Dados fornecidos pela PSP à agência Lusa indicam que no ano passado foram denunciados àquela força de segurança 10 479 furtos a carteiras, menos 13,4 por cento que em 2008, quando se verificaram 12 111 crimes.
Apesar de não possuir um retrato robô do carteirista, a PSP tem equipas de polícias preparados para identificar, em determinados locais e eventos, comportamentos que permitem identificar quem pratica este tipo de crime.
De acordo com a PSP, os carteiristas são habitualmente homens, com idades entre os 35 e os 60 anos, bem vestidos e com um casaco ou um jornal pela braço para "ocultar a ação da mão que retira a carteira e ocultá-la de imediato".
Tanto podem operar em grupos de três a quatro pessoas como individualmente. O seu "modus operandi" consiste "em aproveitar os empurrões" dos grandes aglomerados, que são, muitas vezes, causados pelos próprios carteiristas.
Segundo a PSP, os empurrões facilitam "o contacto corporal com a vítima" para lhe retirar a carteira, que após ser furtada é passada "de imediato" a um terceiro.
Isto porque, justifica a Polícia de Segurança Pública (PSP), se a vítima reparar que a carteira lhe foi retirada, o carteirista "já não a terá" e "não poderá ser responsabilizado".
Os carteiristas atuam sobretudo em locais onde existe uma grande concentração de pessoas, como eventos sociais, laborais ou religiosos, sendo também propício para o furto de carteiras os transportes públicos, principalmente na hora de ponta.
As carteiras nos bolsos de trás, no caso dos homens, ou nas malas abertas das mulheres potenciam esta actividade ilícita, adianta a PSP, que refere que os carteiristas desenvolvem esta actividade ao longo de todo o ano.
No entanto, sublinha que quando há mais turistas nas cidades portuguesas o volume de incidência deste tipo de criminalidade é maior.
Lisboa, Porto e Setúbal são as cidades do país onde há mais carteiristas, sendo explicado pela Polícia com o facto do número de pessoas ser superior às restantes zonas do país.
Segundo a PSP, as pessoas que ficam sem carteira costumam denunciar o furto às forças policiais, uma vez que necessitam da denúncia para os processos administrativos de emissão de novos documentos.
Em 2008, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP deteve 108 carteiristas.
DESTAK | 09.02.2010