|
29-Abr-2008 |
 «Se há coisa desde já certa neste ano de 2008 é que a inflação anual não
vai ser de 2,1%, como o Governo previa, nem nada que se pareça. Segundo
a Comissão Europeia, a subida dos preços no consumo da Zona Euro
atingirá 3,2%. Mesmo que os nossos valores continuem a ficar quatro a
cinco décimas abaixo desta previsão, o ano fechará com uma inflação
meio ponto percentual acima do esperado. O impacto social desta
realidade, nova e surpreendente pela amplitude das subidas no sector
alimentar, agrava em particular o nível de vida dos mais pobres, cujo
cabaz de compras se baseia em produtos que subiram mais de 10%.
Ou seja, o imposto inflacionário está aí, de volta, escondido em
milhões de pequenas transacções diárias, minando a bolsa das famílias
mais necessitadas. Em particular, a dos idosos que viram as suas magras
pensões actualizadas em 2,4% à luz das novas fórmulas de cálculo da
Segurança Social. Estas regras ligam a despesa do Estado com pensões ao
desempenho real da economia. Trata-se de um modo de evitar o ciclo do
bodo aos pobres em véspera de eleições, logo seguido de quebras reais
correctivas depois de encaixados os votos. (...)»
EDITORIAL DE DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 29.04.2008
Comentarios () |
|
|
|
|
|