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03-Abr-2008 |
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No princípio, foram as declarações genéricas da existência de corrupção em cargos políticos relevantes no Estado Português. Sem que da audição parlamentar tenha advindo qualquer resultado concreto, foi adoptado um novo discurso, segundo o qual «mais do que encontrar culpados, é necessário encontrar soluções para os problemas».
No discurso de abertura do ano judicial de 2008, Marinho Pinto afirmou: «A
primeira obrigação de quem participa na administração da justiça é
pugnar pelo seu prestígio e pela sua dignificação. E a primeira
condição para que a justiça seja respeitada numa sociedade democrática
é que os seus agentes se respeitem reciprocamente. Ninguém respeitará a
justiça se os seus agentes não se respeitarem uns aos outros».
Publicada que foi esta notícia, o ataque voltou aos bodes expiatórios do costume.
Ontem, qualificou alguns juízes como reis absolutos. E no último Boletim da Ordem dos Advogados (n.º 49), exigindo respeito, qualifica alguns Magistrados como «pessoas psicologicamente inseguras e/ou tecnicamente mal preparadas», que «utilizam de forma abusiva os seus poderes funcionais (...)», sendo esses abusos «praticados unicamente por vaidade e/ou para humilhar pessoas de que se não gosta».
Respeito ? Recíproco ? Reproduz-se infra o aludido editorial da autoria de António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.
in Boletim da Ordem dos Advogados, n.º 49 (Jan/Fev 2008)
Distribuído a partir de 31 de Março de 2008 | Editorial, página 1
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