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A Idade criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
08-Abr-2008
Por vezes tem-se dificuldade em lidar com a «idade», em aceitar que a vida tem um principio e um fim, que houve um Tempo que, inexoravelmente, passou e essa dificuldade tornar-se-á, ainda, mais difícil de superar quando acompanhada do sentimento frustrante de que coisas houve que se poderia ter sido/vivido e não se foi/viveu, tantas vezes mais por culpa/inércia própria, do que por causa dos outros ou de falta de sorte na vida.
E nesses momentos de confronto com a «idade», ocorram eles mais cedo ou mais tarde, nesta ou naquela circunstância, em vez de se ter a única atitude sensata de se cantar com Sérgio Godinho «hoje é o primeiro dia do resto da minha vida» e viver-se em conformidade, mergulha-se num exercício de nostalgia do passado e de exorcismo/vingança da «idade» que curvará, em que tudo nesse passado terá passado a ser bom, mesmo que na altura, assim, não tivesse sido sentido, ao contrário do presente.
Talvez isso explique, pelo menos, em parte, o «alarido» que a recusa de uma adolescente em se ver despojada do seu telemóvel por parte da professora provocou.
Ontem haveria respeito pelos professores, autoridade, etc., era-se outra juventude, com valores, mais sadia… hoje não será assim, «rasca», violenta…
Tal como já no tempo dos Beatles outros mais «velhos» que os «velhos» que, entretanto, passaram a ser, acusavam estes, por usarem cabelos compridos, de «maricas», em oposição aos «homens» que eles teriam sido!
DR. LUÍS GANHÃO | ADVOGADO 
Comentarios (10)add
... : Alberto Ruço
Teremos sempre dificuldade em lidar com aquela idade que sentimos ser a mensageira de uma morte anunciada.

Chegamos ao fim da linha; para alguns aos momentos da Verdade.
Digo da Verdade porque é no fim da vida que podemos ter consciência daquilo que verdadeiramente tem valor na vida.
Tem valor na vida aquilo que continuar a ter valor na hora da morte.

Seria bom dizer, nessa hora, que combatemos um bom combate e permanecemos na Justiça.

09.Abril.2008
... : Barracuda
Tenho de confessar que n entendo onde o autor do texto quer chegar com a sua relativazação de valores e apreciações pelo decurso do tempo. A questão da idade como prisma de observação e análise põe-se ao nível do indivíduo. É sabido que desde que nascemos vamos tendo várias idades e não apenas o somatório dos anos passados depois do nascimento. Isso, todavia, não tem nada a ver com o caso da aluna que se ataca à professora que entendeu retirar-lhe o telemóvel no decurso da aula, seguramente não por ela o ter guardado mas por uso inaceitável por quem tem autroridade do Estado para dirigir o decurso da aula. Nem sempre bem e provavelmente algumas muito mal. Há no entanto mecanismos para reagir e o utilizado pela aluna não é desses. Pretender que amanhã atitudes como esta serão anódinas, merecerão o desinteresse actual pelos homens de cabelo cumprido, rabo de cavalo, arganel nas ventas, na língua e onde mais não digo, implica que a sociedade humana poderá funcionar harmoniosamente sem regras, sem disciplina, cada um a fazer o que o outro deixar ou não puder impedir. O autor, que apreciei em escritos anteriores, parece-me defender a fórmula de Arthur Rimbaud (1873), em "Adieu", "il faut être absolument moderne", no mau sentido, o de que as sociedades evoluem como as formas biológicas segundo a teoria darvinista, amorais, sem ética nem justiça, sem bom nem mau, impondo-se-nos como a defecação e o alimento sob pena de extinção da vida animal.Não pode ser assim porque a evolução acéfala e darvivista da sociedade é absurda e se praticável não lhe resistira nem a sociedade nem o indivíduo. Viver o dia de hoje é apanágio do indivíduo, impensável nas sociedades. O que se passou no episódio em questão é civicamente repugnante e, porque, a meu ver, reflecte e degenerescência, em matéria de valores, da nossa sociedade, leva-me a concluir que Portugal é um País adiado para as calendas gregas onde qualquer ideia de democracia só pode servir como pretexto para ludribio de lorpas.
10.Abril.2008
... : CUDABARRA
Ilustre Barracuda:
TALVEZ o autor do texto mais não quisesse - penso eu de que, filsoficamente - suscitar o dabate sobre «a «idade, como prisma de observação e análise ao nível do indivíduo» daquilo que o rodeia e a que assiste.
De resto, no que diz respeito a essa observação/análise a partir dela ao comportamento da «aluna que ataca (?!) a professora», ele não faz afirmações, antes coloca meras hipóteses, já que, se observar bem, começa por escrever «TALVEZ isso explique...».
E do debate de ideias nasce a luz!

10.Abril.2008
... : Barracuda
TALVEZ, MEM CARO SR. CUDABARRA, TALVEZ...
10.Abril.2008
... : Calvin
Oh! Amigo Barracuda
Ainda que eu não tenha problemas de «idade», havendo, até, certamente por pura invejinha, quem se queixe de eu «nunca mais crescer», afirmar que a aluna «atacou» a professora, em vez de ter «resistido» a ela (independentemente da censura que, mesmo assim, tal acto de resistencia poderá merecer), não será uma observação, filosoficamente, falando, é claro, demasiado «darvinista»?
Por outro lado, a pretendida «obscuridade» do texto em questão, que o levou a não perceber aonde o repectivo autor queria chegar, terá tido, pelo menos, reconheça-se, isso, bolas, o mérito de ter permitido que o amigo «Barracuda» pudesse expor a «luminosidade» do seu pensamento sobre a matéria! smilies/wink.gif
10.Abril.2008
... : PAUDABARRA
Eu cá por mim partilho da colega CUDABARRA, em oposição ao BARRACUDA!
10.Abril.2008
... : jesuah

ah! o senhor ganhão, desta vez, adocicou o naco nacão de prosa.
tragédias não aparecem hoje. deleita-se com a idade. bonito. a idade é contemporânea da idade. a idade foi ontem o que hoje não parece ser.
a idade é um fio que corre em certas cidades. é epico.
a idade vista ao longe fica mais turva, não deixa, porém, de ser idade.
a idade é bonita. tem uma bonita idade.
tenra idade. meia idade. idade eterna.
idade do senhor ganhão é idade certa
para certas coisas da idade..
10.Abril.2008
... : Calvin
Tchi, Meu!
Oh! «Jesuah», essa de afirmar que a idade «é um fio que corre em certas cidades» - será uma metáfora, uma hipérbole...para se referir aos «velhinhos» que povoam os bancos dos jardins das ditas, mas, nesse caso, porquê só em certas e não em todas, para já não falar nas vilas e aldeias? - deixa-me sem fôlego para acompanhar tão elevada metafísica poética-intelectual. Eu fico-me por uma simples quadra astrofísica: «Ó lua que vais tão alta, redonda que nem um taimanco, oh! Jesuah traz cá a escada, que eu não chego lá com o banco!» smilies/grin.gif
11.Abril.2008
... : Barracuda
Ainda que irrelevante, lembro que foi escrito atacou-se à professora, o q em em sentido figurado se deve entender como atirarou-se à professora, o q o vídeo demonstra. Quanto ao sentido próprio, n se diz q a aluna atacou a... se bem que na refrega o fez efectivamente. Mas isso não releva em nada para o q foi dito e se mantém. No mais, cada um na sua e oxalá lhe sirvam aquilo de q gosta.
13.Abril.2008
... : Simplesmente Maria
A idade sempre foi um problema ou melhor um pau de dois bicos.Quando somos pequenos dizem"não tens idade para fazer isso" para logo a seguir nos dizerem,"não seja pateta menina e não faças fitas,já não tens idade para isso" o que deixava qualquer um baralhao.Tenho idade para uma coisas e não tenho idade para outras.Depois crescemos tornamo-nos adultos e é basicamente é mesma coisa.Se ficamos sem trabalho,somos novos para não fazer nada.Mas depois dizem-nos que não nos podem dar emprego porque somos velhos.A esta altura do campeonato já nem eu sei se sou nova ou velha.Eu pessoalmente não gosto da palavra velho ou velha,velho é o meu carro ,velha a roupa que já não uso,agora pessoas?...
Digamos que somos um bocadinho mais gastos,leia-se experientes.Mas tenho medo da idade isso tenho,porque parece que cada vez há menos respeito pelas pessoas mais idosas.Pessoas que ainda tinham tanto para dar a sociedade são esquecidas ignoradas,porque alguém muito sabedor as acha "velhas" Não se lembram da celebre que diz"quando um velho morre arde uma bibliotca.
23.Maio.2008
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