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06-Mar-2010 |
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ANTÓNIO MARTINS - É absolutamente inaceitável a forma como o Governo ainda não encontrou uma solução para a direcção do Centro de Estudos Judiciários (CEJ).
Era expectável, face à demissão da anterior directo ra,no longínquo Setembro de 2009, acompanhada de seguida da saída de dois directores adjuntos, que o novo Ministro da Justiça desse prioridade à escolha dum Director. Mais do que isso, era absolutamente exigível que assim tivesse procedido. Não pode querer-se uma formação de juizes e magistrados de excelência se não se fornecerem os meios necessários para o efeito. Entre esses devem contar-se uma direcção do CEJ completa e não reduzida a dois voluntariosos (que não voluntários) juizes, únicos que se mantiveram estoicamente a segurar o comando daquela nau.
O esforço e sacrifício que tal tarefa exigiu a um deles, o Desembargador Aguiar Pereira, não foram alheios ao ataque cardíaco que sofreu esta semana. Será que é preciso transformar o lugar de director do CEJ num lugar de "boy's" para ser imediatamente preenchido ? É curioso constar que todos os lugares que o PS e o PSD, no âmbito do Parlamento, tinham para nomear em comissões e quejandas na área da justiça já estão preenchidos.
ANTÓNIO MARTINS | CORREIO DA MANHÃ | 06.03.2010
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