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Polícia leva documentos de Sindicato criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
08-Out-2007

Dois agentes não fardados da PSP da Covilhã entraram na tarde de ontem na delegação do Sindicato dos Professores do Centro e levaram consigo materiais destinados a uma acção de protesto contra o primeiro-ministro, que hoje está de visita à cidade. O Ministério da Administração Interna ordenou um processo de averiguações

Dois polícias "à civil" entraram ontem na sede do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) na Covilhã e levaram dois documentos de informação referentes à acção de protesto marcada para hoje nesta cidade, onde estará o primeiro-ministro, no âmbito de uma visita à Escola Secundária Frei Heitor Pinto.De acordo com o relato feito por responsáveis do sindicato, os dois agentes entraram na sede do SPRC numa altura em não se encontrava nenhum dirigente e informaram o único funcionário presente que se tratava de uma acção de "rotina". Para a direcção do SPRC, filiado na Fenprof, trata-se de uma "acção de características pidescas" e que justifica a apresentação de queixa sobre "esta violação dos direitos democráticos" ao Presidente da República, Parlamento, Provedoria de justiça e Procuradoria-Geral da República, lê-se num comunicado emitido ontem ao final do dia.

A PSP da Covilhã remeteu para hoje as explicações. Mas, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, já ordenou ao inspector-geral da Administração Interna que instaure um processo de averiguações para apurar os factos ocorridos na Covilhã.

"Os dois agentes entraram por volta das 14h30 e disseram que se tratava de uma acção de rotina para saber o que estava a ser preparado para a visita do primeiro-ministro. Viram uns exemplares de um comunicado sobre o cordão humano que tínhamos recebido da União dos Sindicatos de Castelo Branco [organizadora da acção] e pediram para levar um. Como era uma informação pública, o funcionário achou que não havia problema. Depois ainda levaram um exemplar de um comunicado conjunto do SPRC e do Sindicato de Trabalhadores da Função Pública do Sul e dos Açores que vai ser distribuído na Escola Frei Heitor Pinto", conta Dulce Pinheiro, coordenadora distrital do sindicato.

O SPRC diz que esta acção da polícia assume "contornos repugnantes e deploráveis" e responsabiliza o Governo por ela já que, diz, "as forças de segurança não agem sem comando e muito menos sem a direcção do poder político".

A direcção do SPRC entende que este episódio e os acontecimentos de domingo em Montemor-o-Velho, em que uma concentração de sindicalistas motivou a actuação da GNR e a identificação de alguns que ali se encontravam, visam condicionar possíveis vozes discordantes. E apelam a "todos os cidadãos para que não se deixem intimidar e aos professores para que participem em todas as acções de contestação" à política do Governo.

PÚBLICO | 09.10.2007 

Comentarios (26)add
... : Cavenon
Inadmissível, repugnante e deplorável!

Faz-me lembrar um estilo político que existiu à uns anos atrás. Pensava eu - ingénuo que sou - que esse género de política tinha sido esquecida, mas afinal há resquícios na mente desta geração que enche a boca dos cidadãos com Direitos Liberdades e Garantias, Estado Democrático, Liberdade de Expressão, Estado de Direito, no entanto, tudo não passa de um Governo repressivo, autoritário e arrogante, onde sem dó nem piedade cilindra princípios de uma sociedade "democrática e livre".

O Presidente da República, tem uma boa oportunidade para não estar calado, espera-se que o seu silêncio não seja conivente com este tipo de política, e actue, alertando devidamente. É o mínimo que o povo português exige a este órgão de Soberania. Figuras decorativas já temos suficientes tanto na A.R. como no Governo. Dê o exemplo, neste caso gritante, porque para dar palmadinhas nas costas, como é costume a este Governo, estamos nós preparados: é no dia das eleições.
Bem-haja.
10.Outubro.2007
... : Hannibal Lecter
o MAI ordenou um processo de averiguações ? Pois claro. É o mesmo que o cérebro dar ordens à mão direita para investigar e punir o pé esquerdo por haver relatos de este ter desferido uma canelada ilegítima no cidadão do lado... . O que mais irrita é tratarem-nos como atrasados mentais.
10.Outubro.2007
... : preso preventivo
meus amigos: isto é só o começo. o poder gera autoritarismo. e já nem se preocu pam em esconder os tiques , pior, as acções. como diria o neto da avó Constância: habituem-se!.
10.Outubro.2007
... : Tony
A ditadura já não é um delírio daqueles que têm estado mais atentos. Todo o povo já o sente. Até mesmo os da localidade que viram nascer o "primeiro" são os primeiros a publicamente denunciar o estado de prepotência, arrogância, austismo e desprezo pelos valores da liberdade de expressão, de opinião e da democracia.
Ainda ontem, um jornalista da RTP foi suspenso de funções e já não apresentou o Telejornal de ontem e será alvo de um processo disciplinar que visa o despedimento. Em causa estão as declarações do pivot numa entrevista ao 'Público' e um artigo publicado no 'Diário de Notícias' sobre o tempo em que foi director de informação da RTP e as interferências governamentais no canal do Estado...
Este país já era um local mal frequentado, mas agora está a tornar-se também num local pidescamente perigoso.
Perante tudo isto, é bom de se ver que àquele ataque vilipendioso que foi feito às magistraturas e aos que trabalham nos tribunais, no início do mandato deste governo, apesar de aparentemente o governo ter "vencido", está a ver-se que o combate foi acima do que muitos imaginaram e que a greve dos juízes constituiu um grande entrave ao intento que o governo tinha de subordinar o poder judicial ao poder executivo e, com o seu autismo, passou então a dirigir os seus canhões para o resto do povo. Que só agora começa a acordar. E a dar razão a quem outrora condenou sem querer saber da verdade. Não vos dizíamos antes que era isto que iria acontecer? Agora... é capaz de ser tarde...
10.Outubro.2007
... : Marcos
O assunto em causa não é de somenos, esperemos que não morra depressa ou seja esquecido por este povo de curta memória.
10.Outubro.2007
... : Salazar
Correram comigo para isto??
11.Outubro.2007
... : Eça de Queirós Alternativo
Tanto barulho para quê ?
Que mal tem dois polícias à paisana irem a um sindicato, que se calhar até é dos comunistas, desses que têm andado a chatear o chefe eleito do nosso povo ?
Que mal pode ter esses mesmos dois polícias - que certamente não foram lá por iniciativa própria, mas mandados por alguém, que até agora ainda não deu a cara - pedirem documentos ao sindicato visitado ?
Que mal virá ao mundo de esses mesmos polícias à saída deixarem cair um aviso para o sindicato ter cuidado com linguagem utiiliada pelos manifestantes, pois se quem avisa teu amigo é ?
Respondo: Nenhum !
Até acrescento: para a coisa ficar bem feita, mas mesmo bem feitinha, só faltou que os pobres polícias, que lá foram mandados por alguém, não tivessem ido devidamente vestidos, com a farda apropriada para o momento: de camisa castanha e com uma braçadeira vermelha com uma cruz gamada negra.
Assim é que era, exactamente como devia ser.
E era essa a ordem que deveria ter sido dada: vão lá, mas com a farda correspodnente ao serviço ordenado por quem de direito ou de torto !
Pobre país !


11.Outubro.2007
... : Mário Rama da Silva
O que se passou na Covilhã é especialmente grave pelo sintoma que constitui sobre a forma com estes comportamentos são encarados: pura "rotina" como foi afirmado e confirmado pela própria Governadora Civil de Castelo Branco.
Se esta já é a "rotina", há que perguntar como será daqui para a frente?
E o primeiro-ministro não pode continuar, com aquela sua voz aveludada, a fingir que não sabe e que não é responsável pelo que se passa, uma vez que os agentes da PSP não foram lá por iniciativa própria (PSP ainda não significa PS-P). Foram mandados por alguém que recebeu instruções para os lá mandar ou que reflecte, por osmose, os tiques autoritários do primeiro-ministro e da sua corte.
Embora se compreenda que, para o primeiro ministro, o padrão de comportamento mais desejável seja, por exemplo, o da presidente da Câmara do Montijo, que verteu em acta da câmara uma longa e louvaminheira declaração sobre a excelência da decisão do governo de construir o aeroporto na Ota (contrariando os possíveis interesses dos municípios da margem sul - Montijo incluído) e se mantém muda e queda perante a hipótese de aproveitamento do campo de tiro da Alcochete (que por acaso é no Montijo e não em Alcochete).
11.Outubro.2007
... : Um cidadão
Pergunto, somos assim tão ingénuos para acreditar que o Primeiro Ministro não teve mão no caso? Coitados foram os agentes da PSP que receberam ordens para investigar (ou para "incomodar") e agora são alvos de inquéritos.
E aposto que o resultado das averiguações seria "um excesso de zelo por parte desses agentes", porque estes são "mexilhões" e pagam pela prepotência do outro.
11.Outubro.2007
... : descontente
they´re back...
12.Outubro.2007
... : Zé Povinho
Bem diz o povo que ignorância e arrogância andam quase sempre de mão dada. E a pessoa que ocupa temporáriamente o cargo de primeiro ministro parece ser o exemplo acabado. Ainda há pouco tempo "reinventou" a língua inglesa, na sua visita aos EUA, fazendo uma triste figura. Tem tiques de ditador, quando, na realidade, ele foi lá posto por nós (muitos de nós, não todos), para nos servir, durante um certo período de tempo. Mais tarde ou mais cedo, tal como foi lá posto por nós, por nós de lá será tirado. E, a propósito, pensem um pouco nisto: se a pessoa em causa fosse proibida de voltar a ocupar qualquer cargo político neste país, apenas podendo desempenhar funções compatíveis com a sua competência técnica na área da sua formação, o que seria dele ? Qual o seu futuro na área da engenharia ? Um pouco mais de humildade seria aconselhável.
12.Outubro.2007
... : Julio Roque
O incidente com o José Rodrigues dos Santos aconteceu durante o governo PSD/CDS e com o Conselho de Administração por ele nomeado e que se mantém em funções.
Na sua origem esteve a invasão, por parte de um director, da esfera de competência do Rodrigues dos Santos, na altura director de informação, nomeando uma jornalista para um determinado cargo para o qual esta não seria a melhor classificada (vulgo cunha). O seu a seu dono...
12.Outubro.2007
... : Mário Rama da Silva
Caro Júlio Roque,
Importa ser claro nas afirmações. A sua é exacta mas não é clara, na medida em que, implicitamente, mistura o governo PSD num acto interno da RTP. Ora, o conselho de administação da RTP, nomeado pelo governo PSD, é presidido por um destacado elemento do PS, antigo membro de governo PS, aliás competente para o cargo, mas que se mantém em funções certamente não pela sua competência mas por ser do PS. Se assim não fosse já teria, muito provavelmente, sido substituido por um "socratinho". Assim, se "erro" houve pr parte desse governo foi, em vez de nomear um "comissário", ter optado pelo critério da competência (que alguns podem discutir) e nomear alguém da oposição para gerir a RTP, num claro sinal de que não a queria controlar. Outro possível "erro" terá sido não interferir, nesse momento, na vida interna da RTP.
Repetindo-o, o seu a seu dono...
12.Outubro.2007
... : xico
Os que conheceram a «PIDE» devem estar a rir-se às garagalhadas ao ouvir comparar a acção destes dois agentes de polícia que levaram (levaram, note-se que se não diz que os apreenderam ou que se apropriaram indevidamente deles) dois papéis relativos a uma manifestação pública da sede do sindicato que a estava a organizar!
As notícias publicadas sobre este assunto devem ser lidas com muito cuidado e atenção, porque se o que está lá escrito é importante, mais importante é o que lá não está escrito! Porque o que lá não está escrito é que seria reprovável, claro...
12.Outubro.2007
... : Ribeiro
Será que sonhei ?
Voltamos ao 24 de Abril de 1974?
Por favor se é pesadelo quero acordar de imediato.
Simplesmente pidesco.

15/10/07


15.Outubro.2007
... : Chávez
Desta ainda não me tinha lembrado... smilies/cheesy.gif
15.Outubro.2007
... : Water
Será que os agentes não bateram à porta do sindicato para entrar?
Será que os agentes não se identificaram?
Será que foram mal educados e prepotentes?
Será que não os convidaram a entrar?
Será que eles não solicitaram um exemplar dos papeis que iriam ser destribuidos? Afinal eram publicos!
Continuo sem perceber a razão de tanto alarido.
Parece-me aproveitamento politico, mais por parte da oposição do que do governo.
A montanha pariu um rato.
15.Outubro.2007
... : Mário Rama da Silva
Caro Water
Não admira que, como grande parte dos defensores do actual estado de coisas, não perceba a razão do alarido.
É que as perguntas não são aquelas que faz (5) e que nada interessam ao caso, a não ser para esclarecer que os agentes não arrombaram a porta nem bateram em ninguém.
As perguntas, só duas, são:
- Por que diacho vão dois polícias à paisana a um sindicato em vésperas de mais um passeio oficial do primeiro ministro?
- Quem é que os mandou lá?
Não precisa responder se a sua resposta coincidir com o que já disse a governadora civil: foi rotina, o que pressupõe que as tarefas habituais da polícia são, agora, realizar tal tipo de visitas em vez da protecção dos cidadãos.
16.Outubro.2007
... : Julio Roque
Sempre houve e sempre haverá adeptos da teoria da conspiração. Há que fazer um pouco de novela com a coisa... afinal o mártir da liberdade Charrua já caiu no esquecimento, enviado que foi para o Gulag...
17.Outubro.2007
... : Water
Caro Mario Rama da Silva,
compreendo perfeitamente o seu ponto de vista, mas não lhe parece tudo algo exagerado?
Pelas últimas noticias que têm vindo a público, parece que não foram cumpridas as exigências dos prazos fixados na Lei, relativamente ao pré aviso.
Ora como em todas as hierarquias existe a formal e existe também a informal, e pelo aquilo que lí, pois só por aí posso comentar, na dificuldade de obter respostas "em cima do joelho" da forma formal, através de oficio para o Governo civil, foi-se bater à porta mais proxima, o que me parece compreensivel.
Quando me refiro a uma hierarquia formal, é quando se respeita um horganigrama rigido, tipo militar, quando falo em hierarquia informal é quando paralelamente a essa hierarquia formal, temos outra com tipo de relações mais flexiveis, estes conceitos não são meus, fazem parte de termos académicos e desculpe se não for estas as definições exatas, mas já lá vão uns anitos, mas penso que se percebe o que quero dizer.
Agora gostava de saber se a Sr.ª Governadora não autoriza-se a manifestação, dando cumprimento a essa tal hierarquia formal, relativamente aos prazos, imagino o que não se escreveria.
Não sou adepto do Governo, pois também estou a sentir na pele e de forma directa todas as reformas.
17.Outubro.2007
... : Joaquim Ferreira : http://Talvez, um dia....
Tudo de que é acusada a Polícia de Segurança Pública e este governo, por parte de um grupo de pessoas, com ligações e motivações politicas bem defenidas e de todos conhecidas, em relação a este "caso" em particular, não passa de um "fait divert" político rasca, tal e qual nos têm habituado os nossos "politicos" e alguns dos "outros", ditos comentadores, jornalistas e afins.
A P. S. P. sempre efectuou este tipo de trabalho, trata-se de uma manifestação que ocorreu na via pública, a quando da presença no local de uma alta entidade do Estado Português e como tal, legalmente e desde sempre, a P. S. P. faz pesquisa de notícias conducentes á preparação da informação necessária para que qualquer possível acto contrário á legalidade possa ser prevenido e não reprimido. Aliás, das frases ditas e escritas em alguns meios de comunicação social fiquei com a ideia de que o desejo de alguns destes "politicos e etcéteras" era que o acto fosse reprimido, preferencialmente de forma violenta!
Só em Portugal! Só neste Portugal onde, apesar dos já 33 anos da Revolução ainda á tanta gente cheia de fantasmas! Não se levantam estas vozes contra a infelizmente ainda reinante pobreza material e intelectual que graça nesta República das ou dos ....., á beira mar plantada!
Ouvios falar - á alguns anos atrás - ganhar votos para poderem formar governo, servindo-se das Polícias, dos Assaltos, das Manifestações, depois, já governo, nenhum desles pois os pés no competente Ministério! Falam os rotos para os nus! Exige esta gente atitudes democráticas a Polícias a quem cerce ferozmente qualquer tipo de vida democrática com a desculpa do "papão", tal e qual Salazar! Fantástico!!
17.Outubro.2007
... : Mário Rama da Silva
Caro Water,
Concordo com as suas afirmações. Na verdade, o que parece ter havido foi a utilização das "hierarquias" (formais ou informais é indiferente para o caso) para, através de uma acção policial, saber o que é que iria acontecer aquando de mais uma passeata promocional do pm, como se existisse algum verdadeiro problema de segurança pública que pusesse em causa a autorização da manifestação pela governadora civil, único caso que justificaria a recusa sem ser com o pretexto formal dos prazos.
Mas compreendo que a noção de segurança pública dos políticos, não só dos nossos mas por esse mundo fora, se confunde cada vez mais com a segurança da sua imagem pública, já que a segurança pessoal têm eles assegurada de sobra, também por agentes da segurança pública.
Não deixa de me apoquentar a classificação de "rotina" para estes procedimentos quando a verdadeira rotina da PSP deveria se o policiamento de proximidade e se consegue atravessar Lisboa inteira, nos dois sentidos, sem ver um polícia, salvo a passar multas de estacionamento e bloquear automóveis.
E continuamos sem saber quem os mandou lá!!!
17.Outubro.2007
... : Water
Cumprimentos,
subscrevo completamente as sua palavras escritas, estimado Mario Rama da Silva, mas quem foi alvo da visita dos inspectores do IGAI foi a PSP, tendo ficado a carreira dos 2 Agentes, que provavelmente foram indicados especificamente para aquele serviço de maneira aleatória, ficado na ponta da caneta dos senhores do IGAI.
Isto é que eu acho triste.
Proxima vez mandem um acessor do PM, esses ganham muito, a carreira só dura enquanto lá estão e para além de ser uns dos deles.
Penso que a PSP fez o melhor que pode, mediante as circunstâncias.
Quanto aos carros em Lisboa, deviam bloquear o triplo e autuar muito mais, cada vez que me lembro, de ver uma senhora a ter de vir para a estrada com um carrinho de Bébe, porque um condutor se lembrou de ocupar todo passeio, revolto-me. Eu em Lx, ando de transportes publicos.
Mais digo que o policiamento de proximidades é só bandeira politica, funciona no país rural e com os mais idosos, mas na mancha urbana, bairros degradados, com os jovens, o policiamento de proximidades é uma treta.

Cumprimentos Boguistas

18.Outubro.2007
... : descontente
Caro Mário Rama da Silva:
E nem assim bloqueiam grande parte dos que deviam.
Caso concreto: cruzamento da Av. Óscar Monteiro Torres com a Rua Capitão Ramires, aqui em Lisboa. Raro é o dia em que automóveis estacionados em 2ª fila, em cima do passeio ou na rua, no próprio cruzamento, não são autuados/bloqueados.
E, se me perguntarem, muito bem. É isso que dispõe o Cód. Estrada e, portanto, há que cumprir.
Há, no entanto, (pelo menos) duas viaturas que, sistematicamente, se encontram mal estacionadas - in casu, na rua junto ao cruzamento.
Nunca vi essas viaturas autuadas/bloqueadas, contrariamente a tantas outras em situação análoga, nem quando tal situação é verificada in loco por agentes da PSP ou elementos da EMEL.
E porquê? Surpresa das surpresas: essas duas viaturas particulares pertencem a dois elementos da PSP, Divisão de Trânsito de Lisboa.
Ora, não estando esses elementos da PSP em desempenho de funções - estacionam o carro ao fim do dia de trabalho, e vão para casa - não deveriam cumprir com as regras estradais?
Não deviam estar sujeitos, tal como qualquer cidadão, às cominações previstas no C. Estrada para o estacionamento proibido?
Aparentemente não!
Portanto, caro Mário Rama da Silva, é certo que a PSP multa e bloqueia mas, aparentemente, com algum critério.
A PSP reconhece os seus.
19.Outubro.2007
... : Water
Caro descontente,
denuncie a situação, telefone a fique a aguardar a chegada dos Sr.s Agentes, se nada for feito na altura, indague, se não for satisfatória a resposta, denuncie.
A caneta é uma arma.
Saudações
19.Outubro.2007
... : Mário Rama da Silva
Caros Water e Descontente,
Não tencionava abordar, novamente, a questão do estacionamento até porque a referi apenas pelo facto de ser a única actividade visível da polícia, principalmente, em Lisboa. Apenas volto à liça por que parece ter existido a ideia de que sou contra as multas de estacionamento. Não sou. O que eu lamento é que a polícia, em especial a municipal, não se dedique a mais nada (excepto também a entregar algumas notificações).
Sou a favor da disciplina do estacionamento e da punição dessas como de quaisquer outras infracções que, aliás, não são exclusivas de Lisboa.
Porém, em primeiro lugar essa não deve ser a actividade quase exclusiva da polícia unifomizada, nem talvez a prioritária.
Por outro lado, há a questão do método e do objectivo: já vi bloquear uma carrinha a cair de podre e com os pneus completamente em baixo que estava há meses no mesmo local!!!
Quem está mais atento verifica que a intensidade da "multa" se verifica nos locais onde há parques pagos, designadamente comerciais. Este objectivo não se confunde com a disciplina do estacionamento.
Quem está mais atento verifica que as "brigadas bloqueadoras" da PM usam um sistema de toca e foge. Vem uma carrinha que coloca bloquedores numa zona e desaparece rapidamente. O automobilista telefona e, depois de longa espera, vem a carrinha da "cobrança" para desbloquear. Sucede que, se os veículos estiverem a prejudicar o trânsito, de automóveis ou de peões ficam a prejudicar à mesma, passando o bloqueamento a ser prejudicial o que é, pelo menos, estúpido.
Sejamos claros: o sistema não foi montado para disciplinar o estacionamento mas para assegurar a cobrança da multa à cabeça. Depois, mesmo que o automobilista tenha razão não vai gastar dinheiro para fazer valer a sua opinião.
Estou inteiramente ao lad de Water quando refere ser indadmissível que seja necessário sar do passeio com um carrinho de bebé por lá estar um automóvel (que não deve ser bloqueado mas imediatamente rebocado), mas conheço quem, sendo escorreito, se tenha estatelado por causa de um dos pequenos pilaretes de cimento e ainda hoje coxeie.
Há passeios, onde um carrinho ou uma cadeira de rodas mal cabem e têm candeeiros e postes de sinalização plantados no meio.
Há passeios que, pelos buracos, apresentam mais perigo para o peões, mesmo não sendo invisuais, do que um automóvel com duas rodas lá em cima.
Claro que se deve multar. O que se não deve é fazer disso um negócio e, infelizmente, é o que acontece.
20.Outubro.2007
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