header image
Início seta Artigos de Opinião seta Da precipitação ao precipício
Da precipitação ao precipício criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
13-Fev-2008
Deve um director de polícia comentar um processo que está sob a alçada do MP? Deve o MP comentar processos que estão sob a alçada das polícias? Devem juízes, advogados, procuradores, polícias e paisanos comentarem os processos de uns e de outros, mesmo que sobre eles saibam nada?
Deve uma frase precipitada, a falar em precipitação, dar azo a tanta opinião precipitada? Andamos todos a reboque do individual sempre a pôr em causa o geral?
Aceita tanta gente ter minutos de tempo de antena para falar de coisas que têm anos de história e levam meses a mudar?
Não estamos a precipitarmo-nos pelo abismo da vulgaridade, com o país, divertido, a ver?
São perguntas, só perguntas, não estou em posição de afirmar.
JOSÉ ANTÓNIO BARREIROS | BLOGUE PATOLOGIA SOCIAL
Comentarios (21)add
... : Hannibal Lecter
Sábias palavras as do Dr. Barreiros. Vivemos cada vez mais no mundo dos "sound-bytes". O sound-byte é como um espermatozoide tresmalhado, que foge dos seus aposentos e vai emprenhar ouvidos, barrigas, jornais, comentadores (mesmo que do sexo masculino), em suma, tudo o que encontra. Claro que o processo de gestação, neste clima temperado é extremamente rápido, e eis que num ápice nascem pequenas aberrações, tais como opiniões cretinas, certezas absolutas, indignações selectivas, reportagens manipuladas, etc. Como a selecção natural darwiniana é implacável, as ditas aberrações morrem com a mesma velocidade com que nasceram. O problema é que cada vez mais os ares estão repletos destes "espermatozoides", que se deslocam a alta velocidade, e que constantemente dão origem a este pequeno ciclo vital trágico-cómico.
O resultado final é ligeiramente mais trágico do que cómico.
13.Fevereiro.2008
... : Um cidadão
Os jornalistas tiveram culpa nisto?
13.Fevereiro.2008
... : trabalhador do lixo
dá-me a impressão de que agora vale tudo. juizes de fora da associação (sindical) contra juizes da associação (sindical). advogados contra bastonário e vice-versa. PJ contra MP e o inverso idem. cereja em cima do bolo: magistrados do MP Porto contra magistrados do MP Lisboa-Morgado. e querem todos ser respeitados?. Ah, já ouviram dizer que pela boca morre o peixe?. ora, a sede de protagonismo, de aparecer na TV, leva adizer coisas, a preencher tempo televisivo, e muitas vezes descaem-se. parabésn ao Dr Orlando Afonso no último Prós e Contras. e já agora, todos os aí intervenientes, antes de lá irem, sabiam que iam falar do caso Bexiga, e sabiam que o programa iria por de rastos o MP do Porto. Pergunta inocente: Porque é que aceitaram?
13.Fevereiro.2008
... : Carlos Cunha
Tamanha pouca vergonha, nunca se viu.
Bandos de abutres corruptos, que andam de gamela em gamela, lambendo as papas nas carecas dos míseros contribuíntes, que de tanto imposto a pagar, nem tempo têm de pensar.

Vejam que até o Bastonário dos Advogados anda de serviço ao PS, porque é que a jornalista não lhe perguntou quanto recebe... lol pois, se calhar ela também ganha uma bela massa.
13.Fevereiro.2008
... : A.Silva
O que me parece é que pessoas que desempenham cargos importantes nas policias,no ministério público,nos tribunais passaram a ser vedetas nas televisões sem perceberem a lógica da comunicação social que temos.Quanto ao bastonário Marinho Pinto pareceu-me que depois do encontro com Cavaco Silva vinha muito mais calmo do que é habitual
13.Fevereiro.2008
... : António Horta Pinto
Ao comentador Hannibal Lecter
Pode informar-me se o nome com que assina os seus comentários é o seu nome verdadeiro ou pseudónimo?
Se é pseudónimo, acho que o Sr. é um cobarde, por insultar pessoas acobertando-se sob ele. (isto porque reparei há dias que me insultou por causa de uma carta que hà meses mandei para o Expresso sobre a lei fascista contra os fumadores.)
13.Fevereiro.2008
... : Afonso II : http://Braga

Ao comentador António Horta Pinto:

O tema não é esse.
Em discussão estão as declarações ingénuas de Alipio Ribeiro. Igénuas disse eu... Precipitei-me
14.Fevereiro.2008
... : Hannibal Lecter
Ao Comentador António Horta Pinto:

não o conheço, não li a carta que refere, e consequentemente nunca o insultei.
Mas fiquei curioso. Sendo Hannibal Lecter óbviamente um pseudónimo, poderia fazer o obséquio de me dizer em que blog isso aconteceu, e em que data ?
Acho que faz todo o sentido o uso de pseudónimos, na Net, óbviamente que com regras, sendo que uma delas é justamente a de não insultar pessoas concretas.
Se quiser avançar as informações que referi, e até algum excerto do texto insultuoso, para eu saber do que está a falar, poderei dar-lhe uma resposta mais concreta.
14.Fevereiro.2008
... : Mário Rama da Silva
De vez em quando lembro-me (tiques da idade?) de um ministro da Justiça britânico que teve de demitir-se não por dizer ou fazer asneiras mas, singelamente, porque a comunicação social o fotografou, por três vezes, de copo na mão, em recepções onde todos bebiam mas se esperava uma prudente reserva pública do ministro.
Hoje em dia tenho a sensação de que todos querem aparecer na comunicação social, aliás ávida e cada vez mais concorrencial, seguindo o exemplo (vem sempre de cima) de um pm e de um governo cuja principal actividade é a autopublicitação, mesmo que para isso tenha de dizer mentiras, disparates ou mesmo asneiras, numa grande confusão entre persistência, competência e autoridade com a teimosia, a vaidade, o capricho e o autoritarismo.
Só discordo do JAB numa coisa: será que o país está divertido?
14.Fevereiro.2008
... : António Horta Pinto
Ao Comentador Hannibal Lecter
Tratava-se de um comentario insultuoso, na página do Expresso na internet, a uma carta que há meses escrevi no Expresso intitulada "A nova ditadura do proletariado" e tinha como tema a argumentação segundo a qual não pode haver cafés para fumadores porque os empregados podem não ser fumadores. Talvez devido ao meu quase analfabetismo informático, não consigo voltar a encontrar esse comentário; mas tenho quase a certeza que era assinado por Hannibal Lecter. Concordo inteiramente com a sua afirmação de que é legítimo o uso de pseudónimos ns NET, desde que se não usem esses pseudónimos para insultar pessoas concretas. Agradecia pois que me informasse se o tal comentário era seu ou não.
14.Fevereiro.2008
... : Cónio
Isto só me vem dar razão. O titular do inquérito quem é? Errado, não é nem nuca foi. É a PJ (ea PSPS, a GNR, etc.). Agora revejo, com graça, a luta de uns poucos, nos idos de 80, quando se dizia que o inquérito «dirigido» pelo MP que, como agora!, se limitava a mandar para a PJ (e a PSP ...) para inquérito naturalmente não era ... dirigir o inquérito (o que implicava a nulidade da coisa ...). Relembro o então Desembargador Fisher Sá Nogueira, um dos poucos Desembargadores que me confirmava essas decisões. Mas o MP achava que era apoucado e agora toma e embrulha! A «PJ vai arquivar a Maddie» e o mais que por aí haverá!
15.Fevereiro.2008
... : Shangri-La

O Povo perdeu a vergonha.
Alguns podem vir à televisão ou aos jornais dizer o que lhe apetece.
Podem dizer o que quiserem, mentira ou verdade é tudo o mesmo.
Não há moral.
A mentira e a manipulação corroem a alma e fica só o corpo e os seus instintos básicos.
Os manipuladores da Verdade saem-nos ao caminho, qual salteador, a qualquer hora, na televisão ou nos jornais.
Despojam-nos da honra e desaparecem no turbilhão da indiferença.


15.Fevereiro.2008
... : Hannibal Lecter
Ao António Horta Pinto:
Agora já posso afirmar que não fui eu que escrevi o comentário insultuoso que refere, não só pelo que já disse no comentário anterior, como ainda porque nunca fui sequer à página do Expresso na internet. Pode haver por aí muitos "Hannibals Lecters" a escrever no cibermundo e nada se pode fazer quanto a isso. Aliás, eu só escrevo sob o pseudónimo deste serial killer aqui na In verbis. Já escrevi umas coisas e identifiquei-me, e também recebi comentários alarves. O pseudónimo dá jeito. Considero encerrado este pequeno incidente.
E PARA RETOMAR os comentários ao post inicial, sugiro que de futuro só se apresente a comentar um determinado assunto quem não perceber rigorosamente nada do assunto em causa: se o assunto for sobre justiça, o comentador tem de ser médico: se for sobre medicina, tem de ser cozinheiro: se for sobre astronomia tem de ser proctologista: se for sobre futebol, tem de ser espeleologista; se for sobre engenharia civil tem de ser o nosso primeiro ministro, etc....
O resultado final é o mesmo, mas as gargalhadas são garantidas
15.Fevereiro.2008
... : trabalhador do lixo
meu caro Hanibal Lecter, (que susto!), tem razão, é por isso que eu, modesto trabalhador do lixo, comento aqui num blogue de eruditos e letrados. de dia, porque à noite tenho de ir recolher o lixo.
15.Fevereiro.2008
... : BD
Inicialmente, e dado que há tantos enigmas no País para solucionar - quem é o doador Jacinto Leite Capelo Rego, etc. -, pensei adoptar o pseudónimo "Sherlock Holmes". Mas depois pensei: Não, é melhor não, ainda me acusam de ter morto o professor Moriarty, ou, pior ainda, ainda aparece por aí no ciberespaço algum comentador irado que diz que afinal ele é que é o verdadeiro Sherlock, e depois temos duelo à antiga pela certa - espada ou pistola, faça o favor de escolher. Assim, optei por BD (Banda Desenhada, que é uma coisa - arte - a que praticamente já ninguém liga, sendo assim eu uma espécia de A Lenda).
15.Fevereiro.2008
... : António Horta Pinto
Ao Hannibal Lecter
Perante o seu esclarecimento, resta-me retirar o que disse e apresentar-lhe um sincero pedido de desculpa.
Curiosamente, este pequeno incidente tem algo a ver com o post inicial: é que também houve da minha parte "uma certa precipitação"!
Esperando que aceite as minhas desculpas, apresento-lhe os meus cumprimentos
15.Fevereiro.2008
... : Hannibal Lecter
Ao António Costa Pinto: óbviamente estão aceites as desculpas. Ponto final.
Tem razão. Isto acabou por ter muito a ver com o post inicial. Só que aqui, entre gente civilizada e com recurso a linguagem correcta, tudo ficou sanado. Quando as coisas sucedem a um nível muito mais exposto ao público, rádios, jornais e televisões, tudo é diferente: os egos inflamam-se, tomam-se partidos, as vozes agudizam-se, as emoções fervem, e os disparates jorram...
C'est la vie...
15.Fevereiro.2008
... : Afonso II : http://Braga

Ao Sr. António Horta Pinto
Agora o seu comentário tem mesmo a ver com o assunto em discussão.
Bom fim de semana.


15.Fevereiro.2008
... : Policia dos Costumes
Ora bem!!! Vêm como com educação se vai lá? Afinal o diz que disse ou escreveu até acabou bem. Dou os meus parabéns ao Hannibal Lecter e ao António Horta Pinto por ainda manterem a capacidade de se entenderem e enterrarem o "machado". Começa a ser raro.

Quanto ao tema inicial, e sabendo nós muito pouco ou nada do processo, se amanhã se descobrir que afinal o Sr Director tinha razão ainda assim devia manter as aparências e assobiar para o lado ? Não seria muito grave constituir arguidos, com a carga negativa que lhes é hoje associada (já não existe presunção de inocência que os salve) para depois se constatar que afinal não havia prova, ou no mínimo, indícios suficientes?
A solidariedade corporativa deve prevalece sobre a realidade (se for) ?

15.Fevereiro.2008
... : Diazzz
Talvez prefiram todos que voltemos ao "antigamente", votados ao silêncio e ao lápiz azul do censor. Mais, ainda bem que tomamos conhecimento da forma como se administra justiça por esse país fora, pois seria muito pior não sabermos aquilo em que este País se tornou e só a nós nos compete modificar. Veja-se o caso Bexiga, o homem ainda por cima será acusado de supostamente ter ofendido a honra dos Srs. Procuradores do Porto. Mas será que já ninguém tem um pingo de vergonha?
15.Fevereiro.2008
... : Barracuda
Tanto medo dos comentários! Porque não? Questão de solidariedade de grupo ou cominação legal? Os velhos respeitos sob pena de subversão têm a vida longa. Não é preciso estar muito próximo das investigações nem ser especialista da alto gabarito para se concluir que foram no mínimo atabalhoadas, que todos aqueles encomiadores comentaristas da nossa gloriosa PJ se devem sentir agora ridículos, a começar pelo de serviço às segundas feiras na TV do Governo e do seu parceiro de givernação na sombra,pelo menos em matéria de reforma da justiça. Somos os maiores, temos a PJ mais acutilante do mundo, não há quem nos bata na presunção e na água benta. Só que a realidade não nos segue nesses arroubos de grandeza e num País que faria a prosperidade de 15 milhões de gente séria e bem governada, com bem mais recursos naturais que outros europeus bem mais prósperos e menos gabarolas, vivem dez milhôes sem dignidade cidadã que devem aguentar tudo, não abrir a boca porque a justiça nos seus vários patamores não pode ser posta em causa, o governo não governa porque o inimigo comunista anda em todos os cantos e esquinas a deitar a língua de fora e o povo persiste em ser queixinhas... Se não fosse português e a água que uns e outros metem me não caisse em cima estava-me nas tintas, n comentava, batia palmas ao pitoresco e ao pedante, doutorava honoris causa todos os que têm poder e autoridade, reais ou assumidos, e, sem pagar bilhete, passava uns bons momentos de circo ao ar livre. Mas assim não é. O Sr. Director disse sobre a constituição de arguído dos Pais da criança o que é uma evidência e, se estivesse atento, ouviria por esse mundo fora. Aliàs, como já aqui foi dito, essa originalidade ou cópia saloia de processos alheios mal entendidos, ao lado das escutas telefónicas a eito para ver se o escutado se portou mal, dão a dimensão da nossa sendeirice em matéria de direitos humanos. Para quem não sabe por onde pegar aos assuntos, como no caso as investigações apontadas, meter grilhões nos mais fragilizados é manifestamente obrigá-los a fazer o o contrário do que deve ser feito, isto é, impor-lhes o ónus de provar a sua inocência perante o apontar de dedo acusador de quem, por insuficiência própria, manda palpites. Há um célebre fazedor de opinião de manifesta côr partidária, com palanque em hora nobre e em dia de descanso na TV deles, que afirmou que as declarações do senhor Director do PJ enterraram as investigações! A minha pequenês virou liliputiana! Então a PJ e o MP têm indícios que apontam para a implicação dos Pais da menina no seu desaparecimento e só porque houve tal desabafo de verdadeira autocrítica vão atirar com tudo para o cesto dos papéis? E o dever legal de agir para a descoberta da verdade? Ficaram zangados, pegaram na bola e acaba o desafio? Vi uma vez um parecer de um consagrado Professor de Direito que sustentava um caso julgado sui generis para os despachos de "aguarde produção de melhor prova" , essa pecha dos nossos timoratos delegados do procurador quando não sabiam o que fazer e não tinham coragem para arquivar. Segundo esse douto, o procurador, sem recurso hierárquico e melhor prova, não podia meter as mãos no inquérito e ordenar a sua prossecussão. Umas trinta folhas de parecer, pois claro. Ainda hoje me pergunto quanto terá pago quem, sem sequer ter sido constituído arguído ( não havia esse expediente espertinho e saloio) queria a todo o custo que o despacho do senhor delegado fosse tumba selada. Que pena eu tenho do meu País e do seu martirizado povo! A comer e calar, até ver... Já agora, senhores magistrados, senhores de todos os poderes, boca calada! Em causa própria, por evidência, em causa alheia por respeito por competência alheia! E se emigrássemos todos, nos tresmalhássemos por esse mundo fora e deixássemos o nosso belo País livre e desembaraçado para gente que o merecesse?
18.Fevereiro.2008
Escreva o seu Comentario

Este post foi bloqueado. Impossivel adicionar comentarios.


busy
 
< Item anterior   Item seguinte >
Sondagem