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O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro,
aconselhou hoje o novo responsável pela directoria do Porto a ignorar
os "ruídos de fontes anónimas" no desempenho da sua função. "Não serão ruídos de fontes anónimas ou os furos de incompetentes
que terão força para atraiçoar a nova dinâmica (da PJ)", afirmou hoje
de manhã Alípio Ribeiro, na cerimónia de tomada de posse do novo
director da PJ/Porto, Baptista Romão, que decorreu nas instalações da
própria directoria.
Alípio Ribeiro disse directamente a Baptista Romão para "nunca se importar com esses ruídos". "São os resultados do nosso trabalho que importa avaliar", sustentou o director nacional da PJ.
Alípio Ribeiro fez um elogio público a Vítor Guimarães, que
abandonou hoje o cargo de director da PJ/Porto, depois de ter pedido a
demissão em 22 de Fevereiro.Guimarães nunca publicitou claramente as razões da sua saída, mas
fontes da PJ ligaram-na a "divergências de entendimento" com a
procuradora Helena Fazenda, "quanto à abordagem da investigação" de
homicídios ligados ao submundo da noite na área do Grande Porto.
O director nacional da PJ afirmou ser seu "dever" reconhecer o
trabalho "empenhado, sério e eficaz" que Vítor Guimarães desenvolveu na
directoria do Porto. "Os resultados obtidos em 2007 foram muito positivos", disse,
referindo-se especificamente ao esclarecimento de homicídios, ilícitos
financeiros e combate a estruturas organizadas.
Alípio Ribeiro deixou ainda uma palavra a Almeida Pereira,
magistrado que recusou o convite inicialmente aceite para dirigir a PJ
do Porto, tendo afirmado acreditar que continuará "a trabalhar com a PJ
com o mesmo empenho e dedicação como até agora".
O novo director da PJ/Porto, Baptista Romão, afirmou assumir o cargo "para cumprir e ter uma relação de lealdade"."Vim para servir, estarei enquanto entenderem que devo estar e no dia em que entenderem que não devo vou-me embora", disse. Baptista Romão disse aos jornalistas ter tido já "contacto" com
Helena Fazenda, adiantando, desde logo, "ter a certeza" que se vai
entender com a procuradora, que tem entre mãos a investigação dos
crimes da noite do Porto.Relativamente a este dossier, o novo director da PJ/Porto afirmou
que será transmitido à comunicação social toda "a informação que a PJ
entender útil"."Acho que é fundamental que a directoria do Porto tenha
tranquilidade e que o director não tenha exposição mediática. Serão
informados, no devido tempo, do que se passa", concluiu Baptista Romão.
LUSA | 07.03.2008
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