiro.2010
... : Não percebo...
O Bastonário é criticado por falar e, agora, por não falar mais..?! Se há Bastonário que não se calou ou cala é este, cumprindo o seu dever estatutário, como bem disse o Dr. Orlando Maçarico.

No mais, com relação à OA, não sei...só vejo outros dirigentes a calar-se ou criticar a outros por falarem e denunciarem. Poderá ser distracção minha, quiçá....
08.Fevereiro.2010
... : Joe
Ora aí está!
08.Fevereiro.2010
... : Cabelos em pé!
Chamar à Ordem uma organização corporativa, quando ela é ua Associação Pública que tem uma função reguladora e disciplinar, é no mínimo, obra de Maçarico.

Além do mais, será que o Sr Dr Maçarico queria o Bastonário a botar faladura nos noticiários das 6ª - feiras à noite para dar maior amplitude ao regabofe geral?
De preferência a comentar as transcrições de escutas ilegalmente desviadas dos processos judidiais em segredo de justiça, ao lado de comentadores políticos de todos os matizes.
Era bonito não era?

08.Fevereiro.2010
... : Maldade
Isto só visto, o nosso BOA tornou-se discreto e respeitador!!! Será que se fosse outro, que não nosso primeiro o Sr. Bastonário ficaria calado???? Para os indefectíveis bastonetes e socráticos, aqui fica o post da deputada europeia pelo Ps, Dra Ana Gomes, no blog Causa Nostra.
"Escutas
[Publicado por AG] [Permanent Link]
Portugal está a ser atacado por especuladores internacionais, que foram irresponsavelmente espicaçados pela oposição coligada para autorizar mais endividamento da Madeira.
Neste contexto, Portugal não precisa, não pode dar-se ao luxo, de mais nenhuma crise política.
Mas ela pode estar a incubar: as escutas publicadas, extraidas do processo judicial "Face Oculta", podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta.
Nao é possivel - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA.
Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público.
É o Estado de direito democrático que pode estar em causa.

(Isto foi, mais ou menos, o que eu gravei hoje, para a rubrica "Palavras Assinadas", a passar na TVI 24)."
08.Fevereiro.2010
... : Sun Tzu
Pois é, Caros «Não percebo» e «Cabelos em pé!»
Acho é que não querem perceber mesmo, não é verdade? É que o BOA fala muito do que não deve e a qualquer hora, mas, vá lá a saber-se porquê (sabemos todos, não é assim?), do que deveria falar nunca fala...



09.Fevereiro.2010
... : Oliveirinha
Luminiscentes fogachos emana este ---, esbeltos em forma não tanto em conteúdo...
09.Fevereiro.2010
... : OK
.

Afirma o Dr. Orlando Maçarico, «Se um Estado criminógeno convida à delinquência, uma Ordem silente convida à sua aceitação». Permita-me, Exmo. Senhor Dr., discordar do que tão doutamente acabou de escrever. De facto, nunca este Estado, em nenhuma outra época, utilizou tantos meios no combate à criminalidade, e à repressão daqueles que ousam criticar os comportamentos públicos e privados do Grande Líder, pelo que é de rejeitar, peremptoriamente, e sem margem para dúvidas, a conclusão a que o Dr. Orlando Maçarico chegou. O Estado, contrariamente ao afirmado, através de alguns dos seus representantes, das comummente alegadas e prováveis condutas «criminógenas» dos seus membros mais destacados e das leis que estes elaboram, aprovam e publicam, foi obrigado a comportar-se como verdadeiro delinquente, não porque tivesse sido esse o seu desejo, mas sim porque nas referidas circunstâncias não lhe restava outra alternativa. Também a Ordem, pobre Ordem e pobres bastonadas que a desgraçada leva por quem tinha o dever sagrado de a proteger, não se encontra «silente» nem a mesma convida à «aceitação». A Ordem, no actual contexto, através do seu bem conhecido representante, expoente máximo do péssimo jornalismo que se faz actualmente neste desgraçado país, sob a batuta de uma hipotética agência de comunicação governamental, mantém-se activa na defesa do supra referido Estado delinquente e das respectivas condutas «criminógenas» daqueles que alguns jornais têm tido a coragem de denunciar, apesar dos ataques de que depois são vítimas e dos dissabores que tal acto de heroísmo lhes acarreta Também a Ordem, na pessoa do seu representante, como é sabido, não convida, impõe sim, sorrateiramente, a todos os seus membros, com recurso ao Boletim da Ordem dos Advogados (denominado na gíria por «Simplesmente Maria»), revista feita por jornalistas para licenciados nas universidades da minhoca verem, a aceitação de um estado delinquente e das eventuais condutas «criminógenas» de alguns dos seus mais destacados representantes.
.
09.Fevereiro.2010
... : Insolente Poetastro
É muito fácil dizer que o Estado português é criminógeno. Mas desde quando?
Desde o 25 de Abril? ou desde o 25 de Novembro? E que outro tipo de Estado é que o Dr. Maçarico preconiza? O de Cuba? O de Salazar? É isso que nunca se consegue descortinar na sua erudita prosa!
09.Fevereiro.2010
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