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Se criticar, como se diz, é fácil, área que se tornará, contudo,
«pantanosa» para o fazer, será, sem dúvida, a da «educação».
Na verdade, a «educação», com a qual, aparentemente, toda a gente
anda, agora, preocupada, mais do que um problema das escolas, será
um problema de pais, de cada um de nós e da sociedade em geral, que
constituímos e somos!
Não há «educação» nas escolas que resista, quando, por exemplo,
os pais, em casa e em relação aos respectivos filhos, do seu papel
de educadores se demitem, abandonando-os à «net» ou às «play stations»,
para ele não ser incomodado a ver, na sala, uma transmissão televisiva
de futebol e ela, no quarto, uma telenovela ou, televisivamente, se
vê, constantemente, passar episódios de violência, sejam eles reais
ou de mera ficção, a mais gratuita, visando, não raro, conquistar,
apenas, «audiências/voyeurismos mórbidos», numa relação estrita
de «oferta/procura» mercantil, em que se o canal «x» passou um episódio
de violência, o «y», para não se deixar bater pela concorrência
e perder, assim, telespectadores/publicidade, deverá passar um de maior
violência ainda!
Tudo isto, claro está, para já não falar do papel «pedagogo» de
certas «figuras públicas», como Pinto da Costa, que, ainda, recentemente,
afirmava, para gáudio de adeptos em delírio e com direito a assinatura
de «livro de honra» em órgão de autarquia local em cuja área foi
inaugurar mais uma «casa» do clube por si representado, que tendo
acabado de fazer uma digressão a Marrocos, «não vira por lá camelo
algum, ao contrário dos muitos por si observados por cá»!
Que cada um saiba, pois, assumir, sem hipocrisias e honestidade intelectual,
a sua quota de responsabilidade na «educação»!
DR. LUÍS GANHÃO | ADVOGADO
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