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Linhas tortas (de 02.06.2008)
02-Jun-2008
Artigo de Opinião do Juiz Desembargador Dr. Eurico Reis, a propósito das declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados e da resposta da Associação Sindical dos Juízes Portugueses.

Eu escolhi ser Juiz. E fi-lo porque, de todas as profissões forenses, me pareceu – tinha eu então 23 anos de idade e estava no 4º ano da Faculdade de Direito de Lisboa – a que assumia maior dignidade e responsabilidade. Era também a que melhor se coadunava com a minha personalidade, então como hoje, pouco dada a obediências. Ainda é.

Exerci a minha profissão todos estes anos – tomei posse como auditor de justiça no CEJ em 28 de Setembro de 1981 e como juiz de direito em regime de estágio em 29 de Setembro de 1982, esta no Tribunal Judicial de Cascais – com a satisfação do dever cumprido e muitas vezes até com alegria.

Actualmente faço-o com um profundo constrangimento. Sinceramente, não me sinto bem e algumas vezes até tenho vergonha. Por exemplo, é esse o sentimento que sinto perante as posições que recentemente têm sido assumidas pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses e particularmente a resposta dada às declarações do Bastonário Marinho e Pinto a propósito da eleição dos Juízes.

O Bastonário Marinho e Pinto é um populista que usa com alguma frequência a arma da demagogia – e esse é, em primeira linha, um problema dos Advogados (saber se gostam ou não que o seu representante máximo e rosto visível tenha esse perfil).

Só que a resposta da Associação Sindical apenas reforça as possibilidades de sucesso dessa estratégia do actual Bastonário, dando dos Juízes, em geral, uma péssima imagem – e isso já é um problema meu (a experiência da Associação de Juízes pela Cidadania não está a desenvolver-se como eu gostaria e, de facto, a Associação Sindical é, juntamente com o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o rosto da Judicatura).

Vamos por partes. O actual Bastonário sabe bem que em nenhum país europeu (os da União Europeia e os outros) os Juízes são eleitos. Aliás, em Portugal, os homens bons dos concelhos foram rapidamente substituídos e sem qualquer resistência das populações, pelos Juízes do Rei (isto apesar da lentidão dos processos que decorriam perante estes julgadores). Por outro lado, nos Estados Unidos – grande paradigma, mas só às vezes, do Dr. Marinho e Pinto -, os únicos Juízes que são eleitos são os dos condados (counties) e mesmo esses apenas em alguns dos Estados da Costa Leste, concretamente os que foram colónias britânicas. E, repito, nem sequer em todas essas ex-colónias, porque a regra geral é a de os Juízes estaduais serem, a todos os níveis, nomeados pelo Governador do respectivo Estado. E os Juízes federais (os do Supremo Tribunal Federal e os dos Federal Circuit Courts) são nomeados pelo Presidente da República, estando apenas sujeitos a um obrigatório processo de confirmação pelo Senado.

Ora, em vez de desmontar a demagogia, a Associação Sindical parte para o insulto pessoal gratuito, fazendo o actual Bastonário passar de agressor a vítima. E, o que me enche de arrepios, ao manter o nome Sindical, torna ainda mais frágil a situação os Juízes perante a Comunidade Nacional. E como se isso não fosse já suficiente mau, o Presidente da Direcção da ASJP, numa entrevista a um jornal diário, associa os Tribunais a fábricas. Fábricas, repito.

Para além dos actos, também as palavras qualificam as pessoas. E clarificam quer as ideias que elas têm, quer a maneira como se vêem a si próprias.

A razão apresentada para “justificar” a manutenção do termo “sindical” é, muito simplesmente, esta: assim a ASJP tem obrigatoriamente que ser ouvida pelo Parlamento e pelo Governo quando estão em causa diplomas legislativos que respeitem ao sistema judiciário.

Esquecem os defensores dessa opinião que há uma diferença abissal entre falar e ser ouvido, entre cumprir um ritual formal e ter realmente influência na escolha das soluções que vão passar a constituir a Lei do país. Mas, como disse Gedeão, eles não sabem nem sonham.

EURICO REIS | O PRIMEIRO DE JANEIRO | 02.06.2008
Itálicos e negritos no artigo original

Comentarios (23)add
... : Eu


Vamos falar do assunto que eu mais gosto: eu.
Eu fiz, eu sou, eu gosto, eu, eu e eu: Eu!
Ah, é verdade, e da MINHA associação: Associação pela Cidadania, que já é quase o ?rosto da Judicatura?.
Agora que já falámos do que interessa (de mim, recorde-se), vamos ao resto.
O Bastonário é demagógico: checked
O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses associa os tribunais a fábricas (atenção: não fazer menção da fonte e descontextualizar): checked
A minha associação é que devia ser ouvida pelo Parlamento: checked

E não se esqueçam do que é importante, isto é, de mim.

02.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
O estimável Eurico Reis prometeu muito no seu artigo de oipinião mas afinal nada disse de extraordinário. Eu pelo menos não li e não vi nada de novo. Marinho Pinto é populista e demagogo, ou utiliza a demagogia e o populismo (toda a gente inteligente e descomprometida o diz), e a ASJP em vez de desmontar a o populismo e a demagogia partiu para o insulto pessoal gratuito (aqui não estou de acordo mas também é o que muita gente diz, principalmente os senhores advogados que estão com o bastonário). A montanha pariu um rato, e a fogueira continua a arder.
02.Junho.2008
... : JUIZES.SEM.VOZ.PRÓPRIA
Concordo com este artigo. Embora compreenda que a ASJP tem um luigar institucional complicado hoje. E sem FORÇA PRÓPRIA face ao SMMP.

A ASJP tem obrigatoriamente que ser ouvida pelo Parlamento e pelo Governo quando estão em causa diplomas legislativos que respeitem ao sistema judiciário????????? Não!
A ASJP tem de ser ouvida quanto a assuntos socioprofissionais!

Não nos iludamos: quem faz as regras são a AR e o Governo! Não é a ASJP, o STJ ou o MP.

02.Junho.2008
... : Zé
No dia em que o sindical sair do nome da nossa associação, eu saio também.
No mais, concordo que não foi boa estratégia dar importância a pessoas que não a merecem...
02.Junho.2008
... : Baltasar
A associação dos 16 membros continua ao ataque.
Este senhor, agora que está proibido de falar dos processos que correm nos tribunais, vai arranjando umas coisinhas para se entreter.
Como a associação dos juízes não lhe permitiu que ele a usasse para a sua promoção pessoal... toca de a atacar.
Tal como o desembargador Rangel, o desembargador Reis tenta desinformar, dando a entender, mentirosamente, que a actividade da associação dos juízes se reduz às declarações do seu presidente ou às formais audições na AR.
Cuidado juízes! Cuidado com esta gente despeitada. Que tudo farão, nas próximas eleições para a ASJP, para fazer valer os seus interesses pessoais.
02.Junho.2008
... : juiz de fato e gravata
Deppois de aqui vermos juízes contra advogados, a seguir juízes contra MP, depois juízes contra bastonário , agora temos juízes versus juízes. Estou a gostar. Além de os juízes pedantemente serem de outro planeta em relação a advogados, MP e policias, também há uns juízes melhores do que os outros. O problema é, mesmo defunta a mocidade portuguesa, que eles lá vão cantando e rindo
02.Junho.2008
... : PapaLéguas
Com direito (como todos, obviamente) à sua opinião sobre as declarações do Bastonário, o Senhor Desembargador fê-lo de forma objectiva e construtiva, permitindo debate de ideias. Não personaliza, não ofende gratuitamente, não se revê em respostas desse tipo, que efectivamente nada dignificam os Juízes, antes acabando por dar razão em si ao que lhes foi apontado pelo Bastonário. Bem se vê que é um bom Magistrado Judicial, com bom senso e experiência de vida e profissão, com a serenidade que as suas funções implicam e lhe premitiram consolidar com o tempo.
Como Advogado, sou adepto da postura do Bastonário, mas aberto a debate e a críticas construtivas que permitam verdadeiramente esse debate e evoluir.
A figura do Advogado perdeu ao longo dos tempos prestígio precisamente por se ter desligado do papel de intervenção que tinha a todos os níveis na Sociedade, para se voltar para os seus próprios interesses, tão somente para a "sua casa", como alguns entendem devesse continuar a ser, numa subversão do que representava de maior importância a Advocacia. Não vejo mal em se ser populista e repugna-me quando alguns, mesmo Advogados, vão mais longe e apelidam o Bastonário de defensor dos descamisados, como se isso fosse censurável ou ofensa e não merecessem os ditos descamisados atenção. É comentário elitista, preconceituoso, feio até, em que nunca me reveria. De resto, muitos "descamisados" deve haver para que o Bastonário tenha sido eleito pela mais significativa maioria de sempre.
No que respeita ao entendimento do Senhor Desembargador sobre as declarações e reacções da ASJP, perfilho-o na íntegra. Revelam e reforçam até, para mais em representação dos Juízes, o que de censurável lhes é apontado. Note-se que até relativamente a declarações do Senhor Procurador-Geral e, assim, relativamente aos Procuradores, a ASJP reage com soberba, ironia e pretensa superioridade. Não é a atitude correcta e desprestigia efectivamente a classe dos Juízes.
Bem haja Senhor Desembargador pelo seu bom senso! Estou certo que haverá muitos, mesmo muitos mais Juízes que subscrevem as suas declarações. E, como disse, a esse tipo de postura e crítica construtiva estão abertos os adeptos do Bastonário, permitindo troca de ideias salutar que beneficiará a imagem da Justiça no todo.
Aplausos Senhor Desembargador Eurico Reis!
02.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
PapaLéguas não vê mal em se ser populista. E elogia o texto do Desembargador. Saberá PapaLéguas o significado de populismo? Creio que não - e é mais um advogado que precisa de estudar a matéria -, pois se PapaLéguas soubesse estou certo que não o defendia.
02.Junho.2008
... : Hannibal Lecter
Cada um tem a sua opinião. O Dr. Eurico Reis tem a dele. Cada um de nós tem a sua. Dizia Clint Eastwood, na pele de um Inspector de polícia azedo e sarcástico, "opinions are like assholes, everybody has one".
Não discuto a do Dr. Eurico Reis.
Mas pergunto-me porque é que eu tenho de a saber.
A dos dirigentes da ASJP percebo, porque representam os juízes, logo têm de falar, de tomar posição.
Mas o Dr. Reis, opina porquê ?
Ele não é pago pelo Estado para opinar. É pago para julgar.
Quem é que ele representa, para estar sempre a pingar opiniões em cima dos nossos sapatos ?
Representa, quando muito, duas pessoas: o Dr. Eurico, e o sr. Reis.
Mais ninguém.
Sendo as opiniões dele tão valiosas, sugiro que as guarde para si, bem protegidas de olhares de cobiça...

Bem andou o CSM (para variar), ao restringir este vazamento de opiniões que por aí vai.
02.Junho.2008
... : Desatento
Em relação ao artigo do Sr. Dr. Eurico Reis só não percebo uma coisa. Tendo em conta a carta dirigida pelo Presidente da ASJP ao Sr. Bastonário da Ordem e publicada neste blogue, sinceramente não vejo onde é que está o insulto e as razão para que o Sr. articulista se envergonhar. A carta até me parece comedida, objectiva e correcta. Quanto ao "desmontar" da demagogia, esquece o Dr. Eurico Reis que a referência aos juízes eleitos é posterior à carta. Esta, no seu contexto, seguiu-se à intervenção do Sr.Bastonário na Maia e, desde ái, ainda não saiu nova posição da ASJP quanto ás declarações posteriores do Sr. Dr. Marinho E Pinto, estre as quais aquelas a que o Dr. Eurico Reis alude.
02.Junho.2008
... : Desatento
Quanto ao Sr. Dr. Papa Léguas, queira, por favor, lembrar-me qualquer "crítica construtiva" que o Sr. bastonário tenha feito envolvendo os Juízes. Só se for a de que os "sindicalistas querem é mais dinheiro e trabalhar menos" ou a de que nunca teve relações com a ASJP e que é "para o lado que dorme melhor" o anunciado corte de relações. Quanto a qualquer acrescento para melhorar o funcionamento da Justiça e o prestígio dos Tribunais, então aí não recordo mesmo nada. Dos "sindicalistas" ainda vão "apaarecendo" pareceres, propostas de alteração, algumas acolhidas pelo Governo, outras reconhecida a validade da argumentação pelo Sr. Presidente da República, já organizou cursos de formação sobre várias temáticas, com colaboração de reputados investigadores do Direito...Da OA e do Sr. Bastonário não tenho visto nada desde o "tempo do Marquês de Pombal".
02.Junho.2008
... : PapaLéguas
Falta sua de informação Sr.Desatento, no que respeita às propostas de allteração e pareceres com que a OA tem contribuído (advirá daí o pseudónimo..?). Olhe que algumas dessas propostas são bem recentes e com resultados muito positivos. Quanto ao passado da OA, não me vou pronunciar.
Quanto à crítica construtiva..por preciosismo, referi-me, como pode ler, às críticas do Dr. Eurico Reis. Mas já que aborda a questão relativamente ao Bastonário, aproveito para indagar se os comentários alegadamente ofensivos são, por exemplo, os de que os Senhores Juízes também servem a Justiça..? Para mim, esta é, sim, também uma crítica construtiva, fundamental mesmo, para mais reforçada na sua razão de ser pela reacção da ASJP.

Hi-Hi-no-Havai:
Do alto da sua pseudo-sabedoria maior, arroga-se o direito de vir (tentar) dar lições a "mais um advogado". Lá estão os exemplos de soberba, normalmente traduzidos em decisões judiciais completamente ilógicas e, ainda assim, tidas por intocáveis "pelos advogados" por alguns (só alguns) juízes.
Com o devido respeito, que vejo que não tem pelos advogados em geral, sobre a afirmação, já tão enfadonha à falta de melhor, de que o Bastonário é populista, costuma-se dizer que "para bom entendedor meia palavra basta". Não é aquela afirmação que me repugna, embora surja normalmente (nem sempre) em comentários em que se evidenciam também o tal elitismo e uma completa falta de noção do que é a Advocacia (ou devia ser). Leia lá com atenção e cumprimentos.
02.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
PapaLéguas escreveu "Não vejo mal em se ser populista". Tal e qual. Ler com atenção o quê? É uma frase cifrada? V. Exa não estará a fazer confusão com o termo "popular"? Ou "popularucho", como queira. É que o populismo é uma ideologia (uma ideologia, leu bem) perigosa para a diferença, sabe? Se não sabe devia saber.
02.Junho.2008
... : Um Juiz Desiludido
Juízes contraditando Juízes (ou MP´s ou Advogados e «vice versa») é saudável e sinónimo de Democracia. E que o que o Dr Eurico Reis escreveu sobre a estratégia, errada, da abordagem às teses popolistas do BOA por parte da ASJP é mais do que correcto não custa a ver - não se combate demagogia barata com outro tanto do mesmo. E o certo é que o discurso da ASJP parece o daquele miúdo que, receando o outro, grita que «agarrem-me ou bato-lhe»!!!
02.Junho.2008
... : Vila Verde
Hi. Hi.- Afinal já está um pouco consolado coma a minha diversão? Divirta-se, agora, um pouco mais om o excelente comentário do seu (eventual colega) Dr. Eurico. Ele mais não disse do que aquilo que afirmamos em "divertidos" comentários de outros artigos anteriores. Tenha cuidado quaqluer dia poderá encontrar este Ilustre Desembargadores com seu Presidente. E depois? Pode refugiar-se no seu "sindicato". Ah.Ah. Ah.
02.Junho.2008
... : Desatento
Sr. Pápa Léguas. Decerto, no meio do ruído, se há propostas, passam despercebidas. Só se foi a suspensão da aplicação do novo apoio...Talvez as de que os Juízes (leia-se TODOS) são autocráticos, maltratam as testemunhas e que nos Tribunais não se palica a lei mas a vontade dos Juízes. Isto, sim, é muito GRAVE, causa o descrédito de TODOS os Tribunais e toma eventualmente a parte pelo todo. É um discurso populista que serve, apenas para destruir. Se assim fosse esses ditos Juízes estariam a cometer crimes (abuso de poder, denegação de Justiça) e, decerto, os Srs. Advogados participantes em tais processos, como eu, estariam desatentos. Se qualquer estrutura representativa dos Juízes e ao seu mais alto nível, viesse à Assembleia da Republica, em diversos fora ou na comunicação social deizer que os Advogados (no geral, como o faz tão bem o Sr. bastonário) são incompetentes, pretendem entorpecer a acção da Justiça, maltratam testemunhas, ficam com dinheiro dos clientes, cobram milhares de euros por bagatelas, têm atitudes pouco éticas, vêem os processos arquivados ou prescritos nos órgãos de disciplina da OA...como é que V. Exa. se sentiria????? Responda-me, por favor. É isto que o Sr. Bastonário tem vindo a dizer sobre a GENERALIDADE dos Juízes e o que a ASJP pediu foi contenção e que se essas situações existem que sejam nomeadas e participadas. São estas as críticas construtivas? É assim que se constroi algo, é assim que se contribui para a consolidação do Estado de Direito?
02.Junho.2008
... : Viriato Silva
O Dr. Eurico Reis só sabe falar na primeira pessoa do singular - EU, EU, EU. A opinião dos outros pouco ou nada contam para ele.
O que eu registo de mais profundo no artigo e que se coaduna com a sua personalidade é a frase:"Eu escolhi ser Juiz. E fi-lo porque, de todas as profissões forenses, me pareceu ? tinha eu então 23 anos de idade e estava no 4º ano da Faculdade de Direito de Lisboa ..."
03.Junho.2008
... : Magistério Púnico
Desculpem-me a franqueza, mas entre o Dr. Marinho de um lado e os Drs. Rangel e Reis do outro, que venha o diabo e escolha.
Os juízes serão um pouco mais contidos nas palavras (exigências de perfil...), mas o egocentrismo, a sede de protagonismo e a vaidade são exactamente iguais.
Salvo melhor opinião, o MP não tem cromos destes.
Bom, pensando melhor, estava a esquecer-me da abelha maia...
03.Junho.2008
... : HUNO
Colega Eurico

Naquilo que escreveu foi vencido pela sua ânsia pessoal de colocar mal o Dr.Martins, ainda que com isso tivesse de sacrificar o que deve ser dito a Marinho Pinto.

Com efeito, o discurso absurdo deste último é coisa sem paralelo na história, pela má criação e despudor com que abre a boca.
Na sua intenção de agredir os juizes, Marinho Pinto não poupa o verbo sujo que constantemente escolhe.

Em vez disso, o juiz Eurico, com um critério insólito ataca injustificadamente o presidente da Associação (cuja actuação, diga-se, no geral não concordo. Mas nesta hora que passa mais vale fazer algo de útil do que criticar colegas).

Lutas internas no seio da classe dos juízes profundamente esgotada, desmoralizada, sem soluções, é coisa que não se faz.

Qualquer criança, ou jovem (inclusivamente com 23 anos) perceberia isto

03.Junho.2008
... : Viriato Silva
Magistério Púnico comentou e disse:
"Desculpem-me a franqueza, mas entre o Dr. Marinho de um lado e os Drs. Rangel e Reis do outro, que venha o diabo e escolha".

Desculpem-me também a franqueza, mas foi o comentário mais sensato e acertado que aqui foi colocado.
04.Junho.2008
... : Hannibal Lecter
Boa, Huno.
Mas é como enviar um sinal de rádio para a galáxia de Andrómeda. Mesmo que lá chegue nunca receberemos a resposta...
04.Junho.2008
... : HUNO
Tens razão Hannibal Lecter, é pregar para uma parede de autoconvencimento e pessoalismo intransponível

Mas a verdade é que os individuos de Andrómeda, mesmo com três antenas e um 1/5 do tamanho do cérebro humano, não compreenderiam como é que entre os juízes portugueses, que se encontram à beira da extinção, ainda existam uns que se queiram promover à custa de outros, quando, em breve, todos deixarão de existir como criaturas independentes


.
04.Junho.2008
... : Mendes de Bragança
Perante este texto do Dr Eurico Reis, só me resta fazer um apelo a todos os juízes portugueses para que o escolham como candidato a presidente da ASJP numa lista única e que lhe confiram plenos poderes para a gerir a seu bel prazer e para poder aparecer nas TVs a comentar tudo e mais alguma coisa.
É isso o que ele mais deseja, mas nunca ninguém o ouve. Agora até diz que "a experiência da Associação de Juízes pela Cidadania não está a desenvolver-se como eu gostaria".
É evidente que não. Então o Dr. Eurico Reis ainda não compreendeu que a AJPC pertence ao Senhor Dr Rui Rangel?
E que os restantes 15 membros são meros amanuenses que só servem para compor o ramalhete?
04.Junho.2008
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