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CARLOS ANJOS - «Enquanto as investigações estão ao cuidado das profissões referidas
nada se sabe, tudo corre em segredo. Assim que acontece o primeiro acto
público (inquirições de testemunha, interrogatórios, buscas, etc.) não
há segredo que resista, tudo se torna público, tudo é discutido na
praça pública».
Não há investigação em que não se fale da violação do segredo de
justiça e se impute a mesma a policias, magistrados e funcionários
judiciais. O que sabemos, é que enquanto as investigações estão ao
cuidado das profissões referidas nada se sabe, tudo corre em segredo.
Assim que acontece o primeiro acto público (inquirições de testemunha,
interrogatórios, buscas, etc.) não há segredo que resista, tudo se
torna público, tudo é discutido na praça pública.
Mas parece que o problema não é apenas nosso. Analisemos o caso da
“base da ETA em Portugal”. Há uma semana que PJ e GNR trabalhavam no
caso. Nada se soube, nem os vizinhos da casa onde os etarras estavam
refugiados se aperceberam das diligências policiais. Houve que
trabalhar com as autoridades espanholas e `foi um ver se te avias’.
Durante toda a sexta-feira foi ver os media portugueses a falar do
caso, citando apenas como fontes os media espanhóis. As autoridades
portuguesas tiveram de reagir, explicando o caso.
O estranho é que ninguém criticou essa violação do segredo de justiça.
Parece que as violações do segredo podem ser boas ou más, dependendo
apenas do nosso interesse.
Carlos Anjos
- Presidente da Ass. Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal
CORREIO DA MANHÃ | 07.02.2010
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