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PJ aumentou eficácia criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
04-Jul-2008
Em 2007, a Polícia judiciária concluiu mais processos e conseguiu reduzir o número de casos parados. Resultados obtidos num ano em que a principal polícia de investigação criminal teve um aumento significativo de inquéritos em relação aos dois anos anteriores.

No relatório sobre a actividade da judiciária em 2007, a que o Diário Económico teve acesso, os números mostram que os inspectores resolveram mais 4.728 casos do que no ano anterior, o que significa um crescimento de 20,2% dos inquéritos concluídos, em apenas um ano. Houve ainda um decréscimo dos processos que ficaram por resolver. Mas mesmo com uma redução de 7,8%, continuam -13.600 inquéritos parados na PJ.

Dos casos que transitaram para 2008, destacam-se os crimes contra o património e contra a vida em sociedade, tais como roubos ou circulação de moeda falsa. O arquivamento foi o destino de mais de metade dos casos investigados, uma tendência que se tem mantido nos últimos três anos de actividade. Em 2007, saíram da Polícia judiciária 4.863 inquéritos com proposta de acusação, contrastando com os 16.756 que foram arquivados. Apesar do balanço positivo, retratado pelos números, 2007 foi um período conturbado para a PJ. No ano passado começou uma das investigações mais mediáticas dos últimos anos em Portugal. O desaparecimento de Maddie McCann num aldeamento turístico no Algarve foi o início de um dos casos mais polémicos e com maior impacto internacional de sempre. Depois de vários meses sem resultados, o Director Nacional da PJ, na altura Alípio Ribeiro, foi alvo de críticas, sobretudo lançadas pela imprensa britânica. As acusações subiram de tom quando Alípio, que deixou o cargo em Abril deste ano, assumiu publicamente que houve precipitação na decisão das autoridades portuguesas em constituir arguidos Kate e Gerry McCann, os pais da criança desaparecida. Estas afirmações puseram em causa a credibilidade dos responsáveis pela investigação e obrigaram o Ministro da justiça a defender publicamente o director nacional. Apesar desta instabilidade, no ano passado, a PJ recebeu mais três mil processos do que no ano anterior, e o resultado traduziu-se numa maior eficácia na resposta.

Polícia Judiciária recebeu mais 150 inspectores este ano
Em Março deste ano, 150 novos inspectores da PJ começaram o curso de preparação para trabalhar na polícia de investigação criminal. O número representa um aumento de cerca de 10% face ao total de 1102 inspectores que hoje estão no activo. Este último recrutamento trouxe uma novidade: os responsáveis da polícia procuraram alargar as competências dos candidatos aprovados. No grupo que está agora em formação, além de licenciados em Direito, há também formados em Psicologia, Economia, Antropologia.

Lisboa e Porto responsáveis por 34% das detenções
Ao longo do ano passado, a Polícia Judiciária deteve 2.239 pessoas. As directorias de Lisboa e do Porto foram responsáveis por 34% do total das detenções, com 17% cada uma. A direcção responsável pela investigação ao tráfico de droga surge em terceiro lugar, com 13% do número de detidos. O tráfico também representa uma grande fatia das apreensões feitas pela polícia em 2007. Nesta matéria destacam-se as apreensões de haxixe, onde se registou grande aumento. Em sentido contrário, foi apreendida menor quantidade de cocaína.

DIÁRIO ECONÓMICO | 04.07.2008

Comentarios (6)add
... : ManDRAX
Isto nao é NADA!

Se isto não fosse a choldra: dir-se-ia:
x inquéritos, y condenações transitadas.
Mas é a choldra...
04.Julho.2008
... : Ruth-do-Marquês
Eles trabalham para a detenção...o que é?
Para id, para preventiva, para a prisao...nao se sabe...
E querem enganar o tuga, mau a matemática, com isto...
04.Julho.2008
... : Arquivador-Adjunto
Lamento muito esfriar o entusiasmo da PJ, mas a percepção que eu tenho da realidade é bem diferente.
No último ano não se registaram significativas melhorias por parte da PJ, comparativamente com períodos anteriores, quer no que se refere à rapidez, quer no que toca a resultados. Os processos continuam a andar devagar e continuam a existir processos parados.
Relativamente à maior rapidez das investigações, tal poderá ser verdade num caso ou noutro, mas, saliente-se, à custa de uma menor qualidade do trabalho, já que está a tornar-se frequente a PJ remeter os processos para o MP com diligências ainda por realizar, o que acaba, de certa forma, por ser batota e que viabiliza a apresentação dos números enganadores a que a notícia faz referência.
04.Julho.2008
... : MP
É só propaganda. O que conta é a relação quantidade/tempo/qualidade e esta última, que está relacionada com o tempo necessário para a maturação, não é mensurável com a simplicidade do volume. A isto chama-se resolver inquéritos a pontapé.
Enfim, quem sofre é o mexilhão ("aquele" em nome do qual se administra a justiça).
05.Julho.2008
... : Alzira-do-beatch club
Não percebo nada...Ou andam a enganar o zé pobo ou então...

O show off, a politica da minha-horta-é-melhor que-a tua-, a inveja (essa virtude da plebe lusa), a falta de visão larga e comprida (mais q a língua...), é um repetir da treta nacional.

O que importa, como bem diz Mandrax é resultados no fim, no fim do processo!

O resto é cozido à portuguesa, tudo ao tacho, e paleio mediocre ou de modinhas...

Movimento? Como é? Houve falha informática? Qt custou o programa...

alô...
06.Julho.2008
... : Filipe Castro
Infelizmente, a frieza dos números conta mais do que a eficácia real.
Para quem está dentro da casa, e investiga, esta estatística até mete dó. Mas, infelizmente, é o que importa para o poder Político. E, quantos mais processos forem "resolvidos" com menos pessoas, isso é que importa, pois, para os Políticos e para os economistas (e só para estas 2 classes) haverá uma optima ratio de meios.
Inteligência mesquinha de quem nunca na verdade trabalhou na vida e nunca enfrentou vítimas de crimes.
11.Julho.2008
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