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Os camelos da educação
03-Abr-2008
Se criticar, como se diz, é fácil, área que se tornará, contudo, «pantanosa» para o fazer, será, sem dúvida, a da «educação».
Na verdade, a «educação», com a qual, aparentemente, toda a gente anda, agora, preocupada, mais do que um problema das escolas, será um problema de pais, de cada um de nós e da sociedade em geral, que constituímos e somos!
Não há «educação» nas escolas que resista, quando, por exemplo, os pais, em casa e em relação aos respectivos filhos, do seu papel de educadores se demitem, abandonando-os à «net» ou às «play stations», para ele não ser incomodado a ver, na sala, uma transmissão televisiva de futebol e ela, no quarto, uma telenovela ou, televisivamente, se vê, constantemente, passar episódios de violência, sejam eles reais ou de mera ficção, a mais gratuita, visando, não raro, conquistar, apenas, «audiências/voyeurismos mórbidos», numa relação estrita de «oferta/procura» mercantil, em que se o canal «x» passou um episódio de violência, o «y», para não se deixar bater pela concorrência e perder, assim, telespectadores/publicidade, deverá passar um de maior violência ainda!
Tudo isto, claro está, para já não falar do papel «pedagogo» de certas «figuras públicas», como Pinto da Costa, que, ainda, recentemente, afirmava, para gáudio de adeptos em delírio e com direito a assinatura de «livro de honra» em órgão de autarquia local em cuja área foi inaugurar mais uma «casa» do clube por si representado, que tendo acabado de fazer uma digressão a Marrocos, «não vira por lá camelo algum, ao contrário dos muitos por si observados por cá»!
Que cada um saiba, pois, assumir, sem hipocrisias e honestidade intelectual, a sua quota de responsabilidade na «educação»!
DR. LUÍS GANHÃO | ADVOGADO
Comentarios (7)add
... : Alberto Ruço
As crianças hoje são educadas na rua porque passam a maior parte do tempo fora de casa e da família.
E em casa a televisão é que educa as crianças porque é a ela que ligam e não aos pais.

A aluna que gritou com a professora fez-me lembrar os adolescentes da série «Morangos com Açucar» que não falavam uns com os outros, gritavam e ralhavam permanentemente uns com os outros.

Na televisão a mentira, a burla, a dissimulação, o que é mais fácil, a boa vida sem trabalho, aparecem como algo natural.
É natural que a mentira, a manhosisse, a arte de furtar triunfem, porque dão vantagens.
Quem for honesto e simplesmente cumpridor tem menos hipóteses.

Fomos conduzidos a isto, mas há que reagir.

Agora culpamos os professores como se o papel destes fosse o de educadores.
E não é. A missão do professor é ensinar e só residualmente educar.

O Estado é que tem decriar condições para que os professores possam ensinar.

03.Abril.2008
... : Mário Rama da Silva
Ia comentar. Depois de ler o primeiro comentário já nada tenho a dizer se não que adiro inteiramente.
04.Abril.2008
... : Barracuda
Vejam só! O autor deste texto já nos brindou com outros de igual jaez e sinto que não é demais agradecer-lhe. Sóque chove no molhado: vivemos entregues a ume geração de mal formados em todos os domínios, desde o cívico, que mata e destroi propriedade nas estradas e por esse país fora conspurca e polui com tudo o que imaginar se possa, até ao académico, uns pedantes cheios de diplomas iniversitários para tudo, até para recolher o lixo nas ruas, e que na realidade foram burlados por universidades de faz de conta tuteladas por governos de faz de conta porque o negócio a todos aproveitava, a uns com diplomas e a outros com negócios sem escrúpulos. Portugal, como tenho dito, é um acampamento de ciganos e mais se verá à medida em que o País se vir encostado à parede. Que fazer desta geração de incompetentes para quase tudo e que se atrevem a preencher cagos que só pessoas altamente qualificadas poderiam exercer? Repare-se na diarreia legislativa: nada tem de jurídico, trata-se de enumerações e descrições, sem conceitos, sem interligação com um sistema jurídico, simplesmente amontoadas e que seria necessário varrer sem mais análise e fazer algo de totalmente novo, simples, jurídico, que os nossos magistrados pudessem interpretar com base nos conhecimentos de ciência jurídica de que a universidade os deveris equipar. Tive há dias a pachorra de ler várias resoluções do Conselho de Ministros que alteravam a Reserva Ecológica Nacional em várias áres autárquicas. Seria normal que se invocassem razões próprias de cada uma e não seriam certamente as mesmas. Pois bem: deparei exactamente com os mesmos textos (corta e cola) que não diziam nada de concreto e que manifestamente foram utilizados como um carimbo, com um espaço em branco para cada autarquia! O resto vai na mesma. Palavras sem nexo, favores disfarçados, oportunismos escondidos com o rabo de fóra. Não admira por isso que a escola vá mal. Tudo vai mal e o fim vai ser trágico: porque o povo é covarde, crédulo, invejoso, desconfiado, atomisado e sempre à espera que o toto lhe resolva a ambição de ser milionário, a cabeço cheia de bola, de goelas abertas a berrar às armas antes do início de um encontro internacional em que é suposto tratar-se de desporto e não de guerra! Portugal é isto e é bom que haja quem o denuncie. Destapem as feridas! É uma ajuda para medidas profilácticas e de tratamento. Basta de hipocrisia.
04.Abril.2008
... : jesuah

Abbati,medico, potronoque intima pande.

espero eu.
gerir o verbo melodramático como faz o senhor ganhão é absurdo.
apontar o dedo é feio como é feio repetir o infinito.
finite, senhor ganhão, com a tragédia dos tugas. seja positivo.
poder omnia.
não há pachorra para tanta tragédia, nem os gregos.
creia, escrever assim como o faz é gerir mal o negócio.
deixe isso para o correio da manhã.
agora, fica bem e rende benesses e missas
cicutar o pinto da costa.
colhe aplausos e louvamos
e louvaremos sempre a mediocridade.
e além do mais podemos ter sempre seis milhões
a aplaudir.
cá, na parvónia, ficamos todos muito felizes
quando dizem de
nós, sobre nós, o mal de ontem de hoje e parece continuar.
não esqueça, portanto, escreva bem dizendo mal de
nós senhor ganhão.
04.Abril.2008
... : Afonso II : http://Braga
Que mais valias temos se cultivarmos a boa educação?
De que nos serve termos bons modos, respeitarmos os nossos superiores, ou sermos educados?
Será que um professor eleva uma nota de um estudante se ele estiver calado quieto e os pais nunca terem possibilidade de conhecer a professora?
Será que um professor não tem vontade de elevar a nota de um aluno mal comportado, mal educado, agressivo e ameaçador só para não o aturar no ano seguinte?
Esta aluna, agora tão falada, fez exactamente aquilo que a sociedade manda fazer.
Ela apenas usou a força, gozando da sua ideia de impunidade e pondo em prática a sua má educação talvez porque os seus pais não tiveram, melhor para lhe dar.
Ela fez aquilo que um governante, juiz, militar, policia, advogado, professor ou ladrão faz no exercicio da sua actividade.
Todos mentem, usam a força, gozam da impunidade, da soberania, etc.
Todos exercem violência sobre os impotentes.
Não quero dizer com isto que a aluna fez bem. A aluna fez a quilo que o sistema permitiu que ela fizesse.
A professora, coitada, com o governo a gerrear com os professores, vai mesmo ter de ser a má da fita. Oxalá não.
Será que estamos a colher os frutos da reração rasca?
05.Abril.2008
... : ADV
Aconteceu-me o mesmo que a Mário Rama da Silva (perdoe o "plágio").
08.Abril.2008
... : Zé Povinho
Senhor «Jesuah»:
Segundo o INE, entre 2000 e 2006, o fosso entre as famílias mais ricas e as mais pobres aumentou.Os agregados familiares 10% mais ricos tinham um rendimento que representava 8,9 vezes o auferido pela fatia mais pobre, sendo que, considerando, apenas, os rendimentos monetários, a diferença subia para quase 11 vezes! Entre Agosto de 2007e Fevereiro de 2008 encerraram /faliram 12 830 empresas!Entre 2004 e o presente, o número de portugueses a residir em Espanha quase duplicou, tendo passado dos 55 mil para os 100 mil! Como se não bastasse, até um dos simbolos nacionais, o «garanhão lusitano», estará a ser posto em causa, por suspeita de um criador ter utilizado em reprodução um cavalo português de raça cruzada!
Se acha que o «cenário» é animador, só se, porventura, se encontrar entre os tais mais ricos do país!

09.Abril.2008
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