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Da precipitação ao precipício |
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13-Fev-2008 |
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Deve um director de polícia comentar um processo
que está sob a alçada do MP? Deve o MP comentar processos que estão sob
a alçada das polícias? Devem juízes, advogados, procuradores, polícias
e paisanos comentarem os processos de uns e de outros, mesmo que sobre
eles saibam nada?
Deve uma frase
precipitada, a falar em precipitação, dar azo a tanta opinião
precipitada? Andamos todos a reboque do individual sempre a pôr em
causa o geral?
Aceita tanta gente ter minutos de tempo de antena para falar de coisas que têm anos de história e levam meses a mudar?
Não estamos a precipitarmo-nos pelo abismo da vulgaridade, com o país, divertido, a ver?
São perguntas, só perguntas, não estou em posição de afirmar.
JOSÉ ANTÓNIO BARREIROS | BLOGUE PATOLOGIA SOCIAL
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