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Esmeralda e instrumentalização criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
23-Nov-2007

Image"Nas duas últimas visitas à menor, os progenitores, Baltazar Nunes e Aidida Porto, estranharam o comportamento de Esmeralda. Uma alteração que as técnicas do Instituto de Reinserção Social (IRS) de Tomar consideram ser uma evidência de "instrumentalização" de que a criança estará a ser vítima. Aidida conta ter ficado "chocada" quando, na semana passada, ouviu a filha dizer "eu quero a visita mas não posso". E quando questionada pela técnica do IRS sobre a razão, recusou-se a explicar. "A menina pediu que a técnica não escrevesse no relatório que ela tinha dito isso, senão ralhavam com ela", contou Aidida.
Em Outubro, quando se encontrou com a filha, Baltazar passou por uma experiência idêntica, contou fonte próxima do progenitor. Ao seu colo, a menina ter-se-á dirigido à técnica, pedindo-lhe que não colocasse no relatório os contactos físicos porque "a mãe lhe tinha dito que não devia dar beijinhos ou abraços ao Baltazar". Depois, quando regressavam ao infantário, Esmeralda "ficou em pânico" ao ver o carro de Adelina Lagarto, afirmando que "não podia saber que ela tinha saído do infantário porque a proibira de o fazer". Tais situações levaram a técnica a considerar, no seu relatório ao Tribunal de Torres Novas, que a postura do casal Luís Gomes e Adelina Lagarto "poderá, uma vez mais, condicionar, de forma constrangedora, o processo de acompanhamento das visitas a desenvolver e, eventualmente, a repercutir-se também na estabilidade emocional da criança".
A técnica referiu, ainda, que nos contactos de Esmeralda com o pai tem sido notória "uma clara instrumentalização da criança". Mas os pedopsiquiatras de Coimbra - que, garantem os pais, não têm acompanhado as visitas - sustentam que o casal tem colaborado "de modo adequado" para "preparar diariamente a menina para um convívio saudável com os pais biológicos".
Transcrito de Carvalhadas

Comentarios (17)add
... : Anhinhas
É evidente que os principais culpados são o casal que não educou até agora esta criança,as constantes fugas,a ocultação da sua familia biologica,o medo incutido a uma criança tão pequena em relação ao seu próprio pai,tudo isto é que pode efectivamente comprometer a sua futura saúde mental daqui a uns anos.É só pensar um pouco e percebemos que desde o principio os adultos podiam tentar falar e resolver o que seria melhor para a pequena,mas vimos que foi tudo ao contrário e continua a ser porque já li hoje que o casal vai tentar apelar para o Supremo,que criança aguenta durante cinco anos viver nestas circunstancias?
23.Novembro.2007
... : Grande Manitu
O "caso Esmeralda" envergonha-me, por várias razões.
Uma criança foi tratada como se fosse uma coisa a devolver ao dono, que entretanto apareceu a reclamá-la, tudo isso sustentado no indemonstrado: que o seu interesse superior determinava que a mesma estivesse com quem é do seu sangue.
Ignoraram-se os danos que tal decisão provocaria na criança, tal como se ignoraram os sentimentos e os laços afectivos da família que acolheu a criança (quando ninguém a queria) e que a tratou como filha durante vários anos (obrigadinho, mas já não precisamos dos senhores...).
Tratou-se o casal de acolhimento como se fossem criminosos, prendeu-se o pai afectivo só porque não disse ao tribunal onde estava a criança (vingança e abuso de poder), condenou-se o mesmo pai afectivo por um crime que não cometeu (basta ler os factos para se concluir que o tipo legal não está preenchido) e aplicou-se uma pena em medida reservada a poucos criminosos deste país.
A magistratura judicial não compreeendeu que as suas decisões não são intocáveis (se julga em nome do povo, é natural que o povo questione as decisões que não compreende), não reconheceu à sociedade civil o direito à indignação (poucos assuntos geraram tanta indignação e unanimidade entre as pessoas de bom senso) e reagiu melindrada, tentando defender o indefensável e procurando fazer terminar o "ruído" com a ideia de que está em causa uma decisão judicial, logo não pode ser discutida e que quem não concorda com a mesma não percebe nada disto, está certamente de má-fé e a defender interesses obscuros.
Infelizmente, temo que o pior ainda está para vir.
As últimas notícias não são nada animadoras e, ao que parece, no próximo Natal três vidas ficarão estragadas.
23.Novembro.2007
... : Alfredo
Nada que cause demasiada estranheza a quem tem dado a devida atenção a este caso. Vale a pena reflectir e questionar se este casal realmente coloca em primeiro lugar o superior interesse da criança.

Importa talvez adicionar que a fonte da notícia é o Jornal de Notícias, edição de 22/11/2007:
http://jn.sapo.pt/2007/11/22/primeiro_plano/crianca_esta_a_instrumentalizada.html
23.Novembro.2007
... : Para GRANDE MANITU...
Grande Manitu: você escreveu que «não reconheceu à sociedade civil o direito à indignação (poucos assuntos geraram tanta indignação e unanimidade entre as pessoas de bom senso) e reagiu melindrada, tentando defender o indefensável e procurando fazer terminar o "ruído" com a ideia de que está em causa uma decisão judicial, logo não pode ser discutida e que quem não concorda com a mesma não percebe nada disto, está certamente de má-fé e a defender interesses obscuros.»
Por falar em bom senso: o bom senso manda que, antes de nos pronunciarmos sobre algo, nos informemos total e cabalmente sobre o assunto que pretendemos opinar. Para não correr o risco de voltar a dizer uma série de "tolices", à boa imagem de uma qualquer facilmente consumível Fátima Lopes para donas de casa no horário das 10 da manhã, faça um favor a si próprio: aceda, por exemplo, a http://www.verbojuridico.net/jurisp/1instancia/circulotomar_sequestromenor.pdf e leia os factos provados, até à página 18! Depois diga-me se mantém a sua opinião...
25.Novembro.2007
... : Grande Manitu
Obrigado pela sugestão, mas já tinha lido.
É a arrogância do costume e a ditadura da opinião única a funcionar - quem pensa de maneira diferente não sabe do que fala e só diz tolices...
Vejo que está bem informado/a sobre o programa da Fátima Lopes. Presumo que o veja habitualmente. Não se atrase, está quase a começar.
26.Novembro.2007
... : Sofia Ventura
« "A menina pediu que a técnica não escrevesse no relatório que ela tinha dito isso, senão ralhavam com ela", contou Aidida.»

Desculpem? Que não escrevesse no relatório? Acham mesmo que uma criança daquela idade tem discernimento para saber o que deve ou não constar, para mais, num relatório - que nem deve saber o que é ou se tem de ser feito?

Conversa para boi dormir ou contra-informação. Contra os pedopsiquiatras atiçam os assistentes sociais. Nada de novo.

26.Novembro.2007
... : IDN
Embora a noticia tenha contornos estranhos é mais do que óbvio que estará a ser instrumentalizada. Saliento o texto de boa qualidade do psicólogo Ricardo Barroso sobre esta questão (em artigos de opinião). Parece que as coisas são relativamente previsiveis...
28.Novembro.2007
... : HajaJustiça
A legalidade, as leis, os juízes - máquinas infernais
Estupidamente, está escrito na Lei, cumpre-se a Lei!
A desumanidade é gritante!
Se a Lei fosse para aplicar mecanicamente ao caso concreto, os senhores doutores juízes estavam todos no desemprego.
Afinal para que é que eram precisos?
O Juiz tem que decidir. E não é com o coração.
O Juiz não é uma máquina aplicadora de leis
Ao Juiz é apresentado o caso, enquadra a legalidade do litígio e, ponderadamente, decide.
Ponderadamente!!!
Onde está a dificuldade de, entre os direitos dos adultos e os direitos da criança, ponderadamente e, justificando-se, decidir pelos direitos da criança???
Os senhores doutores juízes ao decidirem pelo direito do espermatozóide, ficam de consciência tranquila, porque não cometeram uma ilegalidade!?!?!?
Coitados!!!
Dadas as circunstâncias - a idade da criança e a ligação aos pais - os senhores doutores juízes, legalmente, não fizeram JUSTIÇA!!!
Tomaram uma decisão absurda, como se fosse possível, retroactivamente, uma criança rebobinar e começar de novo
É uma espécie de reparação do dano por reposição da situação anterior ao dano.
Senhores doutores juízes, infelizmente ? para a criança ? estava em causa um ser humano
NÃO ERA O DIREITO DE QUEM QUER QUE SEJA QUE SE DIZ PAI (espermatozóide) ou PAI (afectivo)

Por que motivo esta sentença não foi proferida quando a Esmeralda ainda era bebé?

28.Novembro.2007
... : Um cidadão
Neste caso, embora seja de efeito devolutivo o recurso da sentença de regulação do poder paternal, no entanto, ninguém cumpriu e não houve apuramento de responsabilidades.
Mais, o recurso que entrou no Tribunal Constitucional, estranhamente, demorou mais de dois anos para ser apreciado a legitimidade processual desse casal, prejudicando, e de que maneira, os interesses da menor.
Agora, indigna-se com a instrumentalização da menor pelo casal?
29.Novembro.2007
... : HLBelo
Ouvi hoje que o Colégio da Ordem dos Médicos já se pronunciou sobre este caso... Curioso... tantas crianças neste país (há vários anos) que padecem de situações bem piores (moralmente falando) e as Exªs nunca se pronunciaram... É impressionante a pressão exercida sobre este caso em particular. Ajudem esta criança, mas faça-se justiça.
30.Novembro.2007
... : Aninhas
Os senhores do Colégio da Ordem dos Médicos disseram que a visita dos pais biológicos da Esmeralda era um toxico para a pequena,mas estes senhores não estiveram presentes nos encontros,quem lá esteve foram os tecnicos das comissões de menores que até não concordam com os senhores doutores.É caso para perguntar aos senhores doutores se esse tóxico é causado pelas visitas ou pela manipulação da criança?
04.Dezembro.2007
... : Justo
apenas os técnicois do IRS dão assessoria oficial ao Tribunal para decidir questões cíveis de família e Menores, pq este Ístituto é independente e oficial. Outros técnicos são meros assessores ou peritos de que o tribunal se socorre para apoio da decisão e os pedopsiquitras do Hospital de Coimbra estão a colaborar com meros pareceres para o tribunal, não lhe cabendo qualquer intervenção processual e muito menos tomadas de opinião na praça pública, pondo em causa a soberania dos tribunais consagrada constitucionalmente...cada macaco no seu galho...
04.Dezembro.2007
... : Um cidadão
Deduzo que esse tóxico é causado pela troca de favores.
04.Dezembro.2007
... : MB
O tribunal deve decidir de acordo com o superior interesse da criança. O relatório dos "peritos" em saúde mental infantil apresenta factos, segundo os quais, a decisão do tribunal será causa de doença mental para a criança.
Não sendo orgão de soberania, os "colégios de especialidade" da ordem dos médicos são orgãos respeitados e a respeitar.
Salvo decisão de autoridade de saúde hierarquicamente superior os seus relatórios/ pareceres devem ser respeitados, se o tribunal quiser , de facto, defender o superior interesse da criança.

11.Dezembro.2007
... : Menezes
Como é possível ser causa de doença mental? Quem diz? Com que provas? Paleio? Argumentar tal coisa é a mesma coisa que afirmar que os pais de uma criança não se podem divorciar uma vez que existem probabilidades (sublinho esta palavra: probabilidades) de desenvolver uma doença mental. ?É claro que se houver equilibrio de parte a parte (coisa que pelo menos na familia de do Sargento não parece existir) as coisas resolvem-se paulatinamente. Começo a ter dúvidas sobre o parecer de tais peritos. Com já afirmaram, este caso não é especial em rigorosamente nada para que os pedopsiquiatras tentem manobrar os juizes do processo. Porque não o tentaram manobrar anteriormente?
14.Dezembro.2007
... : Dadila
Nunca me lembro de ter visto na comunicação social pareceres médicos sobre os seus doentes,ou então relatórios pedidos pelos tribunais sobre a observação clinica de determinadas pessoas.Os medicos estão obrigados ao sigilo profissional.Ou agora na terra do vale tudo temos médicos que viram vedetas de telenovelas?A ordem dos médicos anda muito distraida.Uma coisa é dar opiniões em programas sobre esta ou aquela situação em abstrato outra é falar sobre os pareceres que lhe são pedidos em concreto
15.Dezembro.2007
... : Um cidadão
Nunca poderemos esquecer as ligações desse casal aos poderosos, começando pela mulher de Soares.
15.Dezembro.2007
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